sábado, 12 de setembro de 2015

A CASA

Era um casa assustadora
Velha, suja, enorme
As paredes com reboco rachado, caindo
O mato crescia em volta dela, como se nada nem ninguém se importasse com nada.
Ela entrou na casa
Estava escuro
Tinha poeira em tudo
Lágrimas começaram a cair
Sntou no chão 
Se recostou na parede chorou, choroFicou ali parada por muito tempo
Começou a vim todos os dias visitar a casa
Hoje ouvia a casa e limpava a poeira
Amanhã a casa chorava e ela lavava tudo
Depois cuidou do jardim, plantou rosas, margaridas, lírios, muitos lírios 
Pcientemente começou a cuidar de cada rachadura, pintou cada dor
Tabalhou, ouviu, chorou, cuidou
O tempo passou
Um dia ela descia a rua tranquila para vê sua casa amada, parou de repente e sentiu seu coração Se contorcer de dor
Viu a casa, sua amada casa linda, alta, com o jardim cheio de flores, as janelas e portas trocadas, as paredes refeitas.
A casa estava tão viva, distribuía vida, era quase possível sentir sua felicidade 
Ficou com tanto medo de não ser mais necessária 
Tinha uma mulher linda tentando entrar na casa, mas o portão não abriu, ela foi embora
Ela resolveu fazer uma última visita, a casa já não precisava mais do seu amor, dos seus cuidados, estava na hora de deixá-la ir.
Seguiu quieta com o coração em pranto, ao colocá o pé na calçada teve a impressão que todas as flores riram, pensou que era loucura. Nem precisou tocar no portão e esse se abriu. Foi andando com a nítida sensação que as rosas beijavam seu corpo, que as folhas a acariciavam
Seu coração foi se acalmando
Chegou até a porta que se abriu por encanto, estava tudo tão lindo, com um perfume maravilhoso.
Ela visitou todos os quartos, se despedindo de cada dor que ela ajudou a sarar
Estava quase saindo quando viu um estranho raio de luz que parecia guia-la para um quarto. Foi naquele lugar que nem sabia que existia na casa. O quarto era perfeito, quentinho, cheiroso, colorido, brilhante, a cama estava lá convidando-a. Ela pensou "vou deitar só um pouquinho", deitou, dormiu, sonhou com uma noite cheia de amor, cuidado, com uma vida inteira de trocas, de beijos apaixonados, de café no jardim, sonhou, quase pegou na felicidade, dormiu, dormiu. 
Acordou com medo de abrir os olhos e perder o sonho. Abriu os olhos, viu seu corpo sendo aconchegado pelo amor.
Hoje todos ao passarem por aquela rua admiram a beleza da casa, sentem um perfume inebriante do amor que o jardim exala, ouvem risadas femininas, tem certeza que quem quer que ali vivem conhecem a felicidade.
Fernanda Tahann 

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