quinta-feira, 12 de maio de 2016

NASCE A PAIXÃO I - (Conto Erótico)

Crescemos numa pequena cidade, famílias de valores tradicionais, onde mulher foi feita para o homem e este para ela, qualquer um que quebre esse paradigma se transforma num pária social, motivo de risinhos, piadas, cuxixos. Na nossas famílias, família é aquela formada por mulher e homem. Por isso esse universo gay sempre esteve muito longe da nossa realidade.
Nossos pais são amigos, portanto desde que me conheço por gente somos amigas, crescemos juntas, estudamos na mesma escola, acho até que namoramos os mesmo garotos, claro que em época diferentes. Sabe aquela expressão popular "unha e carne" somos nós duas
Sempre tivemos uma necessidade de está perto uma da outra, não lembro de ter ido a nenhuma festa sem você, mas isso ninguém estranha. Era até engraçado porque mesmo namorando com garotos, a gente sempre dava um jeito de voltar pra casa juntas.
Lembro que as coisas começaram a mudar numa noite em que tínhamos bebido um pouquinho mais, fomos dormir juntas como já tínhamos dormindo milhares de vezes, só que nessa noite foi diferente, porque foi sonho, ou aconteceu realmente eu nao sei, só sei que acordei com a certeza que tínhamos nos beijado agora se foi sonho ou realidade não sei, só sei que acordei abraçada com ela, e era tão bom tê-la junto a mim, a sensação era tão maravilhosa que fiquei ali o máximo que pude, acho que ela também. Depois fingir que acordei e fui brincando com o que a bebida faz, ninguém trocou uma palavra sobre o que podia ter acontecido, até porque eu não sabia o que tinha acontecido.
A vida seguiu, continuamos namorando meninos é claro, continuamos saindo, brincando, sendo amiga, mas alguma coisa mudou entre a gente naquela noite. Agora vivia sentindo meu corpo pegar fogo quando ela estava perto, agora nossos olhos viviam se encontrando, se buscando. Agora quando por algum motivo ela me tocava eu quase pulava e agora a gente se tocava tanto. O engraçado é que passei a morrer de vergonha de ficar nua na frente dela, parei de falar dos meus namorados. Por falar em namorados, nenhum me fazia sentir a metade que sentia por ela, sinceramente eu morria de medo de tudo aquilo. 
Se meus pais descobrissem, mas o que tinha a descobrir mesmo, não tinha acontecido nada, ou será que tinha? A única certeza que tinha era das milhares de vezes que tinha ouvido que "todo gay vai queimar no fogo do inferno" da passagem bíblica que diz que o homem não pode se deitar com outro varão como se esse fosse uma mulher e vice-versa, tudo isso me apavorava, mas minhas mãos passaram a ficar gelada quando a via, foi aí que entendi a expressão "borboletas no estômago" corpo ficava frio, quente, minhas mais pareciam ter vida própria tal a vontade que tinha de tocá-la.
Parecia que existia um acordo entre nós, paramos de sair juntas quando estava com nossos namorados.
Quando não podíamos evitar tais encontro, quando estes acontecia era um contrangimento só, eu evitava qualquer tipo de contato, e quando a via trocando qualquer tipo de carinho com seu namorado meu estômago queimava, minha vontade era ir lá tal a raiva que sentia, depois de um tempo simplesmente parei de namorar, passei a querer ficar ainda mais na sua companhia
A situação se estendeu, com nossos olhos, nossos corpos gritando que se queriam, como minha boca desejando a boca dela, querendo senti o sabor daquela pele.
Num final de semana em que nossos pais foram para um retiro da igreja ficamos em casa porque o vestibular se aproximava e tínhamos que estudar, ao menos foi essa a desculpa que usamos sem ao menos combinar nada, então pra todos os efeitos ficamos pra estudar, mas como estudar se meus hormônios não me deixava pensar em nada além dela.
Nossos pais viajaram ela veio pra minha casa, ela iria passar o final de semana comigo porque assim teríamos mais tempo pra estudar. Passamos o dia de sábado inteiro estudando, ou melhor fingindo que estudávamos. A noite saímos até o hamburgao da esquina, voltamos pra casa num silêncio total.
Tomamos banhos, trocamos de roupa e eu sugeri que a gente podia ir para o quarto dos meus pais porque a tv era melhor pra vê um filme, assim fizemos.
Agora estávamos ali, eu suadando apavorada, negando a todo momento que não era lésbica, mas ali estava o meu corpo em brasa negando tido que me afirmava a todo instante.
Ela estava deitada ao meu lado, eu morrendo de vontade, ela ali pronta, esperando, eu não sabia o que fazer, morrendo de vontade e de medo. 
Quase pulo quando ela discretamente toca minha mão, aperto a sua, sabe aquele instante em que você sabe que vai mudar sua vida. Esse era o instante, se deixasse acontecer não teria mais volta.
Ela me olhou, se aproximou, ou foi eu, não faço ideia, só sei que quando dei por mim eu estava beijando ou sendo beijada por ela. Ninguém disse nada, apenas sabíamos que aquela era a nossa noite. Lembro que nos beijamos um tempão, nossos corpo cada vez mais sedentos e mais próximos, morri de medo de dá o segundo passo, mas coloquei minhas mãos trêmulas, geladas embaixo da sua blusa.

MENINAS PUBLICO A SEGUNDA PARTE DO CONTO NO SÁBADO, ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM E SE PUDEREM DEIXAR UM COMENTÁRIO EU ADORARIA.

Fernanda Tahann 

Meninas se vocês quiserem lê muito contos é só ir no Wattpad da Fernanda Tahann