quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PINTE SEU ARCO ÍRIS

Você olha o mundo, tudo parece confuso
Se encaixar nele é impossível
Parece tão mais fácil se negar, tentar se moldar
Você se esconde em algum canto escuro,  tenta ser invisível
Sobrevivência é tudo que você tem
Ouve coisas do tipo: você devia fazer isso, devia fazer aquilo
É impossível segui o caminho que quase todos seguem
Mas o medo da reprovação, do desamor te leva a segui
Um belo dia você descobre que nunca houve amor nesse caminho
Descobre que suas noite são sempre solitárias 
Que quem te reprova nunca te aconchegou
O entendimento chega
Finalmente a verdade, é a verdade é que a vida é só sua, é só sua a felicidade, é só sua a dor 
Um alma doente é tão difícil de curar
Então enquanto ainda há azul no céu tente pintar seu arco íris. 

Fernanda Tahann 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO V


Depois de ela se foi ainda fiquei um tempo por ali, vendo o sol lindo surgi, a escuridão ser substituída por luz. Como queria que o marasmo, esse vazio dos meus relacionamentos fosse também substituída por um capaz de trazer o sol, de me queimar, de curar, de me fazer sentir viva. Levantei, num misto se esperança e apreensão.

Entrei no carro, suspirei e fui, sem prestar atenção em muita coisa, lembrando do beijo, da forma como ela me olhava, de como era bom tê-la perto.

Cheguei na casa dos meus pais, estavam todos dormindo. Entrei tentando não fazer barulho. No quarto tomei banho, troquei de roupa. Lembrei da minha futura dor de cabeça, então fui a cozinha peguei leite gelado muita açúcar tomei num gole só, como dizia a minha mãe quando eu era criança e ela me dava remédio. Peguei uma garrafa, tomei o máximo de água que consegui, peguei uma garrafa, fui para o quarto.

Chegando lá, deitei, fiquei um tempo revisando e revisando tudo que tinha acontecido, procurando vê o que não sabia, querendo um pista, um norte, mas só consegui ficar confusa. 

Peguei o celular, verifiquei se não estava no silencioso, coloquei no criado mudo, fechei os olhos e tentei conciliar o sono. Tomei mais um pouco de água, tentando prevenir uma dor de cabeça que costumava ser muito intensa. Não sei se foi o vinho, o cansaço só sei que surpreendentemente eu dormir fácil. Acordei, com muita vontade de ir ao banheiro acho que foi a quantidade de água, mas nada de dor de cabeça. Tentei acostumar meus olhos a iluminação do quarto, peguei o celular esperando uma mensagens, uma ligação específica e nada. 

Olhei o relógio 12:40h, bom ela ficou de ligar, então, eu não era uma adolescente apaixonada que iria ficar ligando. E quer saber, se ela quisesse ela que ligasse. Fui para o banheiro com essa firme determinação. 

Tomei banho, desci, minha mãe disse que não me acordou porque viu q cheguei de manhã, perguntou da festa, me levou pra cozinha, me serviu o almoço, me toco que sinto falta desse carinho. Ficamos conversando um tempão.

- Minha filha a Isabel ligou pra você, ela disse que ficou de te ligar, mas não tinha seu número. 

Acho que a alegria ficou estampada na minha cara, tentei me controlar, fingi que era uma ligação com outra qualquer, mas mãe parece ter o nosso manual, consegue vê além.

- Minha filha cuidado, não vá se magoar.

Fiquei quieta por alguns tempo, como não queria falar disso comecei a perguntar por pessoas pra distrair minha mãe, mas minha vontade era correr pegar aquele número é ligar pra ela, controlei um pouco.

Respirei fundo com aquele número numa mão e o celular na outra. Sabe quando você faz uma oração silenciosa pedindo pra Deus, pro anjos, para os espíritos de luz que ela não atendesse se não fosse pra dá certo.

Liguei, chamou uma vez, duas, três e finalmente ela atendeu

- Oi

-Oi

Duas mulheres nervosas, duas mulheres com medo de falarem o que não deviam, duas mulheres que sabiam o quanto tudo isso podia dá errado. Falamos de ressaca, do vinho, perguntei por seus pais, soube que estavam pra roça, perguntei por seus filhos, ela me corrigiu, disse que só tinha uma menina, que tinha saído com o pai, não consegui disfarçar o quanto saber da existência de um marido mexia comigo. Ela querendo quebrar o silêncio que se instalou perguntou por meus pais, dizendo que devia uma visita pra eles. Eu meio que comecei a responder com monossílabos as perguntas dela.

- Você quer vim jantar aqui na casa dos meus pais? Perguntou me deixando sem saber o que responder, não conseguia me imaginar segura o suficiente para jantar com a família feliz, aliás não conseguia imaginar que ela sequer cogitasse a ideia de que poderia vim a ser amante dela.

- Claro, só assim você me conta da sua vida. Respondi, seja o que Deus quiser, quem sabe eu vendo ela com o marido não esquecesse isso de vez.

Conversamos ainda mais um pouco, combinamos o jantar pra 20 horas, ela ressaltando que era algo simples, alguma coisa sorriu em mim, com ela nada era simples.

A tarde se arrastou, podia ter perguntado por ela para a minha mãe, mas não fiz isso, ela já estava desconfiada, não queria que ela se preocupasse ainda mais comigo. Não disse que iria jantar com ela, menti, não suporto isso, mas queria poupá-la, disse que jantaria com a Sussy uma amiga dos tempo de colégio.

Tomei um daquele banho que até a alma é lavada, perfume, um short preto de tecido que revelava, mas era discreto, uma blusa vermelha também discreta, brincos, relógio que eu gostava muito, maquiagem leve, pronto eu estava pronta pra ela.

Cheguei na porta da casa dela, parei, suspirei, pedir a Deus pra Ele me ajudar a vê-la feliz com o marido e a filha, para vê-la feliz. Acho que era até bom vê-la assim, quem sabe assim eu não desencanava de vez e partia para um novo relacionamento.

Bati na porta e fui recebida por um par de olhos ansiosos, famintos, que pareciam um reflexo dos meus. E agora, o que vou fazer comigo, com meu coração? Diante dessa mulher que parece querer tanto quanto eu.

Fernanda Tahann 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO IV


Sabe quando você tentar vê, lê os pensamento de alguém, essa era eu. Ficamos parada uma olhando para outra com um banco entre nós.

Tentei colocar a mulher forte que mora em mim, então sorri, fui ao encontro dela para dá aquele beijinhos educado tão típico da nossa forma de cumprimentar, mas ela colocou a mão no meu colo. Fiquei dura, será que ela tinha tanto nojo do que tinha acontecido entre nós que não suportava nem minha proximidade, acho que devo ter deixado isso claro que a ouço diz.

- Ei moça brava só acho que a eu mereço um abraço não esses beijinhos sem graças. Disse já rodeando o banco, ficando na minha frente, me abraçando, abraçando tanto que me vi envolvida naquele perfume que era o mesmo, senti a maciez do a sua pele, controlei minha vontade de beijar aquele pescoço, mas suspirei naquele mundo de perfume que saia dela.

- Como você está? Faz tanto tempo que não nos vermos? Sentir saudade, acredita? Ela foi falando meio nervosa sem muito controle.

Sentamos naquele banco, a lua cúmplice saiu de entre as nuvens, iluminou a noite, iluminou aquela mulher que sempre seria perfeita pra mim.

Ela me ofereceu um gole do vinho que estava tomando, mostrei pra ela meu copo com cerveja indicando que não misturaria bebidas.

Tentei vê-la como uma velha amiga mas não era possível, tudo em mim reagia a ela, parei de tentar o impossível, passei só a me controlar, falamos das vezes que sentamos naquele banco e conversamos. Eu como um boba sorria de cada bobagem.

Eu falei da minha vida profissional, que estava bem, tentei contar casos engraçados, porque vê-la sorrir sempre foi um prazer, falei do que gostava de fazer, tentei evitar a todo custo falar da minha vida pessoal.

- Você casou? Ela pergunta

- Sim. Falei olhando pra ela, que fugiu do meu olhar correndo. 

- Com uma mulher? Pergunta olhando pra mim.

- Sim com uma mulher. Respondo sorrindo, para uma mulher que me olha séria, que parece sofrer com essas respostas, mas eu já fantasiei tanto que posso está fantasiando tudo.

- Vocês ainda estão juntas? Pergunta sem olhar pra mim.

- Ah! não esse papo está ficando muito sério, vamos relaxar. Você fica aí quietinha que vou lá dentro pegar bebidas pra gente, então você vai me falar da sua vida.

Entrei no salão de festa, um sem número de cumprimento, eu tentando ser gentil, mas louca pra voltar para aquele lugar, para aquele fio de esperança que estava nascendo no meu coração. Finalmente peguei as bebidas, voltei quase correndo fingindo não ver muita gente.

- Desculpe a demora, mas é muita gente pra falar, mas estou aqui, e como combinado você vai me falar de você. Só então olhei em volta, vi que estava sozinha. Uma vozinha falou quase chorando: "você esperava o quê?

Será que ficaria sempre assim, passaria a minha vida alimentando uma esperança,  sentindo esse desejo louco que era sou meu. Sentei, tomei minha latinha, olhei para minhas mãos, quase com tristeza vi que tive o cuidado de trazer um copo já que ela nunca bebia direto na latinha. Um sorriso triste vem sem que nem perceba, será que ela tem alguma lembrança minha, enquanto eu sou cheia de lembranças dela.

Volto para o salão, converso muito, sorrio outras tantas vezes, muitos abraços, e finjo, finjo muito que está tudo bem. Uma duas horas depois volto pra casa, como sei que não vou conseguir dormir fico rodando sem direção. A lua convida ao amor, a solidão dói, mas dói principalmente saber que vivo presa num momento que foi só meu.

A cidade que fui criada é pequena, a violência aqui é só as fofocas, aqui as pessoas brigam de noite e fazem as pazes na manhã seguinte, então dá pra andar de madrugada sem medo. Cheguei na beira rio desci do carro, resolvi sentar em um dos bancos a noite estava tão linda, essa noite, podia ter sido essa noite.

Fiquei me questionando se não estava na hora de esquecer tudo, sei lá, de fazer terapia, de tentar esquecer tudo, de deixar realmente uma outra mulher entrar na minha vida. Porque será que não tinha um remedinho na farmácia pra fazer a gente esquecer o amor.

- Bem que você podia me ajudar a beber essa garrafa de vinho?

Eu nem liguei, devo está confundindo sonho e realidade, continue com os olhos fechados sentindo aquela brisa gostosa, porque aqui no Maranhão é muito quente

- Poxa minha companhia é tão ruim que você está fingindo dormir? Sinto uma mão conhecida tocando minha perna.

Abri os olhos devagar, olhei para o lado, lá estava ela, sorrindo, tão, tão perfeita.

- Você me largou lá. Reclamei

- Sabia que você não iria consegui voltar com a rapidez que você acreditava, então resolvi sair dali, precisava de ar, precisava pensar, então vim pra cá, que se você lembra é um dos meus lugares predileto. Como se eu não lembrasse de tudo que dizia respeito à ela.

- Encontrei um pessoal ficamos aqui, depois fui pra casa, mas por algum motivo não consegui entrar em casa, resolvi voltar. 

- Que bom que você voltou. Falo colocando minha mão na sua perna, ela reage como se tivesse queimando, como se estivesse com nojo, sei lá, ela se encolheu toda. Tiro a mão com rapidez.

- Desculpa, foi sem nenhuma intenção. Tento me explicar.

- Pare, pare você sabe que não é nada disso. Tenta se explicar.

- Deixa pra lá. Encerro a discussão. 

- Bom, eu estava passando e te vi, lembrei que tinha um vinho geladinho, copo e gelo que comprei para o papai levar pra roça, mas pensei que nós podíamos beber, conversando.

- Claro, vamos beber.

Ela foi buscar copos que na realidade deveria ser taças porque ela era cheia de etiqueta. Dito e feito lá vem ela com taças a única coisa errada era o gelo.

- Bom assim a gente não tem que colocar a garrafa no gelo.

Ela sentou ao meu lado, eu morrendo de vontade de perguntar se seu marido não iria estranhar que ela ficasse tanto tempo fora de casa. Por que ele a deixou sozinha? Mas fiquei quieta.

Começamos a falar do rio, que está mais seco, falando da cidade, mas a todo minuto ela procurava meus olhos, parecia querer, eu já tinha me enganado tanto que agora eu com cerveja e vinho pra me ajudar não acreditaria em nada do que estava vendo.

Conversamos muito, com a bebida, o desejo reprimido, os toques se tornaram frequentes, nossos olhos agora não fugiam mais, parecia que via meus olhos refletidos nela. 

Numa certa altura da madrugada quando minha mãos estava sobre o banco, sinto sua mão sobre a minha, sei que é mais que um simples toque, nos olhamos, não dava mas para negar eu queria muito essa mulher, foi virar pra ela e vê aquela boca cada vez mais perto da minha, até que o tão esperado beijo aconteceu, foi trazê-la pra mim, sentir aquela boca macia, aquele corpo que me tirava a capacidade de pensar, apertei aquela mulher ao meu encontro, senti aquele cheiro, aquela língua, me senti derretendo. Sou incapaz de dizer quanto tempo o beijo durou só sei que quando abri meus olhos vi os primeiros raios de sol. Ela se afastou assustada e disse que precisava ir embora, se levantou dizendo que me ligaria, saiu quase correndo me deixando novamente com aquele gosto de paixão mal resolvida na boca.

Fernanda Tahanm 

Meninas espero que vocês estejam gostando da história, se não for pedi muito deixe um comentário, me deixe saber onde errei, onde acertei.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

POR QUÊ?


Por que será que algumas pessoas fazem tanta falta?
Por que algumas pessoas tem o dom de despertar uma saudade sem fim?
Talvez essa falta, esse desejo seja explicado pelo fato de que quando nossos corações estão juntos é tudo tão perfeito
Talvez porque adoro vê-la sorrir
Vê aquele olhar de quem não está entendendo a confusão que se estabeleceu na sua vida desde que seu coração encontrou o meu
Adoro nossos beijos, as vezes doces, as vezes só beijos, outras vezes tão famintos, tão cheios de paixão, e quase sempre tão cheios de amor, de promessas
Quando nossos corpos nus se encontram o prazer é certo, o amor se faz e o depois é sempre tão cheio de carinho, de cuidado.
Amo cada minuto que passo ao teu lado
Quase sempre quando adormeces no meu colo meu desejo, meu corpo e meu coração fazem amor com você.
Faço com você quando minhas mãos te afagam, quando meus lábios te dão pequenos e delicados beijos, quando meus olhos tentam gravar cada detalhe teu em mim.
Quando não te tenho perto, tudo que quero é te trazer de volta
Quando te tenho perto, tudo que quero é me perder nesse corpo onde reside a minha paz, é sentir esse abraço que traz vida, cores, amor, que me faz sentir a vida
Adoro te mimar, amo te dá colo.
E mocinha o plano é te estragar pra qualquer outra boca, pra qualquer outro corpo.
Meu coração está sempre tão alerta pra você e por você.
Adoro dormir enroscada no amor, no teu corpo quente
Meu coração te embrulha, te cuida, te ama
Meu coração pede a todo momento fica comigo enquanto o amor deixar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO III

No dia da festa estava um pilha de nervos nervosos, nem parecia aquela advogada respeitada que entrava num tribunal, numa sala de audiência pronta pra enfrentar o mundo, e enfrentava na maioria das vezes com sucesso. Me olhei no espelho, tudo que vi foi aquela menina de a 12 anos atrás sentiu tanto amor, tanta dor por uma mesma pessoa.

Tentei me acalmar. Por que estava sendo tão idiota? Estava me comportando como uma adolescente?. Lembre-se ela te rejeitou, casou, teve filhos, deve está feliz da vida com o seu amor, sendo aceita pela família retrógrada dela. 

Experimentei todas as roupas, não gostei de nenhuma, mas agora estava tarde demais, tinha que escolher uma delas. Terminei por optar por pretinho básico, que mostrava o corpo bonito que tinha, coloquei um salto prata, brincos, colar, relógio, uma maquiagem leve e a mulher que vi no espelho, era bonita, parecia segura, era uma mulher que certamente conseguiria chamar minha atenção. Respirei fundo e fui.

Quando cheguei a festa estava animada, cumprimentei todo mundo, aquela história de como você está? Casou? Tem filhos? As perguntas de sempre, as evasivas de sempre.

Intimamente procurei por ela  o tempo todo, mas não a encontrei, cheguei a conclusão que ela não queria nem me vê, finalmente comecei a perceber que nada do que aconteceu entre a gente tinha tido importância nenhuma para ela. Acho que tudo tinha sido NADA.

Essa conclusão me aliviou de alguma forma, relaxei, tomei uma cervinhas aqui, um sorriso, uma piada, outra cerveja, o riso mais fácil, vários amigos, estava quase feliz e nessa hora eu a vi. Linda, acompanhada por um homem que sorria de alguma coisa. Nossos olhos se encontraram, acho que devo ter feito um movimento que foi interpretado por ela como se eu fosse até lá, então ela educadamente deu um meio sorriso, enfiou o braço no braço do seu acompanhante e foi falar com outras pessoas. Se precisava de um sinal que tudo era nada esse era ele.

Bom, se ela conseguia fazer de conta que eu não existia, eu também podia jogar esse jogo. Continuei curtindo a festa, me comportava como se fosse a pessoa mais feliz do mundo, exagerando um pouco por conta da bebida.

Numa certa altura da festa achei que já tinha bebido demais, peguei um refrigerante, resolvi tomar um ar, sair para a área aberta do clube que conhecia tão bem, sentei embaixo da antiga mangueira que agora não parecia tão grande. Respirei fazendo aquilo que quase todo mundo quando está altinha faz, comecei a rever minha vida, por mais que não quisesse sempre começava por ela. Quantas vezes ficamos ali conversando por horas, naquele tempo a gente vivia grudada, acho que já era apaixonada por ela e não sabia. 


Agora diante desse encontro, que imaginei tanto, de todas as formas possíveis tinha acontecido de uma forma surpreendente comecei a me perguntar será que eu fantasiei? Será que aquela noite tinha sido do jeito que lembro? Neste instante sinto uma mão no meu ombro, levanto assustada, ela está lá diante de mim, e mais um vez meu coração a viu perfeita pra mim.

- Precisamos conversar. Ela diz.

Fernanda Tahann

Menina se vocês gostaram continue acompanhando, e se quiserem lê mais visite o wattpad da Fernanda Tahann lá tem muito outros. E se não for pedir muito deixem um comentário, alegrem um coraçãozinho triste.

domingo, 23 de outubro de 2016

COMPLETAMENTE SUA


Você veio numa manhã que se tornou tarde, noite, encheu a vida com vida
A delicadeza, o teu jeito meigo, o toque quase sem toque faz de você tão única
Olhar nos teus olhos e ver a fome desperta um desejo desconhecido, arrebatador
É encantador a sua falta de consciência da beleza que está no teu corpo e no teu espírito
Te vê chegar, entrar e torcer para que você queira ficar foi tudo que fiz quando te vi
O beijo foi assustado, negado, maravilhoso
Sentir teu desejo e satisfazê-lo torna meu prazer mais completo
Te descobri e me deixar conhecer me faz todas as noite me apaixonar um pouco mais.
Então todo dia, todas as noites sou tua em cada sorriso
Sou tua toda vez que te vejo e a felicidade vem
Sou tua quando te escuto dizendo que me ama.
Sou tua em cada abraço carregado de saudade e ternura.
Sou tua quando lembro me pego sorrindo boba
Sou tua quando te vejo chegando junto com a felicidade
Sou sua, simples e completamente sua.

                        Fernanda Tahann

segunda-feira, 6 de junho de 2016

NASCE UMA PAIXÃO II - (Conto Erótico)

Lembro que sua pele era macia, que tinha um cheiro bom, que depois de tanto tempo lembrar essa noite ainda me faz fechar os olhos com uma saudade de uma noite que moldou a mulher que sou. Lembro que tirou minha blusa, eu tirei a dela, foi tão bom sentir o contato dos seus seios nos meus, quando conseguir desgrudar da sua boca, desci beijando teu colo. 

Olhei nos seus olhos que eram um reflexo dos meus, tinha o mesmo desejo, o mesmo amor. Sussurei no seu ouvido que não tinha ideia do que estava fazendo, ela sorriu e disse que também não. Me olhou e disse vamos deixar nossos corações nos guiar. Voltei a beijar aquela boca com tanto desejo, desci pelo corpo dela beijo seu pescoço, beijei o colo dela, passei minha língua nos seus seios, suguei, ouvir teu gemidos, senti tuas mãos impacientes pressionar minha cabeça, tirei seu short, ela o meu, voltamos a nos beijar, suas mãos pressionavam meu corpo ao encontro do dela agora completamente nu, suas mãos entram entre minha pernas e é como se raios atravessassem meu corpo, sinto tanto prazer que por um instante esqueço que estou beijando-a. 

Eu também a toco, ela geme, joga a cabeça pra trás, fecha os olhos e movimenta seu quadril ao encontro da minha mãos, deixo ela assim entregue ao prazer. É tão difícil me controlar o prazer que sinto é tão intenso, ela continua me tocando de leve, mas firme, estamos molhadas, excitadas, entregue a esse prazer, os gemidos agora são quase gritos. 



Ela se abre, se oferece, seu quadril se movimenta ao encontro de um prazer que vem em onda a única que nos arrebata para um mundo de prazer só nosso. Em quanto aqueles arrepios, aquela demência, aquelas contrações se acalmam ficamos abraçadas grudadas, se pudesse queria eternizar aquele momento, então ela olha pra mim e diz que me ama, eu também a ama tanto. 

Ficamos namorando um tempão, o engraçado é que depois daquele momento tive conciência que nunca tinha namorado ninguém antes dela.

O desejo renasceu ainda mais intenso, minhas mãos percorreram aquele corpo, minha boca beijou cada pedacinho daquele corpo, suguei seus seios, ela colocou sua pernas entre as minhas, nossos quadris ficaram tentantando se penetrarem, suas mãos apertavam minhas costas, eu toquei entre suas pernas e ela estava tão molhada tão pronta pra mim, ela geme, diz que me quer demais ao sentir meu toque. Sua mão também me toca e o prazer é imenso. 

Se que disséssemos uma palavra mudamos de posição, agora tenho total acesso aquela zona de prazer que agora vou saborear, apesar de está morrendo de medo de fazer tudo errado. Sinto sua respiração quente, ela a minha, sua língua vai timidamente me invadindo, não consigo evitar o gemido, sigo o mesmo caminho, ela geme, seu corpo fica tenso, vou lambendo, chupando aquela mulher. Nossos gemidos agora são capazes de acordar o mundo. O gozo chega grandioso cheio de amor, nossos corpos tremem, se entregam, se amam. 

Ficamos ali entregue a um prazer desconhecido mais completo, e já se passaram tantos anos, mas até hoje nunca em nenhum momento da minha vida fui tão mulher, fui tão de alguém como fui naquele instante, numa noite roubada onde o amor falou mais alto. Dormimos nuas, grudadas, saciadas.


O sol nasceu e com ele, a certeza de que tudo que tínhamos feito, tudo que sentíamos errado. Ela nunca quis falar sobre aquela noite, se afastou de mim, casou, engravidou. Bom, eu já não conseguia viver na mesma cidade que ela, vê-la e fingi que ela não era nada pra mim, então segui minha vida.

Estudei, trabalhei muito, sofri muitas noite me sentindo um ser típico de repulsa, aos tranco fui me aceitando, conheci a Sílvia uma mulher interessante, cheia de vida, que foi entrando devagar e quando vi estávamos envolvidas, eu demorei bastante até me sentir apaixonada por ela, então resolvemos "casar", mas tudo se resumiu a um pedido no meio de uma noite linda de carinho, quando ela me pediu para juntarmos nossos sonhos, nossa vontade de ser. Foram 7 anos juntas dos quais fomos namoradas nos primeiros 4 anos, nos outros 3 fomos amigas. Até que ela tomou coragem, deu um fim no nosso pseudo relacionamento. Hoje somos amigas, boas amigas, acho que em algum lugar ela sabia que existia uma parte de mim que ela nunca tocou. Hoje eu finalmente estou aqui, pronta para enfrentar esse fantasma que sempre me perturbou. Era bom respirar esse ar. Meu coração idiota está louco pra vê-la.

Após toda aquela festa típica da chegada de alguém amado, abracei minha mãe, meu pai, visitei algumas amigas e fui vistada por algumas, mas aquela que queria vê não veio nem eu fui. Assim passou-se os primeiros dias, até que fui convidada para ir a uma festa de uma amiga comum a nós duas, imediatamente meu coração perguntou será que ela estaria lá?


Fernanda Tahann

Esse conto é muitos outros estão no wattpad da FERNANDA TAHANN. Se você gostou comente, me diga como melhorar.