quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

CHOREI POR UM AMOR QUE ERA SÓ MEU

Quando a conheci, pareceu que tudo fez sentido. Que meus sonhos de felicidade a duas podiam ser realidade. Acreditei tanto, tentei viver o sonho
Ela foi destruindo o sonho, foi minando minha confiança
Ela matava esse amor cada vez que me magoava, que me deixava só, que não me dava atenção. Cada vez que virava pro lado e dormia. Mas que estava errada nisso tudo era eu.
Hoje olhando para toda essa história acho que meu erro foi torná-la o centro da minha vida. Porque eu nunca fui o centro da vida dela.
No final a falta de delicadeza, de cuidado, e de certa forma até de amor, me fizeram chorar.
Chorei pelo sonho e por está desistindo do sonho
Chorei tantas vezes. Fingi tantas vezes não me importar com a falta de amor, porque amor, amor é muito mais que um "eu te amo".
Chorei feito um bebê que quer se sentir protegida no colo da mãe.
O triste disso tudo é que dessa vez não chorei pela nossa milésima briga, chorei por estar no meu limite, por ter cansado de correr atrás daquilo que um dia só me fez sorrir, só me fazia feliz, chorei por saber que estava partindo, que estava desistindo do sonho, que não tinha mais volta
Chorei porque sabia que aqueles olhos escuros não iriam mais brilhar ao me ver aproximando e não seria o motivo daquele sorriso meio tímido.
Chorei por sentir medo, medo por mim e por ela
Chorei de algum modo feliz por está me libertando dela e daquele seu jeito torto de amar.
Chorei livre, chorei, mas agora com esperança de encontrar novo amor.

Fernanda Tahann 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ELA ESTÁ ME TRAINDO - Conto


São sete horas da noite, estou voltando pra casa, estou cansada, o trânsito está horrível, minha cabeça está horrível, aliás minha vida está horrível. Não se se você já passou por isso, mas nos últimos tempo tenho sido meio avestruz, tenho enfiado minha cabeça na areia pra não vê o que está diante de mim, a minha volta, na minha cama, em todo lugar.
Meu nome é Tânia, tenho 30 anos, sou a típica balzaquiana, sou decoradora, diria que sou uma mulher de sucesso - ao menos no trabalho - tenho mais pedido de projeto do que sou capaz de fazer. Tenho 1:64m de altura, 60 kg, corpo bonito, malhada, branca, cabelos longos de um castanho quase mel, rosto bonito, lésbica assumidissíma, mas não pense que você vai me olhar e vê escrito em mim que sou lésbica, ao contrário você não irá acreditar quando te dizer que sou lésbica, porque adoro ser mulher, amo ser feminina, adoro me olhar no espelho e vê uma mulher.
Sou casada, meu casamento já dura 5 anos. Se você me perguntasse a 6 meses atrás se era feliz te diria sem sombra de dúvida que era a mulher mais feliz do mundo, mas hoje não saberia te dizer onde a minha felicidade foi parar.
Minha mulher é advogada, toda gostosa,  assim daquelas que sabem que tem pegada, que sabem que são boas. Ela é morena da cor de canela como diria Jorge Amado, 35 anos, cabelo e olhos tão preto, tão lindo. Minha advogada é mais alta, um pouco mais forte que eu, uma linda mulher aos meus olhos.
Nos conhecemos quando precisei de uma advogada para resolver a burocracia para abri um escritório, com o objetivo de deixar a minha firma apta a participar de licitações. Quando entrei no escritório dela senti a força daquela mulher no instante que a vi. A partir daí foram horas às telefone, jantares, olhares, toques, muita sedução, até que um dia nos beijamos, fizemos amor, tudo ao mesmo tempo, agora. 
Quando respirei e olhei pra mim estava morando no apartamento dela. E se você que está lendo por acaso não conhecer o universo das lésbicas, saiba que somos assim, tudo muito rápido, tudo muito intenso.
Acho que todas pensamos isso, mas nosso relacionamento era perfeito, tudo tão carinhoso, a gente viajava e se amava, trabalhava e amava, brigava e se amava. É triste dizer tudo isso no passado.
Levanto e vou até a sacada que me dá uma vista linda da cidade, suspiro, porque sei que em algum lugar daquela imensidão a mulher que amo deve está olhando para outros olhos que não são os meus. Fecho tudo, desligo tudo, hora de ir pra casa. Casa, que casa?
Quer saber? Não vou pra casa, vou sentar, tomar um drink, comer alguma coisa. Ir para a casa pra quê? Sei que ela só chegará de madrugada com uma desculpa qualquer. Não, hoje vou rever nossa história. 
Desço pego o carro, com o coração oxigenando, infiltrando tristeza em cada célula do meu corpo, são quase oito horas da noite o engarrafamento me faz demorar a chegar a lugar nenhum. 
Saio daquele engarrafamento horrível, estaciono em frente a um barzinho com cara bonitinha,  mas o que me fez ficar foi o fato de ter música - voz e violão - sento, peço uma bebida, pego meu celular, fico vendo nossas fotos, são tantas. Fomos tão felizes, penso com tristeza.
Não sei onde nós nos separamos. Éramos tão ligadas, tão juntas, parecia que ela conseguia ler os desejos do meu coração e eu os delas. Sorríamos tantos, tínhamos tantos planos, em todas as ocasiões parecíamos tão únicas, mesmo estando separadas.
O amor entre nós era tão presente que sei todos conseguiam vê que existia alguma coisa especial, mesmo que não soubesse o que era. O amor entre nós fazia seu sorriso clarear o mundo, seu toque sempre me transportava para um mundo de amor nosso.
Agora estamos assim, sem vida, tenho quase certeza que existe outra. Ela chega quase todos os dias muito tarde, sempre usando a desculpa de trabalho, o celular dela agora tinha senha. Agora ela não me procurava mais na cama, e se a procurava ela estava sempre muito cansada. Agora não existia o dormi de conchinha. Agora era solidão a dois. Agora tudo parecia perdido 
Outro dia quando fui ao banheiro pela manhã e comecei a recolher a bagunça dela, me deu uma saudade do tempo em que recolheria não só a roupa dela mas a nossa que deixamos espalhada ali, então com aquela blusa nas mãos quase que sem perceber abraço a blusa, cheiro, pra minha tristeza o perfume que estava lá não era o meu, muito menos o dela, só senti as lágrimas vindo, sem controle. 
Já tivemos tantas conversas, tantas promessas não cumpridas. Agora ela está  cheia de clientes em outras cidades, agora ela tem sempre que recorrer dos seus casos em Brasília, ela pensa que não vejo que essas viagens sempre acontecem, quarta a noite, quinta de manhã,  sempre ficando para o final de semana. 
Dói tanto vê-la indo, mais dói muito mais vê-la mentindo, destruindo nossos amor, se bem que hoje sei que esse amor é agora só meu. 
Cansei de mentiras, de olhares de pena, olhares de não sei como sair disso. Cheguei a conclusão é que ela permanece comigo por comodismo, talvez medo de me magoar - e agindo assim ela só me mágoa - acho que hoje sou sua amiga querida.
A paixão acabou, o desejo acabou, ela não mais me vê como mulher. É tão dolorido senti aquele abraço no meio da noite que diz: "vamos dormir, porque não tenho mais tesão por você". É dolorido senti esse carinho substituindo uma paixão que me destruía, me reconstruia com a mesma intensidade.
Hoje, hoje somos duas amigas que fingem serem companheiras, mulher uma da outra. Ela não se interessa pela minha vida, não quer me contar da sua. Acho que hoje sou só aquela dor constante no seu coração, um problema que ela não sabe como resolver.
Hoje, vejo-a encontrando um mundo novo onde não estou. Dia após dia ela está cada vez mais distante, cada vez mais sua vida não está onde estou. Meu coração dói porque ele sabe que ela já foi embora, só não levou as malas ainda, mas já não está aqui faz tempo. 
Ela não sabe, nem desconfia, mas montei um novo apartamento só meu, só falta ter coragem de sair daquele local que já foi meu oásis de felicidade, talvez o álcool me dê coragem de segui em frente.
O garçom passa, por favor traz mais um. Olho em volta, são tantas mulheres, aliás eu vejo mulheres o tempo todo. Essencialmente trabalho para mulheres, mas não consigo olhar para nenhuma mulher com interesse. Olho para o relógio 11 horas da noite, acho que vou para casa. Não! Ali não é minha sua casa, acho que dá tempo pegar algumas coisas, ir para o meu canto, até porque é sexta e ela vai ficar na casa da outra.
Quer saber? Eu tenho a chave daquele escritório, já que vai ser nossos fim, que seja com verdade. Pago a conta,  o garçom solícito pergunta se estou bem, se quero um táxi. Sorrindo respondo: minha vida já está tão fundida que neste instante é mais duro permanecer viva.
Entro no carro, entro no prédio onde ela tem um escritório, os seguranças, o porteiro todos todos me conheciam, entrei segui, abri a porta, tudo escuro. Saí dali com o peso do mundo sobre mim.
Vamos saber onde ela está? Minha moça sempre deixava o GPS por uma questão de segurança, foi só segui, ele me leva ao prédio que a mariana morava, entrei, conversei com o porteiro, descobri que a Dra. Mariana estava com uma amiga que sempre estava por lá, que estavam só as duas, inventei uma desculpa, saí e fui viver a minha vida.
Sei que vai doer, mas hoje eu vou embora pra sempre, hoje vou começar a vomitar amor. Quem sabe amanhã, depois de amanhã, depois é depois de amanhã, ou um dia eu não esteja me alimentando de amor acompanhada de outro anjo de asa quebrada


Sei que quase todas nós já fomos traída, já sentimos essa dor. Em momento assim só nos resta pedir pra dor passar logo, para o desamor magoar menos. 

Fernanda Tahann 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Final


Ela volta tão linda ao olhos do meu amor, volta sem roupa, cheirosa, pronta pra ser amada, sobe na cama, sobe em mim, abro os braços e recebo aquela mulher linda. 

Beijo, nos beijamos, entro naquela boca que quero, beijo seu colo, seu pescoço, sussuro que a amo, que sinto sua falta. Ela responde que sou o seu amor, a essa altura a única coisa certa é que desejo essa mulher. Meu quadril pressiona o dela que geme, diz que está com tanta saudade.

Na loucura da vontade ela tira minhas roupas. Eu aumento o som da tv pra abafar nossos gemidos de saudade. Ela está nua, adoro esse abraço de pernas, braços e de espíritos que acontece sempre que nos amamos. 

Sinto cada poro da tua pele. Toco seus seios, ela beija meu pescoço, meu colo, sinto sua língua passeando por meus seios. Ela suga um depois o outro, sinto tanto prazer nesse toque, meus gemidos invadem o quarto. Coloco minha perna entre as suas. Ela dança sobre minha perma e a sinto tão minha, tão molhada, tão pronta para o prazer.

Coloco minha mão naquele centro de prazer quente, molhado, liso, seus gemidos aumentam. Sigo tocando bem de leve aquela mulher, passo meus dedos suavemente ali, devargar, ela se joga na cama, só sente meu toque, se contorce, se oferece, oferece seu quadril ao encontro da minha mão, que sabe te conduzir ao prazer.

Ela me toca, sente como estou molhada, nos agarramos uma na outra. Ela me tocando e eu a ela. Nossos corpo grudado, ela mordendo o meu ombro, gritando que me quer, meus dedos perdido entre tuas pernas, sentindo ela fechando as pernas pra sentir melhor meu toque, sentindo o teu jogo de quadril esperando que a penetre, mas quero que ela goze assim só com meus dedos tocando-a. 

Ela também me toca, me seguro pra não gozar, porque quero o prazer de gozar com ela, quero ser dela e a quero  minha mulher. O gozo vem, ela grita que vai gozar, gozamos juntas, sinto suas contrações e acho que ela as minhas.

Caímos uma no corpo da outra, com um sorriso, ela diz que me ama e eu a amo demais. Ficamos quietinha saboreando esse amor tão nosso esperando nossos corpos se acalmarem.

Em meio a tudo isso alguma coisa grita em mim que esses momentos já não são mais suficiente pra alimentar a mulher que ama que sou eu.

Ela cansada da viagem dorme no meu colo, eu cheia de dores, de mágoas, com um coração cansado de ser a mulher dos finais de semanas, tão carente de uma amor definitivo, não que ela não fosse, mas queria ter uma namorada, uma companheira. Queria aniversários, natais, réveillon, queria tudo, não viver assim.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Capítulo I (Conto Erotico)

Aqui estou novamente, num hotel de uma cidade qualquer te esperando, me escondendo, escondendo um amor tão grande que me faz me perder num mundo desconhecido só pra viver um pouco desse sentimento que muitas pessoas dizem ser errado, mas é onde me sinto viva. É onde quero ficar.

Inventei mil mentiras, pra sair de uma vida que em parte é minha pra embarcar nessa história com ela. História que agora me questionava se era realmente uma história a duas. Agora quase sempre chegava a conclusão que essa história era só minha.

Viajei a noite inteira antevendo o prazer de está nos braços dela. Me alimentando, alimentando o amor, imaginando o abraço, o sorriso grande, franco, apaixonado. Imaginando também que no final disso tudo vou convencê-la que podemos ter um futuro.

Já não sou uma garota para me comportar assim, como uma irresponsável, mas amo tanto essa mulher que até me assusto com toda essa intensidade. E dói um bocado pensar em mim sem ela.

São 7 horas, chego tão cansada, me registro, como sempre perco tempo inventando uma estória sobre uma amiga que virá me encontra porque estamos viajando a trabalhos, pra seminários, pra visitar a família, é um mar de mentiras, odeio essas mentiras, essa necessidade idiota de dá satisfação pra todo mundo, mas odeio mais ainda a impressão que tenho que ela também acha esse sentimento que partilhamos errado, porque se fosse por minha vontade, quem quiser que pensasse o que quisesse, só queria ser feliz, mas acho que ela só quer me esconder, nos esconder.

Acho que no mundo dela só existimos, quando ninguém pode vê ou saber de nada, neste instante, ela me tira do armário, me deixa respirar, nos deixa respirar um pouco, me dá uma migalha de amor, me alimenta de esperanças. Era tudo tão dolorido.

Termino meu papo com o recepcionista de sorriso congelado que está pouco ligando pra uma desconhecida falante, vou pro quarto, ligo pra ela, celular fora de área, deixo um recado idiota, apaixonado, digo que estou com saudade, ansiosa, louca pra vê-la, que já estou o hotel com meu amor esperando-a.

Desço, tomo café vendo aquele mar lindo, que tem o dom de acentuar minha tristeza, meu cansaço de ser uma aventura de final de semana, acho que era só isso que era, mas ela era tudo, um tudo que no final era nada.

O tempo passa, ela como sempre demora, vou dá um volta no calcadão, o dia está nublado combinando perfeitamente com meu coração. Olho para aquele mar triste e começo a me questionar até onde essa situação vai me levar? Será que seremos só isso? Essa situação já se arrasta a anos, mas afasto esses pensamentos, não vou fazer uma DR agora, pelo menos hoje quero só saborear o prazer de tê-la. Amanhã, bom, o amanhã pode simplesmente não existir.

Sento, peço uma água de coco, fico apreciando um casal apaixonado, talvez em lua de mel, por que estão iluminados tal o amor que emitem. O celular toca, é ela me dizendo que está chegando, volto pro hotel para esperá-la.

Quando chego ela está perdida na recepção, tudo porque nunca quer se identificar, nunca deixar nenhuma pista, acho que ela se dá importância demais e nenhuma importância a mim. Meu besta coração salta ao vê aquele corpo pequeno, impaciente, aquelas mãos que preciso tanto.

Quando nossos olhos se encontram é como se milhares de pequenos raios percorressem meu corpo. Ela me olha com um sorriso no olhar, nos cumprimentamos como duas velhas amigas, mas sinto a saudade no seu corpo, do seu abraço, do cheiro, do gosto daquela mulher que queria tanto minha.

Vamos pro quarto, mal fecho a porta ela vem, me beija com loucura. Adoro esse beijos faminto, essa língua entrando na minha boca, me reconhecendo. Eu paro aquele beijo, abraço muito aquela mulher, fico um tempo assim, parada abracando-a, até que ela pergunta se está tudo bem. Eu olho aqueles olhos lindos que amo e respondo que sim, que era só saudade.

Lembro que ela tem que comer, peço um café da forma com ela gosta, é triste perceber que conheço tanto essa mulher que só quero cuidar, amar, embora nunca possa realmente fazer isso.

O café chega e tudo é tão carinhoso, a gente comendo namorando, aquelas bobagens de colocar comida na boca uma da outras, de pega comida no prato dela, acho que em ocasiões assim só queremos ter intimidade, dividi tudo nem que seja entre quatro parede o que nunca podemos dividi público.

Terminamos o café, deitamos naquela cama, estou tão faminta que não sei o que fazer com ela ali tão ao alcance das minhas mãos. Eu fico conversando, até que ela para, fica me olhando e diz:

- Você sabe que te amo muito.

E vejo aquela boca linda, que morro de desejar cada vez mais perto. Me deixando cada vez mais excitada, querendo ela todinha pra mim. Suas mãos me puxam ao encontro do seu corpo e por um instante só o que fica é desejo por aquela mulher.

                                             Fernanda tahann


Meu anjo público a segunda parte na quinta, espero que você tenha gostado e volte pra ler o final.


sábado, 26 de novembro de 2016

PERFEIÇÃO

Não existe a mulher perfeita, o seu sonho de mulher, de amor perfeito é só um sonho. 
Olhe para você, honestamente reconheça seus defeitos, seu amor também terá essas pequenas imperfeições que a fará perfeita para você.  
Não crie expectativas que nem você mesma e capaz de cumprir
Não queira que a outra seja a mulher que você gostaria de ser
A mulher que está a seu lado, ou que é o seu desejo é tão humana quanto você, portanto tente entender seus altos e baixos, suas crises, suas dúvidas
Antes de brigar, gritar, de ferir sua namorada, se pergunte se você também não está de alguma forma decepcionando-a
Viver o amor, entenda, construir uma relação não é fácil. Você fere e se fere também, mas perdoa e é perdoado.
Se você realmente quer construir um relacionamento pra vida toda, quer acordar de conchinha, ter alguém de aconchegando com quando você chegar cansada em casa. Te aconchegando com mais carinho ainda na hora da dor, tem que crescer, entender que a outra têm necessidades, defeitos e qualidades assim como você, então tenha paciência, deixe seu coração falar, se você estiver com muita raiva adie a conversa, deixe a raiva passar. Minha amiga converse, converse muito, seja carinhosa, mas deixe claro em todos os momentos que antes de amá-la você se ama, porque existe uma diferença enorme entre ser amorosa compreensiva e ser idiota.
Acho que na realidade falo demais, mas é que se pudesse daria a felicidade de presente pra todas nós, já sofremos tanto, que merecíamos o amor verdadeiro nas nossas vidas.

                  Fernanda Tahann

sábado, 19 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO - Final


Cheguei pouco depois das oito, ela me recebeu, estranhei ela está sozinha. Trocamos aqueles beijos nervosos que duas amigas trocam. Me convidou a entrar, me serviu uma cerveja num copo lindo, olhei para aquele copo, sorri, ela embaraçada perguntou o por que do riso.

- Minha amiga, você sempre foi chique, acho que vai morrer sendo.

-Para com isso moça. 

Fomos pra sala, um mesa linda, velas, um arranjo lindo de flores naturais, uma mesa para um jantar a duas, entre duas namoradas. Finjo ignorar esse detalhe, comemos, conversamos, sorrimos, eu não perguntei por ele, ela não falou nada. A noite seguiu como um roteiro escrito para dois corações apaixonados.

Terminamos, ainda tentei ajudá-la a retirar a mesa, mas minha ajuda foi recusada, fomos para a sala, sentei num sofá, ela sentou muito próxima, era estender a mão e tê-la pra mim. Não faria isso de jeito nenhum, tentava me dizer o tempo, mas o sorriso, aquela boca, aquele perfume que tantas vezes senti, tantas vezes procurei, ela foi chegando perto, quando dei por mim nossas bocas estavam tão perto que foi ir um pouquinho pra frente e o beijo aconteceu, dessa vez sem controle.

Estava tão ansiosa tão confusa, meu coração gritava de felicidade, meu corpo finalmente tinha voltado para casa, entre um beijo e outro ouço ela sussurando que me quer demais.

Sua língua vai lambendo meu pescoço, dá lambidas lentas, leves mordidas na minha orelha, me arrepio, me abro, me ofereço, ela desce me beijando, meu quadril dança ao encontro do dela. 

Ela tenta se levantar grudada em mim, seguimos nos beijando em direção ao quarto dela, um caminho que conhecia tão bem. Antes de chegámos lá nossas blusas ficaram pelo caminho, beijo seu pescoço enquanto as mãos delas brigam com os botões do meu short. 

Nos jogamos naquela cama com ela sobre mim, parecia que ela era a faminta de nós duas. Ela beija um depois o outro seios, chupa um pouquinho um depois o outro, passa a língua lentamente num bico, depois no outro. Eu pressiono sua cabeça ao encontro do meu corpo, agora sem controle estou completamente aberta. Ela continua brincando com meus seios, mas agora sinto sua mão entrando entre minha pernas, quase pulo tal o prazer desse toque. 

Beijo sua boca uma infinidade de vezes, minha mão desce devagar, até chegar entre suas pernas, brinco, torturo, toco em uma perna, depois na outra, passa a mão lentamente no grande lábios. Ela geme, diz que esse desejo é só nosso, que tentou tanto encontrá-lo em outro corpo.

Ela desce sua mão pelo meu corpo, chegando entre minhas pernas, toca naquele triângulo quase com impaciência, parece querer tanto. Ao senti seu toque acho que o ar do mundo ficou insuficiente, minha respiração, sei lá se eu estava viva, só sentia esse toque. Ela continuava me beijando, meu quadril se move ao encontro daquela mão. Ela entra, em toca, eu paro de beijá-la fecho os olhos e viro pra sentir esse toque. Ela continua me tocando lentamente, bem de leve, meu clitóris está duro, meus gemidos agora são altos, minha respiração o gozo, o grito, o desejo infinito sendo por um momento satisfeito

A vontade que tinha era beijar, beijar, morder, de literalmente comer aquela mulher. Ela deitou sobre mim, eu a abracei tanto, ela me beijou, sorriu olhou pra mim, disse que ainda tinha mais.

Agora era minha vez, fui descendo beijando, lambendo, chupando, até chegar entre suas pernas, me alojar ali, começo a passar aquela língua na minha vagina, em toda sua extensão começando de baixo e subindo. A penetrou com minha língua, ela quase grita de tanto prazer, vou para meu clitóris e ficou ali até senti o corpo dela percorrido por aqueles calafrios, aquelas correntes elétricas que o prazer provaca. Ela fechou as pernas e gozou. Subi e abracei aquela mulher até seu corpo se acalmar.


Ficamos abraçadas namorando muito tempo até que não aguentei e perguntei o que ela queria comigo, porque eu estava deixando bem claro que não era mulher pra ser amante de ninguém não. Ela levanta, olha pra mim com aquela cara de quem não está entendendo nada

- Amante? Pergunta sorrindo. Moça eu que não quero ser sua amante. Eu estou divorciada a três anos. Durante todo esse tempo quis entrar em contato, mas sabia que você estava casada. E aqui ela chorou, abracei aquela mulher que amava tanto.

- Você sabe que se você resolver ficar comigo vai ser uma batalha com meus pais, mas cansei de negar a mim a felicidade. Quero, preciso, eu sempre amei você, se você me quiser eu estou aqui pronta pra você. 

O mundo parecia tão cheio de luz, a felicidade parecia tão real que era só estender a mão e tocá-la.

Fernanda Tahann 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

NÃO ESQUEÇA O CORAÇÃO

As vezes esquecemos de quem está ao nosso lado, nos acostumamos com o eu te amo, como o está junto, com o carinho que passamos a não valorizar tudo isso.
 Esse costume nos faz vê o fazer amor como algo tão natural, aquele prazer que antes nos tirava do chão, hoje parece tão comum quanto tomar café de manhã. 
Paramos de dá valor aquilo que nos faz feliz, não percebemos que se perdermos aquela pessoa que agora nos parece sem importância a felicidade vai junto com ela.
Muitas vezes não damos valor a pessoa que esta ao nosso lado, reclamamos das ligações, do ciúme besta, vivemos pedindo espaço, não temos tempo para estar com ela, sempre temos tempo para outras coisas mas nunca para quem precisa realmente. Mas pode ter certeza, essa pessoa não estará para sempre ao seu lado.
De valor enquanto tem porque depois não adianta chorar.
Num primeiro momento após o fim você pode até não perceber a dor, mas a falta vai chegar, você reconhecerá seu coração partido, mas já será tarde demais porque aquela mulher que parecia tão sua já não mais te pertencerá, pertencerá a outra mulher, ELA MESMA.

Fernanda Tahann