sábado, 26 de novembro de 2016

PERFEIÇÃO

Não existe a mulher perfeita, o seu sonho de mulher, de amor perfeito é só um sonho. 
Olhe para você, honestamente reconheça seus defeitos, seu amor também terá essas pequenas imperfeições que a fará perfeita para você.  
Não crie expectativas que nem você mesma e capaz de cumprir
Não queira que a outra seja a mulher que você gostaria de ser
A mulher que está a seu lado, ou que é o seu desejo é tão humana quanto você, portanto tente entender seus altos e baixos, suas crises, suas dúvidas
Antes de brigar, gritar, de ferir sua namorada, se pergunte se você também não está de alguma forma decepcionando-a
Viver o amor, entenda, construir uma relação não é fácil. Você fere e se fere também, mas perdoa e é perdoado.
Se você realmente quer construir um relacionamento pra vida toda, quer acordar de conchinha, ter alguém de aconchegando com quando você chegar cansada em casa. Te aconchegando com mais carinho ainda na hora da dor, tem que crescer, entender que a outra têm necessidades, defeitos e qualidades assim como você, então tenha paciência, deixe seu coração falar, se você estiver com muita raiva adie a conversa, deixe a raiva passar. Minha amiga converse, converse muito, seja carinhosa, mas deixe claro em todos os momentos que antes de amá-la você se ama, porque existe uma diferença enorme entre ser amorosa compreensiva e ser idiota.
Acho que na realidade falo demais, mas é que se pudesse daria a felicidade de presente pra todas nós, já sofremos tanto, que merecíamos o amor verdadeiro nas nossas vidas.

                  Fernanda Tahann

sábado, 19 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO - Final


Cheguei pouco depois das oito, ela me recebeu, estranhei ela está sozinha. Trocamos aqueles beijos nervosos que duas amigas trocam. Me convidou a entrar, me serviu uma cerveja num copo lindo, olhei para aquele copo, sorri, ela embaraçada perguntou o por que do riso.

- Minha amiga, você sempre foi chique, acho que vai morrer sendo.

-Para com isso moça. 

Fomos pra sala, um mesa linda, velas, um arranjo lindo de flores naturais, uma mesa para um jantar a duas, entre duas namoradas. Finjo ignorar esse detalhe, comemos, conversamos, sorrimos, eu não perguntei por ele, ela não falou nada. A noite seguiu como um roteiro escrito para dois corações apaixonados.

Terminamos, ainda tentei ajudá-la a retirar a mesa, mas minha ajuda foi recusada, fomos para a sala, sentei num sofá, ela sentou muito próxima, era estender a mão e tê-la pra mim. Não faria isso de jeito nenhum, tentava me dizer o tempo, mas o sorriso, aquela boca, aquele perfume que tantas vezes senti, tantas vezes procurei, ela foi chegando perto, quando dei por mim nossas bocas estavam tão perto que foi ir um pouquinho pra frente e o beijo aconteceu, dessa vez sem controle.

Estava tão ansiosa tão confusa, meu coração gritava de felicidade, meu corpo finalmente tinha voltado para casa, entre um beijo e outro ouço ela sussurando que me quer demais.

Sua língua vai lambendo meu pescoço, dá lambidas lentas, leves mordidas na minha orelha, me arrepio, me abro, me ofereço, ela desce me beijando, meu quadril dança ao encontro do dela. 

Ela tenta se levantar grudada em mim, seguimos nos beijando em direção ao quarto dela, um caminho que conhecia tão bem. Antes de chegámos lá nossas blusas ficaram pelo caminho, beijo seu pescoço enquanto as mãos delas brigam com os botões do meu short. 

Nos jogamos naquela cama com ela sobre mim, parecia que ela era a faminta de nós duas. Ela beija um depois o outro seios, chupa um pouquinho um depois o outro, passa a língua lentamente num bico, depois no outro. Eu pressiono sua cabeça ao encontro do meu corpo, agora sem controle estou completamente aberta. Ela continua brincando com meus seios, mas agora sinto sua mão entrando entre minha pernas, quase pulo tal o prazer desse toque. 

Beijo sua boca uma infinidade de vezes, minha mão desce devagar, até chegar entre suas pernas, brinco, torturo, toco em uma perna, depois na outra, passa a mão lentamente no grande lábios. Ela geme, diz que esse desejo é só nosso, que tentou tanto encontrá-lo em outro corpo.

Ela desce sua mão pelo meu corpo, chegando entre minhas pernas, toca naquele triângulo quase com impaciência, parece querer tanto. Ao senti seu toque acho que o ar do mundo ficou insuficiente, minha respiração, sei lá se eu estava viva, só sentia esse toque. Ela continuava me beijando, meu quadril se move ao encontro daquela mão. Ela entra, em toca, eu paro de beijá-la fecho os olhos e viro pra sentir esse toque. Ela continua me tocando lentamente, bem de leve, meu clitóris está duro, meus gemidos agora são altos, minha respiração o gozo, o grito, o desejo infinito sendo por um momento satisfeito

A vontade que tinha era beijar, beijar, morder, de literalmente comer aquela mulher. Ela deitou sobre mim, eu a abracei tanto, ela me beijou, sorriu olhou pra mim, disse que ainda tinha mais.

Agora era minha vez, fui descendo beijando, lambendo, chupando, até chegar entre suas pernas, me alojar ali, começo a passar aquela língua na minha vagina, em toda sua extensão começando de baixo e subindo. A penetrou com minha língua, ela quase grita de tanto prazer, vou para meu clitóris e ficou ali até senti o corpo dela percorrido por aqueles calafrios, aquelas correntes elétricas que o prazer provaca. Ela fechou as pernas e gozou. Subi e abracei aquela mulher até seu corpo se acalmar.


Ficamos abraçadas namorando muito tempo até que não aguentei e perguntei o que ela queria comigo, porque eu estava deixando bem claro que não era mulher pra ser amante de ninguém não. Ela levanta, olha pra mim com aquela cara de quem não está entendendo nada

- Amante? Pergunta sorrindo. Moça eu que não quero ser sua amante. Eu estou divorciada a três anos. Durante todo esse tempo quis entrar em contato, mas sabia que você estava casada. E aqui ela chorou, abracei aquela mulher que amava tanto.

- Você sabe que se você resolver ficar comigo vai ser uma batalha com meus pais, mas cansei de negar a mim a felicidade. Quero, preciso, eu sempre amei você, se você me quiser eu estou aqui pronta pra você. 

O mundo parecia tão cheio de luz, a felicidade parecia tão real que era só estender a mão e tocá-la.

Fernanda Tahann 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

NÃO ESQUEÇA O CORAÇÃO

As vezes esquecemos de quem está ao nosso lado, nos acostumamos com o eu te amo, como o está junto, com o carinho que passamos a não valorizar tudo isso.
 Esse costume nos faz vê o fazer amor como algo tão natural, aquele prazer que antes nos tirava do chão, hoje parece tão comum quanto tomar café de manhã. 
Paramos de dá valor aquilo que nos faz feliz, não percebemos que se perdermos aquela pessoa que agora nos parece sem importância a felicidade vai junto com ela.
Muitas vezes não damos valor a pessoa que esta ao nosso lado, reclamamos das ligações, do ciúme besta, vivemos pedindo espaço, não temos tempo para estar com ela, sempre temos tempo para outras coisas mas nunca para quem precisa realmente. Mas pode ter certeza, essa pessoa não estará para sempre ao seu lado.
De valor enquanto tem porque depois não adianta chorar.
Num primeiro momento após o fim você pode até não perceber a dor, mas a falta vai chegar, você reconhecerá seu coração partido, mas já será tarde demais porque aquela mulher que parecia tão sua já não mais te pertencerá, pertencerá a outra mulher, ELA MESMA.

Fernanda Tahann 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ESCOLHA VOCÊ

Nascemos num mundo com tantas regras
Desobedecer essas regras te faz um ser estranho 
E você não quer ser estranho
Então você enterra seus desejos junto com teu coração 
O problema é que desejo não se enterram 
As vezes eles gritam
Você tenta esconder, esconder seus desejos
Tenta só deixar a vida passar
Tenta fica na janela
Tenta muito ser aceita
Tenta aceitar sua infelicidade 
Pare de tentar ser aceita, quem te ama vai te aceitar como você é
Que disse que amar é errado? 
Errado é você casar sem amor
Errado é você enganar alguém que te ama
Errado é você enganar as pessoas a sua volta
Errado é você tentar se enganar.

Fernanda Tahann 

PINTE SEU ARCO ÍRIS

Você olha o mundo, tudo parece confuso
Se encaixar nele é impossível
Parece tão mais fácil se negar, tentar se moldar
Você se esconde em algum canto escuro,  tenta ser invisível
Sobrevivência é tudo que você tem
Ouve coisas do tipo: você devia fazer isso, devia fazer aquilo
É impossível segui o caminho que quase todos seguem
Mas o medo da reprovação, do desamor te leva a segui
Um belo dia você descobre que nunca houve amor nesse caminho
Descobre que suas noite são sempre solitárias 
Que quem te reprova nunca te aconchegou
O entendimento chega
Finalmente a verdade, é a verdade é que a vida é só sua, é só sua a felicidade, é só sua a dor 
Um alma doente é tão difícil de curar
Então enquanto ainda há azul no céu tente pintar seu arco íris. 

Fernanda Tahann 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO V


Depois de ela se foi ainda fiquei um tempo por ali, vendo o sol lindo surgi, a escuridão ser substituída por luz. Como queria que o marasmo, esse vazio dos meus relacionamentos fosse também substituída por um capaz de trazer o sol, de me queimar, de curar, de me fazer sentir viva. Levantei, num misto se esperança e apreensão.

Entrei no carro, suspirei e fui, sem prestar atenção em muita coisa, lembrando do beijo, da forma como ela me olhava, de como era bom tê-la perto.

Cheguei na casa dos meus pais, estavam todos dormindo. Entrei tentando não fazer barulho. No quarto tomei banho, troquei de roupa. Lembrei da minha futura dor de cabeça, então fui a cozinha peguei leite gelado muita açúcar tomei num gole só, como dizia a minha mãe quando eu era criança e ela me dava remédio. Peguei uma garrafa, tomei o máximo de água que consegui, peguei uma garrafa, fui para o quarto.

Chegando lá, deitei, fiquei um tempo revisando e revisando tudo que tinha acontecido, procurando vê o que não sabia, querendo um pista, um norte, mas só consegui ficar confusa. 

Peguei o celular, verifiquei se não estava no silencioso, coloquei no criado mudo, fechei os olhos e tentei conciliar o sono. Tomei mais um pouco de água, tentando prevenir uma dor de cabeça que costumava ser muito intensa. Não sei se foi o vinho, o cansaço só sei que surpreendentemente eu dormir fácil. Acordei, com muita vontade de ir ao banheiro acho que foi a quantidade de água, mas nada de dor de cabeça. Tentei acostumar meus olhos a iluminação do quarto, peguei o celular esperando uma mensagens, uma ligação específica e nada. 

Olhei o relógio 12:40h, bom ela ficou de ligar, então, eu não era uma adolescente apaixonada que iria ficar ligando. E quer saber, se ela quisesse ela que ligasse. Fui para o banheiro com essa firme determinação. 

Tomei banho, desci, minha mãe disse que não me acordou porque viu q cheguei de manhã, perguntou da festa, me levou pra cozinha, me serviu o almoço, me toco que sinto falta desse carinho. Ficamos conversando um tempão.

- Minha filha a Isabel ligou pra você, ela disse que ficou de te ligar, mas não tinha seu número. 

Acho que a alegria ficou estampada na minha cara, tentei me controlar, fingi que era uma ligação com outra qualquer, mas mãe parece ter o nosso manual, consegue vê além.

- Minha filha cuidado, não vá se magoar.

Fiquei quieta por alguns tempo, como não queria falar disso comecei a perguntar por pessoas pra distrair minha mãe, mas minha vontade era correr pegar aquele número é ligar pra ela, controlei um pouco.

Respirei fundo com aquele número numa mão e o celular na outra. Sabe quando você faz uma oração silenciosa pedindo pra Deus, pro anjos, para os espíritos de luz que ela não atendesse se não fosse pra dá certo.

Liguei, chamou uma vez, duas, três e finalmente ela atendeu

- Oi

-Oi

Duas mulheres nervosas, duas mulheres com medo de falarem o que não deviam, duas mulheres que sabiam o quanto tudo isso podia dá errado. Falamos de ressaca, do vinho, perguntei por seus pais, soube que estavam pra roça, perguntei por seus filhos, ela me corrigiu, disse que só tinha uma menina, que tinha saído com o pai, não consegui disfarçar o quanto saber da existência de um marido mexia comigo. Ela querendo quebrar o silêncio que se instalou perguntou por meus pais, dizendo que devia uma visita pra eles. Eu meio que comecei a responder com monossílabos as perguntas dela.

- Você quer vim jantar aqui na casa dos meus pais? Perguntou me deixando sem saber o que responder, não conseguia me imaginar segura o suficiente para jantar com a família feliz, aliás não conseguia imaginar que ela sequer cogitasse a ideia de que poderia vim a ser amante dela.

- Claro, só assim você me conta da sua vida. Respondi, seja o que Deus quiser, quem sabe eu vendo ela com o marido não esquecesse isso de vez.

Conversamos ainda mais um pouco, combinamos o jantar pra 20 horas, ela ressaltando que era algo simples, alguma coisa sorriu em mim, com ela nada era simples.

A tarde se arrastou, podia ter perguntado por ela para a minha mãe, mas não fiz isso, ela já estava desconfiada, não queria que ela se preocupasse ainda mais comigo. Não disse que iria jantar com ela, menti, não suporto isso, mas queria poupá-la, disse que jantaria com a Sussy uma amiga dos tempo de colégio.

Tomei um daquele banho que até a alma é lavada, perfume, um short preto de tecido que revelava, mas era discreto, uma blusa vermelha também discreta, brincos, relógio que eu gostava muito, maquiagem leve, pronto eu estava pronta pra ela.

Cheguei na porta da casa dela, parei, suspirei, pedir a Deus pra Ele me ajudar a vê-la feliz com o marido e a filha, para vê-la feliz. Acho que era até bom vê-la assim, quem sabe assim eu não desencanava de vez e partia para um novo relacionamento.

Bati na porta e fui recebida por um par de olhos ansiosos, famintos, que pareciam um reflexo dos meus. E agora, o que vou fazer comigo, com meu coração? Diante dessa mulher que parece querer tanto quanto eu.

Fernanda Tahann 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO IV


Sabe quando você tentar vê, lê os pensamento de alguém, essa era eu. Ficamos parada uma olhando para outra com um banco entre nós.

Tentei colocar a mulher forte que mora em mim, então sorri, fui ao encontro dela para dá aquele beijinhos educado tão típico da nossa forma de cumprimentar, mas ela colocou a mão no meu colo. Fiquei dura, será que ela tinha tanto nojo do que tinha acontecido entre nós que não suportava nem minha proximidade, acho que devo ter deixado isso claro que a ouço diz.

- Ei moça brava só acho que a eu mereço um abraço não esses beijinhos sem graças. Disse já rodeando o banco, ficando na minha frente, me abraçando, abraçando tanto que me vi envolvida naquele perfume que era o mesmo, senti a maciez do a sua pele, controlei minha vontade de beijar aquele pescoço, mas suspirei naquele mundo de perfume que saia dela.

- Como você está? Faz tanto tempo que não nos vermos? Sentir saudade, acredita? Ela foi falando meio nervosa sem muito controle.

Sentamos naquele banco, a lua cúmplice saiu de entre as nuvens, iluminou a noite, iluminou aquela mulher que sempre seria perfeita pra mim.

Ela me ofereceu um gole do vinho que estava tomando, mostrei pra ela meu copo com cerveja indicando que não misturaria bebidas.

Tentei vê-la como uma velha amiga mas não era possível, tudo em mim reagia a ela, parei de tentar o impossível, passei só a me controlar, falamos das vezes que sentamos naquele banco e conversamos. Eu como um boba sorria de cada bobagem.

Eu falei da minha vida profissional, que estava bem, tentei contar casos engraçados, porque vê-la sorrir sempre foi um prazer, falei do que gostava de fazer, tentei evitar a todo custo falar da minha vida pessoal.

- Você casou? Ela pergunta

- Sim. Falei olhando pra ela, que fugiu do meu olhar correndo. 

- Com uma mulher? Pergunta olhando pra mim.

- Sim com uma mulher. Respondo sorrindo, para uma mulher que me olha séria, que parece sofrer com essas respostas, mas eu já fantasiei tanto que posso está fantasiando tudo.

- Vocês ainda estão juntas? Pergunta sem olhar pra mim.

- Ah! não esse papo está ficando muito sério, vamos relaxar. Você fica aí quietinha que vou lá dentro pegar bebidas pra gente, então você vai me falar da sua vida.

Entrei no salão de festa, um sem número de cumprimento, eu tentando ser gentil, mas louca pra voltar para aquele lugar, para aquele fio de esperança que estava nascendo no meu coração. Finalmente peguei as bebidas, voltei quase correndo fingindo não ver muita gente.

- Desculpe a demora, mas é muita gente pra falar, mas estou aqui, e como combinado você vai me falar de você. Só então olhei em volta, vi que estava sozinha. Uma vozinha falou quase chorando: "você esperava o quê?

Será que ficaria sempre assim, passaria a minha vida alimentando uma esperança,  sentindo esse desejo louco que era sou meu. Sentei, tomei minha latinha, olhei para minhas mãos, quase com tristeza vi que tive o cuidado de trazer um copo já que ela nunca bebia direto na latinha. Um sorriso triste vem sem que nem perceba, será que ela tem alguma lembrança minha, enquanto eu sou cheia de lembranças dela.

Volto para o salão, converso muito, sorrio outras tantas vezes, muitos abraços, e finjo, finjo muito que está tudo bem. Uma duas horas depois volto pra casa, como sei que não vou conseguir dormir fico rodando sem direção. A lua convida ao amor, a solidão dói, mas dói principalmente saber que vivo presa num momento que foi só meu.

A cidade que fui criada é pequena, a violência aqui é só as fofocas, aqui as pessoas brigam de noite e fazem as pazes na manhã seguinte, então dá pra andar de madrugada sem medo. Cheguei na beira rio desci do carro, resolvi sentar em um dos bancos a noite estava tão linda, essa noite, podia ter sido essa noite.

Fiquei me questionando se não estava na hora de esquecer tudo, sei lá, de fazer terapia, de tentar esquecer tudo, de deixar realmente uma outra mulher entrar na minha vida. Porque será que não tinha um remedinho na farmácia pra fazer a gente esquecer o amor.

- Bem que você podia me ajudar a beber essa garrafa de vinho?

Eu nem liguei, devo está confundindo sonho e realidade, continue com os olhos fechados sentindo aquela brisa gostosa, porque aqui no Maranhão é muito quente

- Poxa minha companhia é tão ruim que você está fingindo dormir? Sinto uma mão conhecida tocando minha perna.

Abri os olhos devagar, olhei para o lado, lá estava ela, sorrindo, tão, tão perfeita.

- Você me largou lá. Reclamei

- Sabia que você não iria consegui voltar com a rapidez que você acreditava, então resolvi sair dali, precisava de ar, precisava pensar, então vim pra cá, que se você lembra é um dos meus lugares predileto. Como se eu não lembrasse de tudo que dizia respeito à ela.

- Encontrei um pessoal ficamos aqui, depois fui pra casa, mas por algum motivo não consegui entrar em casa, resolvi voltar. 

- Que bom que você voltou. Falo colocando minha mão na sua perna, ela reage como se tivesse queimando, como se estivesse com nojo, sei lá, ela se encolheu toda. Tiro a mão com rapidez.

- Desculpa, foi sem nenhuma intenção. Tento me explicar.

- Pare, pare você sabe que não é nada disso. Tenta se explicar.

- Deixa pra lá. Encerro a discussão. 

- Bom, eu estava passando e te vi, lembrei que tinha um vinho geladinho, copo e gelo que comprei para o papai levar pra roça, mas pensei que nós podíamos beber, conversando.

- Claro, vamos beber.

Ela foi buscar copos que na realidade deveria ser taças porque ela era cheia de etiqueta. Dito e feito lá vem ela com taças a única coisa errada era o gelo.

- Bom assim a gente não tem que colocar a garrafa no gelo.

Ela sentou ao meu lado, eu morrendo de vontade de perguntar se seu marido não iria estranhar que ela ficasse tanto tempo fora de casa. Por que ele a deixou sozinha? Mas fiquei quieta.

Começamos a falar do rio, que está mais seco, falando da cidade, mas a todo minuto ela procurava meus olhos, parecia querer, eu já tinha me enganado tanto que agora eu com cerveja e vinho pra me ajudar não acreditaria em nada do que estava vendo.

Conversamos muito, com a bebida, o desejo reprimido, os toques se tornaram frequentes, nossos olhos agora não fugiam mais, parecia que via meus olhos refletidos nela. 

Numa certa altura da madrugada quando minha mãos estava sobre o banco, sinto sua mão sobre a minha, sei que é mais que um simples toque, nos olhamos, não dava mas para negar eu queria muito essa mulher, foi virar pra ela e vê aquela boca cada vez mais perto da minha, até que o tão esperado beijo aconteceu, foi trazê-la pra mim, sentir aquela boca macia, aquele corpo que me tirava a capacidade de pensar, apertei aquela mulher ao meu encontro, senti aquele cheiro, aquela língua, me senti derretendo. Sou incapaz de dizer quanto tempo o beijo durou só sei que quando abri meus olhos vi os primeiros raios de sol. Ela se afastou assustada e disse que precisava ir embora, se levantou dizendo que me ligaria, saiu quase correndo me deixando novamente com aquele gosto de paixão mal resolvida na boca.

Fernanda Tahanm 

Meninas espero que vocês estejam gostando da história, se não for pedi muito deixe um comentário, me deixe saber onde errei, onde acertei.