sábado, 14 de outubro de 2017

CASA DE MADRINHA - Conto Erótico

Era uma noite como tantas, estava num barzinho chamado Casa de Madrinha não me pergunte o por que do nome porque não sei. É todo rústico, parece casa de fazenda antiga forno de barro, bule, máquina de costura, é um amontoado de informação que o faz ficar aconchegante com cara da infância, da casa de vó.

Moro numa cidadezinha no interior do Maranhão, sabe aquela cidade onde todo mundo conhece todo mundo, fala mal de todo mundo? Pois é moro numa cidade assim.

Lá também morava uma linda mulher chamada Isabel, ela não tinha aquela beleza de parar o trânsito, tinha uma beleza única, baixinha, um corpo lindo, muito mais velha que eu, o que a tornava ainda mais interessante aos meus olhos, afinal nunca gostei de mulheres mais novas mesmos.

Seja lá onde a gente se encontrasse ficava aquele clima estranho, aquela vontade de não sei o quê. A conversa parecia ter milhares de mensagens escondidas, cifradas. As cores do dia, da noite tudo mudava quando ela estava perto. 

Sabe aqueles olhares furtivos, aqueles que você olha com medo de ser flagrada, quando tínhamos oportunidade conversamos, era uma troca de olhares aqui, um toque acolá, mas ninguém tinha coragem de ir além, porque se alguém siquer suspeitasse de algo entre nós seríamos motivo de chacota para o resto das nossas vidas, então era tudo muito sutil, muito discreto. Se é que era alguma coisa, podia ser só fantasia da minha cabeça.

Não tinha coragem nem de pedi o contato dela, apesar de já ter ligado inúmeras vezes no fixo da casa dela só pra ouvi sua voz, bobagem né? Mas não tinha coragem de chegar, encantar, me encantar, então me contentava com essas bobagens. 

Nessa noite na Casa de Madrinha a noite transcorria normalmente, muitas cervejas, muita falação, até que lá pelas tantas ela chega com um grupo de amigos, o interessante é como nosso coração reconhece quem quer, porque meu coração disparou no momento que ela entrou naquele bar, sem mesmo vê-la. Ao senti sua presença o ar ficou mais leve, meu corpo entrou em alerta. Acho que era capaz de dizer qualquer movimento que ela fazia. Algum tempo depois ela foi até a nossa mesa, nos cumprimentou, até hoje sinto aquele cheiro até hoje, como gosto daquele cheiro.

Ela chegou perto, beijou meu rosto, ficou tão perto. Tentei disfarçar de todo jeito, mas aquele contato tão ingênuo, tão simples despertou um desejo tão grande tudo que queria era ter mergulhado naquele corpo. Queria cheirar, lamber, comer, tocar, de algum jeito tê-la, fazê-la minha.

A noite seguia, alguém a convidou pra sentasse um pouco com a gente. Providencialmente tinha uma cadeira vazia ao meu lado, ela sentou, conversou com todo, nenhuma atenção especial a mim, exceto sua perna que as vezes roçava discretamente na minha. Não sei como mas começamos a falar sobre medo, terminei falando do meu medo de ficar sozinha em casa, de como os pequenos barulhos, as sombras, tudo me assustava, e o pior é que passaria o final de semana sozinha já que meus pais tinham ido viajar. 

Conversa vai, conversa vem, de repente sou convidada para dormir na casa dela, pelo menos naquela noite não sentiria medo pois eu teria um gatinho para me proteger, gargalhadas, todo mundo me gozando. A partir do momento que aceitei o convite pareceu que o tempo parou, ou não passava, porque estava ansiosa, com medo, mas certa que naquela noite muita coisa mudaria.

Ela voltou pra mesa dos amigos dela, fiquei com os meus tentando aparentar uma normalidade que estava longe de senti. As vezes olhava pra ela, ficava observando a mulher segura, elegante, linda que ela era. Parava de olhar rapidamente com medo dos olhares em volta.

Na madrugada sinto uma mão no meu ombro avisando que se quiser ir dormir mesmo ela já estava indo. Meus olhos por breve segundos se encontraram com os delas e ali estava a promessa, o pedido: VEM! 

Me despedi das pessoas, como tinha vindo de carona com a Julia, fui com ela aproveitei e fui com ela. Lembro dela abrindo a porta com cuidado, de entramos de ponta de pé por aquele corredor que parecia interminável. Lembro de entrar naquele quarto, ainda sou capaz de descrever cada detalhe dele, os móveis tradicionais em madeira crua, o piso antigo, a cama enorme que dominava o quarto inteiro e me dominou também. 

Fiquei sem graça, não sabia o que fazer comigo. Estava muito nervosa, não sabia o que fazer para que ela não ouvisse as batidas do meu coração porque parecia que ele era capaz de acordar o mundo tal a força do seu pulsar. Ela tão tranquila, tão experiente, parecia receber mulheres naquele quarto sempre, e eu, bom pra mim ela era unica, era a primeira. Ela me ofereceu cerveja, conversava como se fossemos velhas amigas, abriu aquele guarda roupa, me ofereceu toalha, roupa de dormir.  

Fui ao banheiro, tomei banho, ela colocou um arsenal de cheiro a minha disposição, graças a Deus por ser mulher e como tal carregar quase tudo na bolsa. Tomei banho, me perfumei inteira, voltei para o quarto. Ela falou qualquer coisa, foi para o banheiro.

De repente fiquei como medo da minha falta de experiência. E agora? Fui para aquela cama enorme, que hoje me pergunto se a veria tão grande hoje. Fiquei naquela cama sem saber muito o que fazer, a mulher que desejava tanto, que povoava meus pensamentos e muitas vezes meus sonhos estava ali, aparentemente entregue, ou no mínimo desejando.


Deitei, me cobrir inteira, ela estava toda relaxada, talvez porque pra ela eu era apenas outra mulher que ela trazia para aquele quarto na madrugada, mas pra mim ela seria a minha primeira, a primeira com quem iria até o fim, a primeira que amaria

Começamos a conversar, não sei em que momento ela se aproximou de mim, quando aquela mão tocou minha perna, quando meu corpo sentiu o choque daquele toque, quando meus olhos se encontraram com os dela, soube que seria ela, que meu coração ficaria ali. 

Quando me toquei ela estava tão junto, aquela boca tão desejada ali, podia senti seu hálito, seu perfume, e eu sem que houve qualquer contato físico além daquela mão, estava tão excitada, parecia que um rio saia de mim. Acho que ela sentiu o cheiro, sentiu meu corpo trêmulo, porque ela veio tranquila, dona da situação, me abraçou, o beijo veio intenso, as mãos apressadas, a vontade de sentí-la nua tocando meu corpo nu.

Ela foi me conduzindo, beijando, apertando, me trazendo cada vez mais pra ela, aquela boca, sussurando que me achava linda, que me desejava. Aquela língua que entrava na minha orelha, que mordia de leve, que passeava suavemente no meu pescoço, no meu colo. Aquela perna que entrou entre as minhas e ali ficou como se ali fosse a sua casa. 

- Eu nunca fiz isso. Ainda tentei dizer, mas fui silenciada por uma boca faminta que pedia, que queria tudo.

A língua dela passeando pelo meu corpo, eu respondendo a cada toque, aquelas mãos delicadas me tocando, arrancando gemidos, deixei meu instinto agir, comecei a beijar o colo dela, sugar um seio depois o outro, seios que pra mim eram perfeitos.

Desci para sua barriga, subi e comi aquela boca tal minha fome, deixei minha mão se insinuar entre suas pernas, cheguei ali, brinquei, vi o desejo, ouvi os gemidos, vi o ventre dela vim de encontro a mim buscando meu toque, então entrei naquele lugar quente, macio, molhado e ela gemeu, se contorceu, pediu mais.

Ela movimentava seu quadril ao encontro da minha mão, ela se abre, se oferece, pede, eu apesar do desejo, estava com medo de fazer alguma coisa e estragar tudo. Tento me concentrar nela, continuo tocando-a com suavidade, seus gemidos agora são uma prova que o gozo está chegando. E ele vem, fazendo o corpo dela tremer, brilhar, ser meus por breves, preciosos momentos. 

Ela me puxa pra seu colo, me abraça muito, sorri, sussura que vi me matar de prazer, mais isso eu deixo pra amanhã.

Fernanda Tahann 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

PEDE PIZZA


De calcinha, me distraio ouvindo uma música qualquer no rádio, tomando uma cerveja, e na minha cabeça tendo a certeza que um dia seremos todas cozidas nesse calor de rachar que faz aqui. Como sei que a mulher maravilhosa que tenho adora milho vou fazer milho com arroz, grelhar bife, saladinha, depois vou cobrar tudo isso na cama, penso sorrindo.

Ela chega me abraça por trás, dá pequenos beijos no meu pescoço, suas mãos impacientes puxam meu corpo ao encontro do seu, minha pantera se move silenciosamente que hoje quando mãos me abraçam quase não me surpreendo, porque são sempre aquelas mãos que despertam tanto desejos.

É um desejo que não passa, porque moramos juntas há 3 anos e é sempre tão perfeito nossos reencontros depois de um dia de trabalho.

Ela é melhor que qualquer sonho de amor que possa ter tido, e olha quando ela apareceu estava quase desistindo dessa história de construir uma história com outras mulher, porque quase todas que conheci era tudo tão inseguro, cheio de mentiras, cheio de desencanto, mas com ela tudo foi e é assim fácil, claro que brigamos, mas sei dos defeitos, e meu amor a faz perdoá-la, o amor a faz me perdoar, então seguimos um caminho nossos.

Ela é uma companheira tão cheia de carinho, de amor e com um poder impressionante de tornar nossa vida feliz.

Largo tudo na pia, me viro, recebo aquela mulher minha com meu mais belo sorriso, em ocasiões assim em que a gente ficou o dia inteiro longe sempre sinto o impacto daqueles olhos que falam de amir, de saudade, depois de alguns segundos pedidas em seus olhos, vejo a boca dela se aproximando e recebo um beijo cheio de saudade.

- Saudade de você meu amor. Ela diz baixinho me abraçando.

- Eu também minha vida.

Ela abraçada comigo vai me conduzindo gentilmente para nosso ninho de amor, (riso) fingo que reclamo, mas adoro esse seu apetite por mim.

- O jantar mocinha.

- Quero saborear outra coisa amor.

Desisto de reclamar porque o desejo é nossa, e quero manter essa baixao acessa, não quero transformar nosso amor numa relação de amizade, coisa tão comum de acontecer no universo de duas mulheres.

Pelo caminho ela começa a tirar minha roupa, nesse desejo urgente que nos une. Ela diferente do esperava me leva para o banheiro, sorrindo penso que tenho uma mulher "esperta". No banheiro tomando um banho cheio de beijos, risos e tantas promessas todos os dias renovadas em gestos de carinhos, em olhares, em cuidados que cercam nosso relacionamento.

Ela cheia de carinho seca meu corpo, mas há um parte de mim impossível de ser seca se ela não satisfazer sua mulher. Vamos pra cama
Olho pra seu corpo tão pequeno, absolutamente lindo, aquele corpo suave que desperta tanto desejo, que me faz querer sempre satisfazê-la, fazê-la minha. Pra completar ela tem aqueles seios que adoro beijar sugar, de tê-los em minhas mãos

Ela se aproxima dizendo que sentiu minha falta e cobre minha boca com a sua, sinto tua língua explorando minha boca. Seu corpo sobre meu corpo, tua pele incendiando a minha

Meus braços apertam seu corpo sobre o meu, nossos ventre se procuram em busca de um prazer tão nosso, ela beija meu colo, suas mãos, percorrem meu corpo, sua boca segue um caminho tão conhecido.

Adoro quando ela passa a língua bem devagar, de leve nos meus seios que ofereço, agora no auge do desejo sua boca quase come cada um deles.

Sintos seus beijos no meu ventre que se abre, se oferecendo, seus dedos me tocam, ele se assegura de como sua mulher a deseja e está entregue a ela. Meu corpo quase pede, meu ventre se move em direção da sua boca.

Sinto sua respiração, sinto a pontinha da tua língua úmida entrando naquele recanto de prazer que fica entre minhas pernas.

Deseperada pelo prazer que ela me dá minhas mãos pressionam sua cabeça ao meu encontro. É impossível controlar, o som dos meus gemidos invadem o quarto, peço por ela peço "por favor me faça tua mulher". Sinto tua língua, teus dedos sinto você dentro de mim.
Gozo, grito, gozo

Ela vem linda, tão certa do meu amor, recebo um monte de beijos, e mocinha agora é minha vez de te matar de prazer.

Beijos teu corpo, viro teu corpo, porque ela adora que eu beije suas costas e beijo com prazer, passo minha língua, ela geme, mexe teu quadril ao encontro do meu. Beijos, beijos, lambo, quero teu gozo

Meus dedos a tocam e constato que ela me quer, sinto seu mel nos meus dedos, mas quero lamber, sugar essa fonte que adoro. Enfio minha língua nela que geme, fala alguma coisa que não sou capaz de entender, porque adoro esse cheiro, esse teu sabor

Te saboreio, ela grita e oferece seu ventre a minha boca, tuas mãos impacientes pressionam minha cabeça. Ela geme, pede, promete, goza lindamente e eu bebo cada gotinha desse vinho de amor que você me dá. 

Vou ao teu encontro, ela abre os olhos, sorri pra mim, e há tanto amor entre nesse olhar que tenho vontade de chorar de felicidade, não precisamos de palavra, ela e eu sabemos que nossas vidas estão ligadas, segue-se beijos, abraços, e um "estou com fome", então seguimos pra cozinha saciar mais um desejo.

#Meninas sinceramente peço que Deus nos permita viver o sonho de amor. Que a mulher capaz de nos amar, nos fazer felizes apareça e faça da nossa vida cheia de amor

                                                   Fernanda Tahann