Moro numa cidazinha do interior sem nada de especial, além da patrulha que todos fazem na sua vida
Tenho 50 anos, casada mãe de três filhas que já estão formadas, nenhuma delas moram mais comigo
Apesar dos 50 anos, permanecia magra, com o corpo bonito, não tão bonito como já tinha sido, uma flacidez aqui e outra ali, mas sempre me cuidei, pele clara sem rugas, lábios bonitos que já foram muito desejados, cabelos cacheados impecáveis, afinal a vaidade faz parte da mulher e eu ainda arrancava assobios quando passava diante de uma construção.
Funcionária pública em vias da aposentadoria.
Trabalho na delegacia como escrivã a muitos anos. Um trabalho rotineiro, onde passam pela minha frente quase sempre só queixa de roubos, furtos nada muito especial
Agora chega essa menina, digo menina porque ela tem 28 anos, linda, tão segura de si, tão cheia de charme e uma novidade na minha pacata cidade, ela é delegada, portanto minha chefe imediata.
Quando ela se apresentou na delegacia a empatia entre nós foi imediata. Como ela era de fora tentei colocá-la a pá do funcionamento da nossa cidadezinha. Mostrei que aqui ela não teria grandes preocupações.
Sairmos para almoçar várias vezes, conversamos muitos, gostava tanto da sua companhia
As vezes sentia ela me olhando diretamente nos olhos, nessas ocasiões me pegava me comportando como uma adolescente, minhas mãos suavam, meu coração acelerava, o ar parecia raro, tirava os olhos rápidos e pensava estou ficando doida, o que está acontecendo comigo?
Com o passar do tempo ela não mais disfarçava os olhares, quando me abraçava esses abraços era longo, podia sentir sua respiração na minha nuca, ficava toda arrepiada, acho que ela sabia o que provocava em mim. Tinha ocasiões que nossos rostos, nossas bocas ficavam tão perto que se me movesse um pouquinho minha boca tocaria a dela. Numa dessas ocasiões me conscientizei que a deseja com desepero, como explicar isso? Nem quando casei com meu marido o desejei tanto. Aliás pouco tempo depois do casamento cheguei a conclusão que era frígida, uma vez que nunca sentia prazer com ele. Passei a ir pra cama por obrigação já que esse era o comportamento correto de uma mulher de respeito na minha época. Ele frustrado comigo passou a ter amantes, nunca o questionei na realidade até agradecia a essas mulheres. Eu tinha um bom marido, minha filhas tinham um bom pai, o que mais poderia querer?
O olhares continuavam, minha necessidade de ficar junto dela agora era tão difícil de controlar, de disfarçar.
Numa semana em que meu marido viajou para ficar uma tempo com a filha ela solenemente se ofereceu para dormir comigo, ou melhor dormir na minha casa. Fiquei feito uma idiota sem saber o que fazer, com recusar, sabe quando você sabe que está caminhando em direção ao desconhecido, foi assim que me senti. Meu coração pulou, fez festa, mas a mulher em mim estava apavorada.
Cheguei em casa querendo correr, gritar, me esconder, mas de algum jeito feliz
Tomei um longo banho, me preparei inteira para aquela mulher, depilação, esfoliação, sabonetes, óleo pós banho, aquele perfume só usado em ocasiões especiais, a langerie certa, só a roupa que era normal
Ela chegou lá pela nove, perguntei se tinha jantado, ela disse que não, fomos pra cozinha, perguntei se ela queria beber um suco, ela respondeu que tinha vinho no carro, meu coração deu um pulo, mas retruquei que ela podia escolher um dos vinhos do meu marido, porque eu não costumava beber nunca. Ela sorriu, fiquei molinha olhando pra ela, e disse que só hoje eu tomaria uma taça com ela. Abrimos o vinho, uma taça pra ela, outra pra mim. Servi o jantar, ela comeu conversando muito, não sei se por conta do vinho ou por conta do clima de romance fui relaxando, sorrindo falando muito.
Fomos pra sala, vimos um pouquinho de TV, a garrafa acabou, peguei outra.
Fiquei tão inquieta naquele sofá tentando aparentar normalidade quando tudo em mim queria experimentar aquela boca. Deve ser o vinho, estou ficando louca.
Pouco depois das onze perguntei se ela não queria ir pra cama, a levei pro meu quarto, expliquei onde estava tudo, fiz menção de sair, ela perguntou para onde eu ia, disse que ia dormi em dos quartos de uma das minha filhas. Ela se levantou pegou minha mão que estava no trinco da porta, disse que não tinha sentido nenhum eu sair da minha cama por causa dela, que podíamos muito bem dividir a cama.
Assim fizemos, terminamos o vinho, apaguei a luz, deixei só a luz do banheiro ligada com a porta entre aberta.
Deitei, dei boa noite, virei as costas pra ela, esperei sei lá quanto tempo, quando sinto o corpo dela muito próximo do meu e a cabeça dela por cima do meu ombro perguntando sei lá o quê, só sei que virei e quando fiz isso a boca dela fico tão próxima da minha que foi só abaixar um pouquinho e aquele beijo desejado, sonhado, aconteceu, minha cabeça girou, meu mundo explodiu e as certezas acabaram, a única verdade agora era que queria essa mulher com loucura
Vieram milhares de beijos, um corpo querendo ter o outros, as mãos impacientes querendo, as bocas irremediavelmente ligadas.
Não falamos nada, não precisava, a paixão falava por nós
As roupas foram tiradas, algumas com delicadezas, outras com desepero.
Eu não sabia o que fazer.
Eu falei que aquilo era loucura, que nunca tinha feito aquilo, que não sabia o que fazer. Ela sorriu e disse faça o que teu coração teu corpo pedir
Num arrobo de coragem coloquei minhas mãos no seus seios dela, minhas pernas sentiam o calor do teu ventre dela no meu, sinto a perna dela entrando entre as minhas, estranhamente sinto um rio saindo de mim, fico toda envergonhada, digo que isso nunca aconteceu, ela me beija diz que isso é maravilhoso
O desejo que sinto é completamente novo. Eu a tenho nua, a vejo nua, minha boca ficar seca, a beijo e quanto mais beijo, mais preciso desses beijos
Por um instante olho para ela, meu corpo, minha boca e principalmente meus olhos dizem que te ama
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Fernanda Tahann