quarta-feira, 7 de março de 2018

ME DESCOBRI AMANTE - Capítulo I

Foi numa segunda feira, numa fila de banco. Não foi nada romântico, a fila estava enorme, então um mulher que fez o tempo parar virou pra mim, me pediu para guardar seu lugar porque precisava resolver qualquer coisa em outro lugar, o engraçado era que só consegui vê seus olhos, lembro que a achei linda. Quando ela voltou a fila tinha andado tão pouco, então ela sorriu me agradecendo, fiquei encantada, mas tímida demais pra iniciar uma conversa, ela falava por nós duas. Ela bateu um papo animado com ela mesma, porque eu sorria, dizia sim, não. Naquela história acho que ficamos umas duas horas, sei que terminamos trocando contato. E tuso acabou com um aceno.
Ela se foi, mas o cheiro, o sorriso, o jeitinho dela falar continuou comigo durante algum tempo.
Eu não liguei, ela não ligou, aquela sensação que experimentei naquela fila entrou para o mundo dos sonhos, o problema é que o destino determina, brinca, ele brincou.
Estava perambulando no shoping distraída quando dou um encontram em outra mulher, quando me refaço do susto e quando vou pedir desculpa era ela que estava diante de mim. Veio um sorriso, meu coração pulando, não era possível deixar tudo aquilo escorrer pelo ralo da vida, então a convidei para um chope, quando o primeiro chope acabou parecia que sentia seu toque a cada olhar, dois chope e queria aquela mulher dentro de mim.
Ninguém falou nada sobre paixão, mas era possível vê que o universo estava diferente.
Na hora da despedida nada de beijos, só um abraço longo, daquele que a gente não quer que acabe, o cheiro dela agora ficou em mim.
A meia noite quando ainda pensava nela, quando ela ainda não tinha se transformado em sonho a mensagem chega. "Estranho, mas penso em você". Escrevi mil mensagens não enviadas, até que escrevi: "eu também penso", hoje vendo tudo sei que foi uma mensagem boba. A partir daí foram tantas conversas onde o centro era nós, nunca perguntei nada sobre ela, nem ela sobre mim, eu me apaixonei por ela conversando, conhecendo, me deixando conhecer, foram tantas conversas, tanto medo de rejeição.
Um dia o convite:
- Vem jantar aqui na sexta?
Mil perguntas, mil e um desejos, um corpo que grita por ela.
- Sim
Era uma terça, nunca uma sexta demorou tanto a chegar. Quando ela finalmente chegou cuidei do meu corpo, cabelos, uma infindável escolha de roupa, um perfume que queria que ela sentisse em mim.
Quando cheguei a casa dela, minhas pernas estavam tremendo, meu coração chegou antes de mim.
Um sorriso, um abraço desajeitado, uma taça de vinho que nem senti o gosto, Baco foi nos relaxando, agora ninguém disfarçava o desejo, agora o toque era prolongado, agora nossos olhos não mais fugiam, agora era só tomar coragem.
Ela foi chegando e eu fui indo, tinha consciência que o amor que já estava acontecendo há tanto tempo agora se concretizaria.
A música, o vinho, a mulher por quem estava apaixonada foi vindo e o riso invade o meu coração. Me aproximo mais, sinto aquele perfume que vem dela, sem ter controle algum toco, sinto a maciez da sua pele, o beijo vem longo intenso carregado de um desejo incontido.
Ela foi me conduzindo até seu quarto, caímos sobre a cama, minhas mãos tiram suas roupas, sou despida também, abraçá-la semi nua, me fez querer morar ali, fazer minha casa no seu coração.
Naquele mar desejo percorro seu corpo com minha boca em busca das partes do seu corpo que estão sedentas, molhadas como eu estou.
A respiração dela está cada vez mais ofegante
Tiro a última peça de roupa que restou, posso senti sua urgência quando seu quadril se aperta contra o meu.
Suas mãos apertam minha cabeça ao encontro do seu corpo, que se contorce ao meu toque, seus gemidos despertam ainda mais meu desejo, ninguém fala nada, não era preciso, só o desejo era urgente.
Abandono aquela boca perfeita pra mim, desco beijando seu pescoço, seus seios (agora só penso nisso), sua barriga e sinto aquele cheiro inebriante que vem da sua fonte de prazer
Volto e beijo sua boca que está seca de vontade, toco entre tuas pernas e ela está molhada e pronta pra mim, que de olhos fechados se contorce de prazer ao sentir minha mãos nesse centro de prazer.
Quero beber esse líquido, quero me lambuzar no seu prazer. Ela abre as pernas e pede, pede o prazer da minha língua, deixo ela me senti perto, senti minha respiração entre suas pernas. Meus dedos a tocam, ela levanta seu ventre tentando encontrar minha boca, minha língua. Quero q ela lembre desse desejo, então me nego a ela, a enlouqueço, até ouví-la me pedindo:
- Por favor, eu preciso
Com um gemido de satisfação por vê-la assim, entregue coloco minha língua nela que grita de prazer, treme, geme. Geme, geme, geme muito e me sinto tão sua dona. Sinto teu gozo chegando e bebo cada gotinha dele
Ela me abraça, seus olhos fazem promessas de felicidade sem uma única palavras, parecia que as palavras podiam estragar um momento perfeito
Pouco depois ela toma meu lugar, faz com que sinta todo o prazer que ela é capaz de me dá.
Depois do amor dormimos nua nos braços uma da outra. No meio da madrugada acordo sem saber muito onde estou, lembro de tudo, principalmente sinto aquele abraço perfeito dela. Sorrindo saio da cama devagar, vou ao banheiro e foi ali que tudo aconteceu, não ter como não vê, duas escovas, creme de barbear, duas toalhas, o barbeador elétrico repousando ao lado do secador, fui olhando tudo, vendo que ela no mínimo tinha um namorado muito sério, então sair daquele banheiro, fui catando minhas roupas, deixando caquinhos do meu coração espalhado naquele quarto e fui embora.

                                        Fernanda Tahann

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