quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

OS ETERNOS SE

A primeira vez que me apaixonei por uma mulher na vida tinha tão pouco e ela tanto. Não tinha nenhuma experiência e ela muita; tinha um empreguinho idiota e ela um tão importante.
O tempo não conspirou ao meu favor e, eu ficava tentando encontrar uma forma de conciliar tantas diferenças, uma forma de poder ficar com ela.
Ficava me perguntando e se esse amor chegasse só daqui cinco anos? Se eu já tivesse com a vida feita, os planos traçados, com as prestações do carro encerradas? Será que daria certo?
Hoje olhando pro passado entendo que agora não deu, tua vida era tão equilibrada e a minha uma loucura que eu tadinha estava tentando colocar a minha vida no eixo.
Tentei muito encontrar um ponto de equilíbrio naquela relação porque já naquela época sabia que gente não esbarra com o amor todo dia. E deixar, conscientemente, que ele escapasse pelo tapete da porta é uma dessas coisas que doeu muito fazer.
Hoje a maturidade me faz ver que sempre odiei o fato do amor não bastar.
A vida me mostrou que o amor só é o bastante nos filmes. Nos filmes só precisa existir o amor e tudo certo. Só carinho, abraços, um beijo desses com muita pegada, sobe os créditos e o casal vai ser feliz pra sempre.
Mas aqui, na vida real eu ando em busca de um amor que a vida me apresentou tão cedo e não deu certo. E você que está lendo este texto e está apaixonada e ainda não se declarou não fique olhando pra vida sem correr em busca do seu amor sonhado. Tente arranjar a coragem que precisa pra cumprir os sonhos que sempre quis.
Fernanda Tahann

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