A primeira vez que me apaixonei por uma mulher na vida tinha tão pouco e ela tanto. Não tinha nenhuma experiência e ela muita; tinha um empreguinho idiota e ela um tão importante.
O tempo não conspirou ao meu favor e, eu ficava tentando encontrar uma forma de conciliar tantas diferenças, uma forma de poder ficar com ela. Ficava me perguntando e se esse amor chegasse só daqui cinco anos? Se eu já tivesse com a vida feita, os planos traçados, com as prestações do apartamento encerradas? Será que daria certo?
Hoje olhando pro passado entendo que agora porque não deu certo, tua vida era tão equilibrada e a minha uma loucura. Eu tadinha estava tentando colocar a minha vida no eixo.
Tentei muito encontrar um ponto de equilíbrio naquela relação porque já naquela época sabia que a gente não esbarra com o amor todo dia. E deixar, conscientemente, que ele escapasse pelo tapete da porta é uma dessas coisas que doeu muito fazer.
Hoje a maturidade me faz ver que sempre odiei o fato do amor não bastar.
A vida me mostrou que o amor só é o bastante nos filmes. Nos filmes só precisa existir o amor e tudo certo. Só carinho, abraços, um beijo desses com muita pegada, sobe os créditos e o casal vai ser feliz pra sempre. Mas aqui, na vida real eu ando em busca de um amor que a vida me apresentou tão cedo e não deu certo. E você que está lendo este texto e está apaixonada e ainda não se declarou não fique olhando pra vida sem correr em busca do seu amor sonhado. Tente arranjar a coragem que precisa pra cumprir os sonhos que sempre quis.
Fernanda Tahann

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Me ajude a melhorar, deixe seu comentário