Ando pela casa, ligo a tv não consigo me concentrar em nada, desligo, pego um livro tento lê afinal gosto tanto, nada. Começo a viajar na Internet, mas até parece existir algum lugar um registro de nossas preferência porque pra todo lugar que viro tem fotos dela, fotos de momentos felizes e em nenhuma delas sou eu ao lado dela, largo o celular.
Vou para o quarto, me dispo, fico embaixo da que jato de água um tempão, torcendo pra que a água relaxe meus músculos e me faça dormi. Troco de roupa, me jogo naquela cama, mas tudo que faço é ficar rolando na cama, me mordendo de ciúme, imaginando tudo que pode está acontecendo entre ela e ele. Me perguntando como posso ter me metido nisso.
Sou um mulher de "juízo" por assim dizer, demorei pra me assumi, mas quando o fiz, fiz com segurança, a partir de então namorei algumas mulheres, mas sempre mulheres livres. Muitas mulheres casadas especialmente as casada com homens já se insinuaram pra mim, em muitas ocasiões até pensei em ir em frente, mas sei do perigo de uma relação com essa traz. Sempre evitei esse tipo de aventura, mas nesse caso quando dei por mim já tinha sido engolida pelo furacão de emoções que hoje só dói.
Tudo começou, eu não sei como tudo começou, só sei que quando ela entrou porta a dentro da sala em que trabalho dizendo que trabalharia ali. Levantei os olhos pra identificar a doida que entrava na sala falando alto, interrompendo a concentração de todo mundo. Então eu só vi sorriso dela, vi seus cabelos negros brilhantes, vi aquele ar desprotegido sob a capa de segurança, tudo que eu quis naquele momento protegê-la, cuidar, dá colo, pegá-la pra mim. Lembro que sorri pensando: você está carente dona Maria, voltei minha atenção para o trabalho.
Todos os dias quando saía de casa já vinha pensando em vê-la, quando eu chega e ela estava ali era invadida por uma paz, por uma alegria tão diferente, tão nova pra mim. Fomos nos conhecendo, ela me olhando de um jeito diferente, sempre tentando se aproximar, eu sempre permitindo esse contato. Passamos a almoçar todos os dias juntas, íamos para a parada de ônibus juntas.
Lembro com uma riqueza de detalhes que o beijo dela na hora da despedida era sempre acompanhado de um breve, quase descuidado abraço. Quantas vezes não a surpreendi me olhando, fui sabendo coisas dela, fui me deixando conhecer. Um dia me toquei que estava tão envolvida, se fosse sincera comigo diria que estava apaixonada.
Lembro que o primeiro beijo aconteceu no banheiro do trabalho. Lembro que foi intenso, faminto, acho que se tivessemos tempo teríamos feito amor ali mesmo, tal era o desejo que nos consumia.
O estranho era que sempre que te convidava pra fazer qualquer coisa a noite ela nunca podia, tentei, fui paciente até porque ela me disse que nunca tinha se envolvido com nenhuma mulher, pensei: vou devagar.
Um belo dia ela me surpreende se oferecendo pra passar o domingo comigo, imagina minha felicidade. No domingo arrumei a casa inteira, tentei deixar tudo pronto pra não perdêssemos tempo com nada, tudo que queria era mergulhar naquela mulher que povoava meus pensamentos.
Ela chegou, linda, cheirosa, toda nervosa. Eu ingênua imaginei que era pelo que ia acontecer. Conversamos sobre qualquer coisa. Bebemos nem lembro o que, ele foi se acalmando, fui me aproximando, acho que só precisei tocar sua mãos, ela veio pra cima de mim como uma fome assustadora e ao mesmo tempo maravilhosa, parei o beijo delicadamente.
Eu não podia deixar as coisas acontecerem assim, eu queria fazer amor com aquela mulher, queria ficar gravada naquele corpo.
Levantei, peguei sua mão, a levei docemante pro quarto, lá chegando, comecei a beijá-la com suavidade e fui levando aquela mulher que queria tantopara a cama, fui deixando nossos corpos cairem.
Fernanda Tahann
Meninas publico o próximo capítulo na quarta, muito obrigada por ler. Se vc quiser ler o livro é só digitar FERNANDA TAHANN WATTPAD e vc vai encontrar vários livros disponíveis para vc baixar de graça.
segunda-feira, 5 de março de 2018
sábado, 14 de outubro de 2017
CASA DE MADRINHA - Conto Erótico
Era uma noite como tantas, estava num barzinho chamado Casa de Madrinha não me pergunte o por que do nome porque não sei. É todo rústico, parece casa de fazenda antiga forno de barro, bule, máquina de costura, é um amontoado de informação que o faz ficar aconchegante com cara da infância, da casa de vó.
Moro numa cidadezinha no interior do Maranhão, sabe aquela cidade onde todo mundo conhece todo mundo, fala mal de todo mundo? Pois é moro numa cidade assim.
Lá também morava uma linda mulher chamada Isabel, ela não tinha aquela beleza de parar o trânsito, tinha uma beleza única, baixinha, um corpo lindo, muito mais velha que eu, o que a tornava ainda mais interessante aos meus olhos, afinal nunca gostei de mulheres mais novas mesmos.
Seja lá onde a gente se encontrasse ficava aquele clima estranho, aquela vontade de não sei o quê. A conversa parecia ter milhares de mensagens escondidas, cifradas. As cores do dia, da noite tudo mudava quando ela estava perto.
Sabe aqueles olhares furtivos, aqueles que você olha com medo de ser flagrada, quando tínhamos oportunidade conversamos, era uma troca de olhares aqui, um toque acolá, mas ninguém tinha coragem de ir além, porque se alguém siquer suspeitasse de algo entre nós seríamos motivo de chacota para o resto das nossas vidas, então era tudo muito sutil, muito discreto. Se é que era alguma coisa, podia ser só fantasia da minha cabeça.
Não tinha coragem nem de pedi o contato dela, apesar de já ter ligado inúmeras vezes no fixo da casa dela só pra ouvi sua voz, bobagem né? Mas não tinha coragem de chegar, encantar, me encantar, então me contentava com essas bobagens.
Nessa noite na Casa de Madrinha a noite transcorria normalmente, muitas cervejas, muita falação, até que lá pelas tantas ela chega com um grupo de amigos, o interessante é como nosso coração reconhece quem quer, porque meu coração disparou no momento que ela entrou naquele bar, sem mesmo vê-la. Ao senti sua presença o ar ficou mais leve, meu corpo entrou em alerta. Acho que era capaz de dizer qualquer movimento que ela fazia. Algum tempo depois ela foi até a nossa mesa, nos cumprimentou, até hoje sinto aquele cheiro até hoje, como gosto daquele cheiro.
Ela chegou perto, beijou meu rosto, ficou tão perto. Tentei disfarçar de todo jeito, mas aquele contato tão ingênuo, tão simples despertou um desejo tão grande tudo que queria era ter mergulhado naquele corpo. Queria cheirar, lamber, comer, tocar, de algum jeito tê-la, fazê-la minha.
A noite seguia, alguém a convidou pra sentasse um pouco com a gente. Providencialmente tinha uma cadeira vazia ao meu lado, ela sentou, conversou com todo, nenhuma atenção especial a mim, exceto sua perna que as vezes roçava discretamente na minha. Não sei como mas começamos a falar sobre medo, terminei falando do meu medo de ficar sozinha em casa, de como os pequenos barulhos, as sombras, tudo me assustava, e o pior é que passaria o final de semana sozinha já que meus pais tinham ido viajar.
Conversa vai, conversa vem, de repente sou convidada para dormir na casa dela, pelo menos naquela noite não sentiria medo pois eu teria um gatinho para me proteger, gargalhadas, todo mundo me gozando. A partir do momento que aceitei o convite pareceu que o tempo parou, ou não passava, porque estava ansiosa, com medo, mas certa que naquela noite muita coisa mudaria.
Ela voltou pra mesa dos amigos dela, fiquei com os meus tentando aparentar uma normalidade que estava longe de senti. As vezes olhava pra ela, ficava observando a mulher segura, elegante, linda que ela era. Parava de olhar rapidamente com medo dos olhares em volta.
Na madrugada sinto uma mão no meu ombro avisando que se quiser ir dormir mesmo ela já estava indo. Meus olhos por breve segundos se encontraram com os delas e ali estava a promessa, o pedido: VEM!
Me despedi das pessoas, como tinha vindo de carona com a Julia, fui com ela aproveitei e fui com ela. Lembro dela abrindo a porta com cuidado, de entramos de ponta de pé por aquele corredor que parecia interminável. Lembro de entrar naquele quarto, ainda sou capaz de descrever cada detalhe dele, os móveis tradicionais em madeira crua, o piso antigo, a cama enorme que dominava o quarto inteiro e me dominou também.
Fiquei sem graça, não sabia o que fazer comigo. Estava muito nervosa, não sabia o que fazer para que ela não ouvisse as batidas do meu coração porque parecia que ele era capaz de acordar o mundo tal a força do seu pulsar. Ela tão tranquila, tão experiente, parecia receber mulheres naquele quarto sempre, e eu, bom pra mim ela era unica, era a primeira. Ela me ofereceu cerveja, conversava como se fossemos velhas amigas, abriu aquele guarda roupa, me ofereceu toalha, roupa de dormir.
Fui ao banheiro, tomei banho, ela colocou um arsenal de cheiro a minha disposição, graças a Deus por ser mulher e como tal carregar quase tudo na bolsa. Tomei banho, me perfumei inteira, voltei para o quarto. Ela falou qualquer coisa, foi para o banheiro.
De repente fiquei como medo da minha falta de experiência. E agora? Fui para aquela cama enorme, que hoje me pergunto se a veria tão grande hoje. Fiquei naquela cama sem saber muito o que fazer, a mulher que desejava tanto, que povoava meus pensamentos e muitas vezes meus sonhos estava ali, aparentemente entregue, ou no mínimo desejando.

Deitei, me cobrir inteira, ela estava toda relaxada, talvez porque pra ela eu era apenas outra mulher que ela trazia para aquele quarto na madrugada, mas pra mim ela seria a minha primeira, a primeira com quem iria até o fim, a primeira que amaria
Começamos a conversar, não sei em que momento ela se aproximou de mim, quando aquela mão tocou minha perna, quando meu corpo sentiu o choque daquele toque, quando meus olhos se encontraram com os dela, soube que seria ela, que meu coração ficaria ali.
Quando me toquei ela estava tão junto, aquela boca tão desejada ali, podia senti seu hálito, seu perfume, e eu sem que houve qualquer contato físico além daquela mão, estava tão excitada, parecia que um rio saia de mim. Acho que ela sentiu o cheiro, sentiu meu corpo trêmulo, porque ela veio tranquila, dona da situação, me abraçou, o beijo veio intenso, as mãos apressadas, a vontade de sentí-la nua tocando meu corpo nu.
Ela foi me conduzindo, beijando, apertando, me trazendo cada vez mais pra ela, aquela boca, sussurando que me achava linda, que me desejava. Aquela língua que entrava na minha orelha, que mordia de leve, que passeava suavemente no meu pescoço, no meu colo. Aquela perna que entrou entre as minhas e ali ficou como se ali fosse a sua casa.
- Eu nunca fiz isso. Ainda tentei dizer, mas fui silenciada por uma boca faminta que pedia, que queria tudo.
A língua dela passeando pelo meu corpo, eu respondendo a cada toque, aquelas mãos delicadas me tocando, arrancando gemidos, deixei meu instinto agir, comecei a beijar o colo dela, sugar um seio depois o outro, seios que pra mim eram perfeitos.
Desci para sua barriga, subi e comi aquela boca tal minha fome, deixei minha mão se insinuar entre suas pernas, cheguei ali, brinquei, vi o desejo, ouvi os gemidos, vi o ventre dela vim de encontro a mim buscando meu toque, então entrei naquele lugar quente, macio, molhado e ela gemeu, se contorceu, pediu mais.
Ela movimentava seu quadril ao encontro da minha mão, ela se abre, se oferece, pede, eu apesar do desejo, estava com medo de fazer alguma coisa e estragar tudo. Tento me concentrar nela, continuo tocando-a com suavidade, seus gemidos agora são uma prova que o gozo está chegando. E ele vem, fazendo o corpo dela tremer, brilhar, ser meus por breves, preciosos momentos.
Ela me puxa pra seu colo, me abraça muito, sorri, sussura que vi me matar de prazer, mais isso eu deixo pra amanhã.
Fernanda Tahann
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
PEDE PIZZA
De calcinha, me distraio ouvindo uma música qualquer no rádio, tomando uma cerveja, e na minha cabeça tendo a certeza que um dia seremos todas cozidas nesse calor de rachar que faz aqui. Como sei que a mulher maravilhosa que tenho adora milho vou fazer milho com arroz, grelhar bife, saladinha, depois vou cobrar tudo isso na cama, penso sorrindo.
Ela chega me abraça por trás, dá pequenos beijos no meu pescoço, suas mãos impacientes puxam meu corpo ao encontro do seu, minha pantera se move silenciosamente que hoje quando mãos me abraçam quase não me surpreendo, porque são sempre aquelas mãos que despertam tanto desejos.
É um desejo que não passa, porque moramos juntas há 3 anos e é sempre tão perfeito nossos reencontros depois de um dia de trabalho.
Ela é melhor que qualquer sonho de amor que possa ter tido, e olha quando ela apareceu estava quase desistindo dessa história de construir uma história com outras mulher, porque quase todas que conheci era tudo tão inseguro, cheio de mentiras, cheio de desencanto, mas com ela tudo foi e é assim fácil, claro que brigamos, mas sei dos defeitos, e meu amor a faz perdoá-la, o amor a faz me perdoar, então seguimos um caminho nossos.
Ela é uma companheira tão cheia de carinho, de amor e com um poder impressionante de tornar nossa vida feliz.
Largo tudo na pia, me viro, recebo aquela mulher minha com meu mais belo sorriso, em ocasiões assim em que a gente ficou o dia inteiro longe sempre sinto o impacto daqueles olhos que falam de amir, de saudade, depois de alguns segundos pedidas em seus olhos, vejo a boca dela se aproximando e recebo um beijo cheio de saudade.
- Saudade de você meu amor. Ela diz baixinho me abraçando.
- Eu também minha vida.
Ela abraçada comigo vai me conduzindo gentilmente para nosso ninho de amor, (riso) fingo que reclamo, mas adoro esse seu apetite por mim.
- O jantar mocinha.
- Quero saborear outra coisa amor.
Desisto de reclamar porque o desejo é nossa, e quero manter essa baixao acessa, não quero transformar nosso amor numa relação de amizade, coisa tão comum de acontecer no universo de duas mulheres.
Pelo caminho ela começa a tirar minha roupa, nesse desejo urgente que nos une. Ela diferente do esperava me leva para o banheiro, sorrindo penso que tenho uma mulher "esperta". No banheiro tomando um banho cheio de beijos, risos e tantas promessas todos os dias renovadas em gestos de carinhos, em olhares, em cuidados que cercam nosso relacionamento.
Ela cheia de carinho seca meu corpo, mas há um parte de mim impossível de ser seca se ela não satisfazer sua mulher. Vamos pra cama
Olho pra seu corpo tão pequeno, absolutamente lindo, aquele corpo suave que desperta tanto desejo, que me faz querer sempre satisfazê-la, fazê-la minha. Pra completar ela tem aqueles seios que adoro beijar sugar, de tê-los em minhas mãos
Ela se aproxima dizendo que sentiu minha falta e cobre minha boca com a sua, sinto tua língua explorando minha boca. Seu corpo sobre meu corpo, tua pele incendiando a minha
Meus braços apertam seu corpo sobre o meu, nossos ventre se procuram em busca de um prazer tão nosso, ela beija meu colo, suas mãos, percorrem meu corpo, sua boca segue um caminho tão conhecido.
Adoro quando ela passa a língua bem devagar, de leve nos meus seios que ofereço, agora no auge do desejo sua boca quase come cada um deles.
Sintos seus beijos no meu ventre que se abre, se oferecendo, seus dedos me tocam, ele se assegura de como sua mulher a deseja e está entregue a ela. Meu corpo quase pede, meu ventre se move em direção da sua boca.
Sinto sua respiração, sinto a pontinha da tua língua úmida entrando naquele recanto de prazer que fica entre minhas pernas.
Deseperada pelo prazer que ela me dá minhas mãos pressionam sua cabeça ao meu encontro. É impossível controlar, o som dos meus gemidos invadem o quarto, peço por ela peço "por favor me faça tua mulher". Sinto tua língua, teus dedos sinto você dentro de mim.
Gozo, grito, gozo
Ela vem linda, tão certa do meu amor, recebo um monte de beijos, e mocinha agora é minha vez de te matar de prazer.
Beijos teu corpo, viro teu corpo, porque ela adora que eu beije suas costas e beijo com prazer, passo minha língua, ela geme, mexe teu quadril ao encontro do meu. Beijos, beijos, lambo, quero teu gozo
Meus dedos a tocam e constato que ela me quer, sinto seu mel nos meus dedos, mas quero lamber, sugar essa fonte que adoro. Enfio minha língua nela que geme, fala alguma coisa que não sou capaz de entender, porque adoro esse cheiro, esse teu sabor
Te saboreio, ela grita e oferece seu ventre a minha boca, tuas mãos impacientes pressionam minha cabeça. Ela geme, pede, promete, goza lindamente e eu bebo cada gotinha desse vinho de amor que você me dá.
Vou ao teu encontro, ela abre os olhos, sorri pra mim, e há tanto amor entre nesse olhar que tenho vontade de chorar de felicidade, não precisamos de palavra, ela e eu sabemos que nossas vidas estão ligadas, segue-se beijos, abraços, e um "estou com fome", então seguimos pra cozinha saciar mais um desejo.
#Meninas sinceramente peço que Deus nos permita viver o sonho de amor. Que a mulher capaz de nos amar, nos fazer felizes apareça e faça da nossa vida cheia de amor
Fernanda Tahann
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
CHOREI POR UM AMOR QUE ERA SÓ MEU
Quando a conheci, pareceu que tudo fez sentido. Que meus sonhos de felicidade a duas podiam ser realidade. Acreditei tanto, tentei viver o sonho
Ela foi destruindo o sonho, foi minando minha confiança
Ela matava esse amor cada vez que me magoava, que me deixava só, que não me dava atenção. Cada vez que virava pro lado e dormia. Mas que estava errada nisso tudo era eu.
Hoje olhando para toda essa história acho que meu erro foi torná-la o centro da minha vida. Porque eu nunca fui o centro da vida dela.
No final a falta de delicadeza, de cuidado, e de certa forma até de amor, me fizeram chorar.
Chorei pelo sonho e por está desistindo do sonho
Chorei tantas vezes. Fingi tantas vezes não me importar com a falta de amor, porque amor, amor é muito mais que um "eu te amo".
Chorei feito um bebê que quer se sentir protegida no colo da mãe.
O triste disso tudo é que dessa vez não chorei pela nossa milésima briga, chorei por estar no meu limite, por ter cansado de correr atrás daquilo que um dia só me fez sorrir, só me fazia feliz, chorei por saber que estava partindo, que estava desistindo do sonho, que não tinha mais volta
Chorei porque sabia que aqueles olhos escuros não iriam mais brilhar ao me ver aproximando e não seria o motivo daquele sorriso meio tímido.
Chorei por sentir medo, medo por mim e por ela
Chorei de algum modo feliz por está me libertando dela e daquele seu jeito torto de amar.
Chorei livre, chorei, mas agora com esperança de encontrar novo amor.
Fernanda Tahann
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
ELA ESTÁ ME TRAINDO - Conto
São sete horas da noite, estou voltando pra casa, estou cansada, o trânsito está horrível, minha cabeça está horrível, aliás minha vida está horrível. Não se se você já passou por isso, mas nos últimos tempo tenho sido meio avestruz, tenho enfiado minha cabeça na areia pra não vê o que está diante de mim, a minha volta, na minha cama, em todo lugar.
Meu nome é Tânia, tenho 30 anos, sou a típica balzaquiana, sou decoradora, diria que sou uma mulher de sucesso - ao menos no trabalho - tenho mais pedido de projeto do que sou capaz de fazer. Tenho 1:64m de altura, 60 kg, corpo bonito, malhada, branca, cabelos longos de um castanho quase mel, rosto bonito, lésbica assumidissíma, mas não pense que você vai me olhar e vê escrito em mim que sou lésbica, ao contrário você não irá acreditar quando te dizer que sou lésbica, porque adoro ser mulher, amo ser feminina, adoro me olhar no espelho e vê uma mulher.
Sou casada, meu casamento já dura 5 anos. Se você me perguntasse a 6 meses atrás se era feliz te diria sem sombra de dúvida que era a mulher mais feliz do mundo, mas hoje não saberia te dizer onde a minha felicidade foi parar.
Minha mulher é advogada, toda gostosa, assim daquelas que sabem que tem pegada, que sabem que são boas. Ela é morena da cor de canela como diria Jorge Amado, 35 anos, cabelo e olhos tão preto, tão lindo. Minha advogada é mais alta, um pouco mais forte que eu, uma linda mulher aos meus olhos.
Nos conhecemos quando precisei de uma advogada para resolver a burocracia para abri um escritório, com o objetivo de deixar a minha firma apta a participar de licitações. Quando entrei no escritório dela senti a força daquela mulher no instante que a vi. A partir daí foram horas às telefone, jantares, olhares, toques, muita sedução, até que um dia nos beijamos, fizemos amor, tudo ao mesmo tempo, agora.
Quando respirei e olhei pra mim estava morando no apartamento dela. E se você que está lendo por acaso não conhecer o universo das lésbicas, saiba que somos assim, tudo muito rápido, tudo muito intenso.
Acho que todas pensamos isso, mas nosso relacionamento era perfeito, tudo tão carinhoso, a gente viajava e se amava, trabalhava e amava, brigava e se amava. É triste dizer tudo isso no passado.
Levanto e vou até a sacada que me dá uma vista linda da cidade, suspiro, porque sei que em algum lugar daquela imensidão a mulher que amo deve está olhando para outros olhos que não são os meus. Fecho tudo, desligo tudo, hora de ir pra casa. Casa, que casa?
Quer saber? Não vou pra casa, vou sentar, tomar um drink, comer alguma coisa. Ir para a casa pra quê? Sei que ela só chegará de madrugada com uma desculpa qualquer. Não, hoje vou rever nossa história.
Desço pego o carro, com o coração oxigenando, infiltrando tristeza em cada célula do meu corpo, são quase oito horas da noite o engarrafamento me faz demorar a chegar a lugar nenhum.
Saio daquele engarrafamento horrível, estaciono em frente a um barzinho com cara bonitinha, mas o que me fez ficar foi o fato de ter música - voz e violão - sento, peço uma bebida, pego meu celular, fico vendo nossas fotos, são tantas. Fomos tão felizes, penso com tristeza.
Não sei onde nós nos separamos. Éramos tão ligadas, tão juntas, parecia que ela conseguia ler os desejos do meu coração e eu os delas. Sorríamos tantos, tínhamos tantos planos, em todas as ocasiões parecíamos tão únicas, mesmo estando separadas.
O amor entre nós era tão presente que sei todos conseguiam vê que existia alguma coisa especial, mesmo que não soubesse o que era. O amor entre nós fazia seu sorriso clarear o mundo, seu toque sempre me transportava para um mundo de amor nosso.
Agora estamos assim, sem vida, tenho quase certeza que existe outra. Ela chega quase todos os dias muito tarde, sempre usando a desculpa de trabalho, o celular dela agora tinha senha. Agora ela não me procurava mais na cama, e se a procurava ela estava sempre muito cansada. Agora não existia o dormi de conchinha. Agora era solidão a dois. Agora tudo parecia perdido
Outro dia quando fui ao banheiro pela manhã e comecei a recolher a bagunça dela, me deu uma saudade do tempo em que recolheria não só a roupa dela mas a nossa que deixamos espalhada ali, então com aquela blusa nas mãos quase que sem perceber abraço a blusa, cheiro, pra minha tristeza o perfume que estava lá não era o meu, muito menos o dela, só senti as lágrimas vindo, sem controle.
Já tivemos tantas conversas, tantas promessas não cumpridas. Agora ela está cheia de clientes em outras cidades, agora ela tem sempre que recorrer dos seus casos em Brasília, ela pensa que não vejo que essas viagens sempre acontecem, quarta a noite, quinta de manhã, sempre ficando para o final de semana.
Dói tanto vê-la indo, mais dói muito mais vê-la mentindo, destruindo nossos amor, se bem que hoje sei que esse amor é agora só meu.
Cansei de mentiras, de olhares de pena, olhares de não sei como sair disso. Cheguei a conclusão é que ela permanece comigo por comodismo, talvez medo de me magoar - e agindo assim ela só me mágoa - acho que hoje sou sua amiga querida.
A paixão acabou, o desejo acabou, ela não mais me vê como mulher. É tão dolorido senti aquele abraço no meio da noite que diz: "vamos dormir, porque não tenho mais tesão por você". É dolorido senti esse carinho substituindo uma paixão que me destruía, me reconstruia com a mesma intensidade.
Hoje, hoje somos duas amigas que fingem serem companheiras, mulher uma da outra. Ela não se interessa pela minha vida, não quer me contar da sua. Acho que hoje sou só aquela dor constante no seu coração, um problema que ela não sabe como resolver.
Hoje, vejo-a encontrando um mundo novo onde não estou. Dia após dia ela está cada vez mais distante, cada vez mais sua vida não está onde estou. Meu coração dói porque ele sabe que ela já foi embora, só não levou as malas ainda, mas já não está aqui faz tempo.
Ela não sabe, nem desconfia, mas montei um novo apartamento só meu, só falta ter coragem de sair daquele local que já foi meu oásis de felicidade, talvez o álcool me dê coragem de segui em frente.
O garçom passa, por favor traz mais um. Olho em volta, são tantas mulheres, aliás eu vejo mulheres o tempo todo. Essencialmente trabalho para mulheres, mas não consigo olhar para nenhuma mulher com interesse. Olho para o relógio 11 horas da noite, acho que vou para casa. Não! Ali não é minha sua casa, acho que dá tempo pegar algumas coisas, ir para o meu canto, até porque é sexta e ela vai ficar na casa da outra.
Quer saber? Eu tenho a chave daquele escritório, já que vai ser nossos fim, que seja com verdade. Pago a conta, o garçom solícito pergunta se estou bem, se quero um táxi. Sorrindo respondo: minha vida já está tão fundida que neste instante é mais duro permanecer viva.
Entro no carro, entro no prédio onde ela tem um escritório, os seguranças, o porteiro todos todos me conheciam, entrei segui, abri a porta, tudo escuro. Saí dali com o peso do mundo sobre mim.
Vamos saber onde ela está? Minha moça sempre deixava o GPS por uma questão de segurança, foi só segui, ele me leva ao prédio que a mariana morava, entrei, conversei com o porteiro, descobri que a Dra. Mariana estava com uma amiga que sempre estava por lá, que estavam só as duas, inventei uma desculpa, saí e fui viver a minha vida.
Sei que vai doer, mas hoje eu vou embora pra sempre, hoje vou começar a vomitar amor. Quem sabe amanhã, depois de amanhã, depois é depois de amanhã, ou um dia eu não esteja me alimentando de amor acompanhada de outro anjo de asa quebrada
Sei que quase todas nós já fomos traída, já sentimos essa dor. Em momento assim só nos resta pedir pra dor passar logo, para o desamor magoar menos.
Fernanda Tahann
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Final
Ela volta tão linda ao olhos do meu amor, volta sem roupa, cheirosa, pronta pra ser amada, sobe na cama, sobe em mim, abro os braços e recebo aquela mulher linda.
Beijo, nos beijamos, entro naquela boca que quero, beijo seu colo, seu pescoço, sussuro que a amo, que sinto sua falta. Ela responde que sou o seu amor, a essa altura a única coisa certa é que desejo essa mulher. Meu quadril pressiona o dela que geme, diz que está com tanta saudade.
Na loucura da vontade ela tira minhas roupas. Eu aumento o som da tv pra abafar nossos gemidos de saudade. Ela está nua, adoro esse abraço de pernas, braços e de espíritos que acontece sempre que nos amamos.
Sinto cada poro da tua pele. Toco seus seios, ela beija meu pescoço, meu colo, sinto sua língua passeando por meus seios. Ela suga um depois o outro, sinto tanto prazer nesse toque, meus gemidos invadem o quarto. Coloco minha perna entre as suas. Ela dança sobre minha perma e a sinto tão minha, tão molhada, tão pronta para o prazer.
Coloco minha mão naquele centro de prazer quente, molhado, liso, seus gemidos aumentam. Sigo tocando bem de leve aquela mulher, passo meus dedos suavemente ali, devargar, ela se joga na cama, só sente meu toque, se contorce, se oferece, oferece seu quadril ao encontro da minha mão, que sabe te conduzir ao prazer.
Ela me toca, sente como estou molhada, nos agarramos uma na outra. Ela me tocando e eu a ela. Nossos corpo grudado, ela mordendo o meu ombro, gritando que me quer, meus dedos perdido entre tuas pernas, sentindo ela fechando as pernas pra sentir melhor meu toque, sentindo o teu jogo de quadril esperando que a penetre, mas quero que ela goze assim só com meus dedos tocando-a.
Ela também me toca, me seguro pra não gozar, porque quero o prazer de gozar com ela, quero ser dela e a quero minha mulher. O gozo vem, ela grita que vai gozar, gozamos juntas, sinto suas contrações e acho que ela as minhas.
Caímos uma no corpo da outra, com um sorriso, ela diz que me ama e eu a amo demais. Ficamos quietinha saboreando esse amor tão nosso esperando nossos corpos se acalmarem.
Em meio a tudo isso alguma coisa grita em mim que esses momentos já não são mais suficiente pra alimentar a mulher que ama que sou eu.
Ela cansada da viagem dorme no meu colo, eu cheia de dores, de mágoas, com um coração cansado de ser a mulher dos finais de semanas, tão carente de uma amor definitivo, não que ela não fosse, mas queria ter uma namorada, uma companheira. Queria aniversários, natais, réveillon, queria tudo, não viver assim.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Capítulo I (Conto Erotico)
Aqui estou novamente, num hotel de uma cidade qualquer te esperando, me escondendo, escondendo um amor tão grande que me faz me perder num mundo desconhecido só pra viver um pouco desse sentimento que muitas pessoas dizem ser errado, mas é onde me sinto viva. É onde quero ficar.
Inventei mil mentiras, pra sair de uma vida que em parte é minha pra embarcar nessa história com ela. História que agora me questionava se era realmente uma história a duas. Agora quase sempre chegava a conclusão que essa história era só minha.
Viajei a noite inteira antevendo o prazer de está nos braços dela. Me alimentando, alimentando o amor, imaginando o abraço, o sorriso grande, franco, apaixonado. Imaginando também que no final disso tudo vou convencê-la que podemos ter um futuro.
Já não sou uma garota para me comportar assim, como uma irresponsável, mas amo tanto essa mulher que até me assusto com toda essa intensidade. E dói um bocado pensar em mim sem ela.
São 7 horas, chego tão cansada, me registro, como sempre perco tempo inventando uma estória sobre uma amiga que virá me encontra porque estamos viajando a trabalhos, pra seminários, pra visitar a família, é um mar de mentiras, odeio essas mentiras, essa necessidade idiota de dá satisfação pra todo mundo, mas odeio mais ainda a impressão que tenho que ela também acha esse sentimento que partilhamos errado, porque se fosse por minha vontade, quem quiser que pensasse o que quisesse, só queria ser feliz, mas acho que ela só quer me esconder, nos esconder.
Acho que no mundo dela só existimos, quando ninguém pode vê ou saber de nada, neste instante, ela me tira do armário, me deixa respirar, nos deixa respirar um pouco, me dá uma migalha de amor, me alimenta de esperanças. Era tudo tão dolorido.
Termino meu papo com o recepcionista de sorriso congelado que está pouco ligando pra uma desconhecida falante, vou pro quarto, ligo pra ela, celular fora de área, deixo um recado idiota, apaixonado, digo que estou com saudade, ansiosa, louca pra vê-la, que já estou o hotel com meu amor esperando-a.
Desço, tomo café vendo aquele mar lindo, que tem o dom de acentuar minha tristeza, meu cansaço de ser uma aventura de final de semana, acho que era só isso que era, mas ela era tudo, um tudo que no final era nada.
O tempo passa, ela como sempre demora, vou dá um volta no calcadão, o dia está nublado combinando perfeitamente com meu coração. Olho para aquele mar triste e começo a me questionar até onde essa situação vai me levar? Será que seremos só isso? Essa situação já se arrasta a anos, mas afasto esses pensamentos, não vou fazer uma DR agora, pelo menos hoje quero só saborear o prazer de tê-la. Amanhã, bom, o amanhã pode simplesmente não existir.
Sento, peço uma água de coco, fico apreciando um casal apaixonado, talvez em lua de mel, por que estão iluminados tal o amor que emitem. O celular toca, é ela me dizendo que está chegando, volto pro hotel para esperá-la.
Quando chego ela está perdida na recepção, tudo porque nunca quer se identificar, nunca deixar nenhuma pista, acho que ela se dá importância demais e nenhuma importância a mim. Meu besta coração salta ao vê aquele corpo pequeno, impaciente, aquelas mãos que preciso tanto.
Quando nossos olhos se encontram é como se milhares de pequenos raios percorressem meu corpo. Ela me olha com um sorriso no olhar, nos cumprimentamos como duas velhas amigas, mas sinto a saudade no seu corpo, do seu abraço, do cheiro, do gosto daquela mulher que queria tanto minha.
Vamos pro quarto, mal fecho a porta ela vem, me beija com loucura. Adoro esse beijos faminto, essa língua entrando na minha boca, me reconhecendo. Eu paro aquele beijo, abraço muito aquela mulher, fico um tempo assim, parada abracando-a, até que ela pergunta se está tudo bem. Eu olho aqueles olhos lindos que amo e respondo que sim, que era só saudade.
Lembro que ela tem que comer, peço um café da forma com ela gosta, é triste perceber que conheço tanto essa mulher que só quero cuidar, amar, embora nunca possa realmente fazer isso.
O café chega e tudo é tão carinhoso, a gente comendo namorando, aquelas bobagens de colocar comida na boca uma da outras, de pega comida no prato dela, acho que em ocasiões assim só queremos ter intimidade, dividi tudo nem que seja entre quatro parede o que nunca podemos dividi público.
Terminamos o café, deitamos naquela cama, estou tão faminta que não sei o que fazer com ela ali tão ao alcance das minhas mãos. Eu fico conversando, até que ela para, fica me olhando e diz:
- Você sabe que te amo muito.
E vejo aquela boca linda, que morro de desejar cada vez mais perto. Me deixando cada vez mais excitada, querendo ela todinha pra mim. Suas mãos me puxam ao encontro do seu corpo e por um instante só o que fica é desejo por aquela mulher.
Fernanda tahann
Inventei mil mentiras, pra sair de uma vida que em parte é minha pra embarcar nessa história com ela. História que agora me questionava se era realmente uma história a duas. Agora quase sempre chegava a conclusão que essa história era só minha.
Viajei a noite inteira antevendo o prazer de está nos braços dela. Me alimentando, alimentando o amor, imaginando o abraço, o sorriso grande, franco, apaixonado. Imaginando também que no final disso tudo vou convencê-la que podemos ter um futuro.
Já não sou uma garota para me comportar assim, como uma irresponsável, mas amo tanto essa mulher que até me assusto com toda essa intensidade. E dói um bocado pensar em mim sem ela.
São 7 horas, chego tão cansada, me registro, como sempre perco tempo inventando uma estória sobre uma amiga que virá me encontra porque estamos viajando a trabalhos, pra seminários, pra visitar a família, é um mar de mentiras, odeio essas mentiras, essa necessidade idiota de dá satisfação pra todo mundo, mas odeio mais ainda a impressão que tenho que ela também acha esse sentimento que partilhamos errado, porque se fosse por minha vontade, quem quiser que pensasse o que quisesse, só queria ser feliz, mas acho que ela só quer me esconder, nos esconder.
Acho que no mundo dela só existimos, quando ninguém pode vê ou saber de nada, neste instante, ela me tira do armário, me deixa respirar, nos deixa respirar um pouco, me dá uma migalha de amor, me alimenta de esperanças. Era tudo tão dolorido.
Termino meu papo com o recepcionista de sorriso congelado que está pouco ligando pra uma desconhecida falante, vou pro quarto, ligo pra ela, celular fora de área, deixo um recado idiota, apaixonado, digo que estou com saudade, ansiosa, louca pra vê-la, que já estou o hotel com meu amor esperando-a.
Desço, tomo café vendo aquele mar lindo, que tem o dom de acentuar minha tristeza, meu cansaço de ser uma aventura de final de semana, acho que era só isso que era, mas ela era tudo, um tudo que no final era nada.
O tempo passa, ela como sempre demora, vou dá um volta no calcadão, o dia está nublado combinando perfeitamente com meu coração. Olho para aquele mar triste e começo a me questionar até onde essa situação vai me levar? Será que seremos só isso? Essa situação já se arrasta a anos, mas afasto esses pensamentos, não vou fazer uma DR agora, pelo menos hoje quero só saborear o prazer de tê-la. Amanhã, bom, o amanhã pode simplesmente não existir.
Sento, peço uma água de coco, fico apreciando um casal apaixonado, talvez em lua de mel, por que estão iluminados tal o amor que emitem. O celular toca, é ela me dizendo que está chegando, volto pro hotel para esperá-la.
Quando chego ela está perdida na recepção, tudo porque nunca quer se identificar, nunca deixar nenhuma pista, acho que ela se dá importância demais e nenhuma importância a mim. Meu besta coração salta ao vê aquele corpo pequeno, impaciente, aquelas mãos que preciso tanto.
Quando nossos olhos se encontram é como se milhares de pequenos raios percorressem meu corpo. Ela me olha com um sorriso no olhar, nos cumprimentamos como duas velhas amigas, mas sinto a saudade no seu corpo, do seu abraço, do cheiro, do gosto daquela mulher que queria tanto minha.
Lembro que ela tem que comer, peço um café da forma com ela gosta, é triste perceber que conheço tanto essa mulher que só quero cuidar, amar, embora nunca possa realmente fazer isso.
O café chega e tudo é tão carinhoso, a gente comendo namorando, aquelas bobagens de colocar comida na boca uma da outras, de pega comida no prato dela, acho que em ocasiões assim só queremos ter intimidade, dividi tudo nem que seja entre quatro parede o que nunca podemos dividi público.
Terminamos o café, deitamos naquela cama, estou tão faminta que não sei o que fazer com ela ali tão ao alcance das minhas mãos. Eu fico conversando, até que ela para, fica me olhando e diz:
- Você sabe que te amo muito.
E vejo aquela boca linda, que morro de desejar cada vez mais perto. Me deixando cada vez mais excitada, querendo ela todinha pra mim. Suas mãos me puxam ao encontro do seu corpo e por um instante só o que fica é desejo por aquela mulher.
Fernanda tahann
Meu anjo público a segunda parte na quinta, espero que você tenha gostado e volte pra ler o final.
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