Na quietude do meu quarto, as vezes me pego pensando em tudo que meu coração desejou e deseja quando se trata de amor, de se encontrar no outro.
Acho até, que dentro desse mundinho gay tive muita sorte, porque tive bons relacionamentos, vivi bons momentos, fui feliz, mas também descir ao inferno.
Estava lembrando de uma mulher amei, amei o cheiro, o riso, a pele, a voz, a boca e o beijo ao mesmo tempo delicado e voraz, mas que se transformava completamente ao nascer do sol, quando era substituída por outra que só se preocupava com o que a sociedade iria pensar, uma sociedase que se te encontrar caida quase sempre vai te deixar no chão, pra variar eu me cansei de ser a mulher das madrugadas, porque quero a felicidade real, aquela feita de brigas, do amor magoado, do carinho inesperado, do mal humor, do ciúme e da certeza de que nos pertencemos.
Foi nessa relação que aprendir que as vezes você ama, se entrega, faz plano, tenta, mas não dá certo, está claro, mas você não quer vê, quer continuar no sonho de que é ao lado daquela mulher que você encontra a felicidade, que é no aconchego daquele corpo que a paz reside. Mas o sol nasce e com ele toda a necessidade de se esconder, de fingir que não existe nada, de que vocês são apenas amigas, todo carinho presente na madrugada deixa de existir no momento em que o despertador toca, parece que a mulher que voce ama desaparece com as sete badaladas do relógio
Fernanda Tahann

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