quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Final


Ela volta tão linda ao olhos do meu amor, volta sem roupa, cheirosa, pronta pra ser amada, sobe na cama, sobe em mim, abro os braços e recebo aquela mulher linda. 

Beijo, nos beijamos, entro naquela boca que quero, beijo seu colo, seu pescoço, sussuro que a amo, que sinto sua falta. Ela responde que sou o seu amor, a essa altura a única coisa certa é que desejo essa mulher. Meu quadril pressiona o dela que geme, diz que está com tanta saudade.

Na loucura da vontade ela tira minhas roupas. Eu aumento o som da tv pra abafar nossos gemidos de saudade. Ela está nua, adoro esse abraço de pernas, braços e de espíritos que acontece sempre que nos amamos. 

Sinto cada poro da tua pele. Toco seus seios, ela beija meu pescoço, meu colo, sinto sua língua passeando por meus seios. Ela suga um depois o outro, sinto tanto prazer nesse toque, meus gemidos invadem o quarto. Coloco minha perna entre as suas. Ela dança sobre minha perma e a sinto tão minha, tão molhada, tão pronta para o prazer.

Coloco minha mão naquele centro de prazer quente, molhado, liso, seus gemidos aumentam. Sigo tocando bem de leve aquela mulher, passo meus dedos suavemente ali, devargar, ela se joga na cama, só sente meu toque, se contorce, se oferece, oferece seu quadril ao encontro da minha mão, que sabe te conduzir ao prazer.

Ela me toca, sente como estou molhada, nos agarramos uma na outra. Ela me tocando e eu a ela. Nossos corpo grudado, ela mordendo o meu ombro, gritando que me quer, meus dedos perdido entre tuas pernas, sentindo ela fechando as pernas pra sentir melhor meu toque, sentindo o teu jogo de quadril esperando que a penetre, mas quero que ela goze assim só com meus dedos tocando-a. 

Ela também me toca, me seguro pra não gozar, porque quero o prazer de gozar com ela, quero ser dela e a quero  minha mulher. O gozo vem, ela grita que vai gozar, gozamos juntas, sinto suas contrações e acho que ela as minhas.

Caímos uma no corpo da outra, com um sorriso, ela diz que me ama e eu a amo demais. Ficamos quietinha saboreando esse amor tão nosso esperando nossos corpos se acalmarem.

Em meio a tudo isso alguma coisa grita em mim que esses momentos já não são mais suficiente pra alimentar a mulher que ama que sou eu.

Ela cansada da viagem dorme no meu colo, eu cheia de dores, de mágoas, com um coração cansado de ser a mulher dos finais de semanas, tão carente de uma amor definitivo, não que ela não fosse, mas queria ter uma namorada, uma companheira. Queria aniversários, natais, réveillon, queria tudo, não viver assim.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Capítulo I (Conto Erotico)

Aqui estou novamente, num hotel de uma cidade qualquer te esperando, me escondendo, escondendo um amor tão grande que me faz me perder num mundo desconhecido só pra viver um pouco desse sentimento que muitas pessoas dizem ser errado, mas é onde me sinto viva. É onde quero ficar.

Inventei mil mentiras, pra sair de uma vida que em parte é minha pra embarcar nessa história com ela. História que agora me questionava se era realmente uma história a duas. Agora quase sempre chegava a conclusão que essa história era só minha.

Viajei a noite inteira antevendo o prazer de está nos braços dela. Me alimentando, alimentando o amor, imaginando o abraço, o sorriso grande, franco, apaixonado. Imaginando também que no final disso tudo vou convencê-la que podemos ter um futuro.

Já não sou uma garota para me comportar assim, como uma irresponsável, mas amo tanto essa mulher que até me assusto com toda essa intensidade. E dói um bocado pensar em mim sem ela.

São 7 horas, chego tão cansada, me registro, como sempre perco tempo inventando uma estória sobre uma amiga que virá me encontra porque estamos viajando a trabalhos, pra seminários, pra visitar a família, é um mar de mentiras, odeio essas mentiras, essa necessidade idiota de dá satisfação pra todo mundo, mas odeio mais ainda a impressão que tenho que ela também acha esse sentimento que partilhamos errado, porque se fosse por minha vontade, quem quiser que pensasse o que quisesse, só queria ser feliz, mas acho que ela só quer me esconder, nos esconder.

Acho que no mundo dela só existimos, quando ninguém pode vê ou saber de nada, neste instante, ela me tira do armário, me deixa respirar, nos deixa respirar um pouco, me dá uma migalha de amor, me alimenta de esperanças. Era tudo tão dolorido.

Termino meu papo com o recepcionista de sorriso congelado que está pouco ligando pra uma desconhecida falante, vou pro quarto, ligo pra ela, celular fora de área, deixo um recado idiota, apaixonado, digo que estou com saudade, ansiosa, louca pra vê-la, que já estou o hotel com meu amor esperando-a.

Desço, tomo café vendo aquele mar lindo, que tem o dom de acentuar minha tristeza, meu cansaço de ser uma aventura de final de semana, acho que era só isso que era, mas ela era tudo, um tudo que no final era nada.

O tempo passa, ela como sempre demora, vou dá um volta no calcadão, o dia está nublado combinando perfeitamente com meu coração. Olho para aquele mar triste e começo a me questionar até onde essa situação vai me levar? Será que seremos só isso? Essa situação já se arrasta a anos, mas afasto esses pensamentos, não vou fazer uma DR agora, pelo menos hoje quero só saborear o prazer de tê-la. Amanhã, bom, o amanhã pode simplesmente não existir.

Sento, peço uma água de coco, fico apreciando um casal apaixonado, talvez em lua de mel, por que estão iluminados tal o amor que emitem. O celular toca, é ela me dizendo que está chegando, volto pro hotel para esperá-la.

Quando chego ela está perdida na recepção, tudo porque nunca quer se identificar, nunca deixar nenhuma pista, acho que ela se dá importância demais e nenhuma importância a mim. Meu besta coração salta ao vê aquele corpo pequeno, impaciente, aquelas mãos que preciso tanto.

Quando nossos olhos se encontram é como se milhares de pequenos raios percorressem meu corpo. Ela me olha com um sorriso no olhar, nos cumprimentamos como duas velhas amigas, mas sinto a saudade no seu corpo, do seu abraço, do cheiro, do gosto daquela mulher que queria tanto minha.

Vamos pro quarto, mal fecho a porta ela vem, me beija com loucura. Adoro esse beijos faminto, essa língua entrando na minha boca, me reconhecendo. Eu paro aquele beijo, abraço muito aquela mulher, fico um tempo assim, parada abracando-a, até que ela pergunta se está tudo bem. Eu olho aqueles olhos lindos que amo e respondo que sim, que era só saudade.

Lembro que ela tem que comer, peço um café da forma com ela gosta, é triste perceber que conheço tanto essa mulher que só quero cuidar, amar, embora nunca possa realmente fazer isso.

O café chega e tudo é tão carinhoso, a gente comendo namorando, aquelas bobagens de colocar comida na boca uma da outras, de pega comida no prato dela, acho que em ocasiões assim só queremos ter intimidade, dividi tudo nem que seja entre quatro parede o que nunca podemos dividi público.

Terminamos o café, deitamos naquela cama, estou tão faminta que não sei o que fazer com ela ali tão ao alcance das minhas mãos. Eu fico conversando, até que ela para, fica me olhando e diz:

- Você sabe que te amo muito.

E vejo aquela boca linda, que morro de desejar cada vez mais perto. Me deixando cada vez mais excitada, querendo ela todinha pra mim. Suas mãos me puxam ao encontro do seu corpo e por um instante só o que fica é desejo por aquela mulher.

                                             Fernanda tahann


Meu anjo público a segunda parte na quinta, espero que você tenha gostado e volte pra ler o final.