sexta-feira, 15 de abril de 2016

ACORDAR AO SEU LADO

Abro os olhos com teu corpo enroscado ao meu. Acordo com aquela sensação perfeita de mulher bem amada, satisfeita porque sei que o amor entre nós é recíproco 
Penso em tudo que vivemos, em tudo que construímos, relembro noites de amor que vivemos, de como ela se entrega completamente a mim, e em todo meu ser explode de amor por ela. Quando fazemos amor é tudo tão perfeito, o prazer que dividimos é tão grande, tão completo que a vontade que tenho e capturar esse momento, não deixá-lo terminar nunca.
Quero te prender em meus braços e manter esse gosto de amor na boca, continuar vendo a vida com esse cheiro de felicidade.
Tenho até medo de mexer e te acordar. Por um instante lembro de tudo que sofremos, tudo que enfrentamos, em quantas vezes choramos nos braços uma da outra até conseguimos ter nossa vida, assim, simplesmente nossa. Muito delicadamente te aperto no meu peito e beijo sua cabeça, ela por instinto ou por sentir meu amor, se aconchega ainda mais em mim e suspira.
Tento sair pra te fazer uma surpresa, te trazer café na cama, mas ela acorda, abre os olhos, e sorrir pra mim com tanta delicadeza, tanto amor que meu coração aperta de felicidade. Me pede pra ficar, me beija, pergunta que hora são e me lembra que hoje é feriado, então o dia é nosso, eu como sempre chata, tento tirá-la da cama, mas ela preguiçosa consegue me manter ali. Termina me prendendo ao seu corpo e dorme novamente. Olha para aquele corpo que amo, toda entregue, tranquila um sorriso surge no meu rosto, penso em como amo essa mulher.
Fico ali com ela no meu colo, lembro de quando nos conhecemos. Tudo aconteceu quando fui com a Katia num churrasco na casa de uma amiga dela, até ai nada de especial. Lá encontrei umas quinze pessoas que não conhecia, mas nada que umas cervejinhas não resolvam, no final do churrasco já conversava com todos como velhos amigos, mas de maneira muito mais intensa com a Laura, depois daquele dia não nos desgrudamos mais, saímos sempre juntas, conversamos muito pelo telefone, chegou um momento em que tinha certeza que não conseguiria dormir sem o boa noite dela. 
É preciso esclarecer que até encontrá-la nunca tinha si quer olhado para outra mulher com desejo, até ela acreditava piamente que era muito hetero, apesar de nunca ter vivido um grande amor já tinha namorado muito, teve até ocasiões em que acreditei está apaixonada, mas logo descobria que era só fantasia.
Nossos encontros continuava, nossa amizade se tornava cada dia mais grude, até um dia em que sair com o Batista um amigo meu e encontrei a Laura num bar que costumavam ir com uma mulher, minha primeira reação foi ir até ela, mas como o Batista estava conversando com uns amigos dele esperei mas fiquei olhando para as duas, tudo ali começou a me incomodar, a forma como a outra mulher olhava para a Laura, como parecia que as duas estavam trocando segredo, detestei quando a mulher toca na mão dela, odeiei o fato da Laura não retirar a mão, deu uma vontade enorme de ir lá, de perguntar o que estava acontecendo, mas com que direito eu podia fazer isso? E por que fazer isso? Acho que fiquei meio doida, porque esse gosto amargo na minha boca era ciúme, era muito ciúme. Neste instante o Batista olhou na direção dos meus olhos, sorriu e disse que finalmente a Laura estava começando um novo relacionamento, acho que devo ter feito uma cara de idiota, porque ele sorriu e perguntou:
- Não acredito que você não sabia que a Laura é gay? Você é lesada menina.
Eu não quis ir lá porque aquela situação me incomodava muito, pra dizer o mínimo. Uma duas horas depois quando a Laura ia embora percebeu nossa presença, foi até lá, nos cumprimentou, mas dessa vez quando eu a toquei minhas mãos estavam geladas, quando seus lábios tocaram meu rosto eu tremi. Ela recusou meu convite pra se juntar a nós e foi embora.
Fiquei muito abalada com o que estava acontecendo comigo. Lembro que quando cheguei em casa estava louca pra ligar para ela, mas não liguei. Não liguei também no dia seguinte, ela também não me ligou, na minha cabeça ela estava vivendo momentos paixão intensa e isso me deixava possessa. 
Quando cheguei do trabalho ela estava na casa dos meus pais, porque apesar dos meus 30 anos ainda moro com meus pais. Fui até lá brinquei dizendo que a noite dela deve ter sido maravilhosa, ela nada respondeu sorriu somente, o que fez ter vontade de ir lá, fazer o que eu não sei.
Ela terminou ficando para o jantar, foi embora lá pelas 22 horas, mas eu não conseguia me comportar com naturalidade com ela, passei a olhar para seus lábios, imaginar como seria seu beijo, comecei a desejar mesmo que ela me abracasse de verdade. Antes de ir ela me perguntou se estava tudo bem, porque eu estava estranha. Respondi que estava tudo bem. 
Ela meio que foi sumindo da minha vida. Eu meio que enlouquecendo com isso. Até um dia que saímos e ela dormiu na minha, é no meio da noite eu simplesmente não conseguia dormi enquanto ela parecia dormia como um anjo, então tive a ideia de beijá-la, ela estava dormindo mesmo nem ia perceber. Então fiquei de lado, olhei um tempão para ela, deu uma vontade imensa de tocá-la, então fui lentamente me aproximando daqueles lábios que pareciam o paraíso, quando beijei senti uma emoção completamente diferente pra mim. Não sou capaz de precisar em que instante ela acordou, só sei que de repente senti os braços delas me envolvendo, sua boca correspondendo o beijo, e essa foi a primeira vez que fizemos amor. Depois de enfrentar minha família, de superar os medos estamos aqui há 6 anos casadas, há 6 anos muito feliz ao lado dessa branquela que amo.
Acho que devo ter me movimentado porque ela acordou, toda preguiçosa, ficamos namorando um pouco, a única forma de tirá-la da cama é despertando o desejo dela, então a convidei para tomar banho junto comigo, convite aceito e lá vamos nós para o banho entre beijos abraços e lembranças de uma amor lindo que vivemos.
A água está fria, ela entra debaixo do chuveiro pulando, eu tento adiar minha entrada ali, mas ela inesperdamente me puxa e quando dou por mim estou ali sendo aos beijos com essa mulher incrível que me torna todo dia um pouco mais feliz. Esses beijos vão se aprofundando, seu toque vai ficando mais exigente, seu corpo colado ao meu, aquele calor do desejo tão conhecido explodindo em cada parte de mim.
Ela me prende contra a parede do box, tua respiração está acelerada, nosso quadril parecem querer se penetrarem. Ela abandona minha boca, beija meu pescoço, dá leve mordidas na minha orelha, sussurando que me quer gozando na sua boca, arrepios percorrem meu corpo, minhas mãos percorrem teu corpo.
Tua língua passa suavemente por meus mamilos, é impossível não gemer, quero tanto esse prazer, mas está muito frio, te convenço a fazer isso na cama.
Pego o sabonete e percorro teu corpo, ela fecha os olhos e se entrega ao prazer desse toque. Quando toco seus seios o corpo dela se arrepia, desço um pouco mais, sua respiração acelera, desço, desço e agora estou entre tuas pernas, que quando entro, sinto teu corpo tremer, te sinto molhada, desejosa, sedenta de mim, não resisto e deixo o sabonete cair, abraço teu corpo, invado teu corpo com minha língua e continuo te tocando, com minha mão livre toco teu seio, ela geme, a levo até a parede, toco de leve com delicadeza, quero o gozo delicado do teu clitóris e sei que ele está vindo, ela morde meu ombro, me abraça e diz que vai gozar, que está gozando.
Teu corpo treme gozando em meus braços, depois fica um longo tempo me abraçando.
CONTINUA 
FERNANDA TAHANN 
Wattpad: Fernanda Tahann 

sábado, 2 de abril de 2016

ELE, EU E MEU CIÚME - Final (Conto Erótico)

Ligo, ela atende, conversamos normalmente, então pergunto se ela pode me encontrar porque precisamos conversar, acho que ela intuiu que algo estava errado, porque pude ouvir o suspiro do outro lado da linda. Combinamos tudo, ela viria a tarde.
Na hora do almoço me manda uma mensagem dizendo que não pode vim porque tem um problema no trabalho pra resolver, respondo que tudo bem, mas tudo bem nada, começo a questionar cada eu te amo, será que tinham sido verdadeiros, cada vez que nos entregamos será que tudo não era uma grande fantasia da minha cabeça. 
Fiquei em casa, tentei vê um filme, tentei ler e nada conseguia prender minha atenção 
No sábado de manhã liguei pra ela, que atendeu, falou baixinho que me amava, que estava morrendo de saudade, que não sabia viver sem mim, mas que não podíamos nos vê no final de semana porque ELE estava com febre, com a garganta inflamada, como ele era monhoso demais ela tinha que ficar com ele. Minha cabeça parou de raciocinar, meu coração chorou. Não sei onde tirei forças, me controlei, disse que estava tudo bem. Ouvi ela mais uma vez dizer que me ama, eu disse o famoso eu também.
Fui tomar banho, acho que nunca tomei um banho mais demorado, queria que a água levasse todas as lembranças, que apagasse cada toque teu no meu corpo.
Chorei tanto
Chorei por mim, chorei por amá-la.
Chorei por amor 
Chorei por esse amor tão grande que você talvez não assumisse também por amor a sua família, a seus amigos que eram pessoas que deveriam te amar como você era, mas que você por medo não queria nem arriscar decepcioná-los
Chorei por meus sonhos que sempre a envolviam
Chorei por não saber amar de outra forma
Chorei, chorei tanto
Fui pra cama acho que o cansaço me venceu, dormir acordei já era tarde.
Resolvi limpar a casa pra cansar muito o meu corpo, dormir de exaustão a noite.
Tudo em mim queria sair de casa encher a cara, mas fiquei em casa, se ela terminasse comigo teria que admitir que era porque queria ficar com ele, teria ser honesta e não se agarrar a uma bobagem que eu pudesse fazer.
A noite foi horrível, o domingo também, ela para tornar as coisas ainda mais difíceis me cobria de mensagens apaixonadas.
Chegou o grande dia, lá pelas duas ela chega, linda, minha, perfeita ao olhos do meu amor. Sorriu, em abraçou, sussurou que estava com saudade, fomos pro quarto, nos beijamos, ficamos namorando, deu até uma vontade de deixar tudo pra lá e me contentar com o que tinha, mas parei, disse que precisava realmente conversar com ela.
Disse que a amava muito, mas não aguentava mais essa situação ela tinha que se decidir:
- ELE OU EU?
Ela tentou desconversar, tentou me dizer que não sabia o que fazer, me pedir mais tempo, mas fui firme
- ELE OU EU?
Ela me disse que não pederia largá-lo porque o amava, não dá forma como me amava, mas o amava, que sua família toda achava que eles formavam o casal ideal que o amavam também
- EU NÃO POSSO DEIXÁ-LO
Só me restava uma coisa a fazer
Acho que neste instante um anjo cuidou de mim, abri a porta e pedi para ela ir embora.
Ela tentou argumentar, mas terminou por ir chorando, mas foi.
Eu? Bom, eu acho que meu coração virou poeira.
Sentei na cama, morrir um pouquinho a medida que o tempo passava
Acho que anoiteceu, amanheceu e eu estava ali no mesmo lugar, paralisada, sem chão, sem futuro, sem mim.
Fui trabalhar, agradeci a Deus por as férias de final de ano estarem chegando.
Ela me ligou milhares de vezes, nunca atendi nenhum.
Ela mandou milhares de mensagens nunca lidas
Eu liguei milhares de vezes pra ninguém, porque a mulher que amava era uma fantasia
Escrevi milhares de declarações de amor para a mulher dos meus sonhos que não era ela, portanto nunca enviadas
Tudo em mim doía, até a água no meu corpo doía, era um sacrifício imenso comer, fazia isso por amor a minha mãe que está deseperada com o meu estado de espírito 
O tempo passou, pedir 14 quilos de dor, dor, dor
Algumas amigas em comum, me falavam dela, de como ela tinha emagrecido, como devia está acontecendo algo grave porque ela parecia está sofrendo muito. Eu solenemente ignorava cada um dos comentários.
As férias chegaram, fui para cidade em que morava minha irmã 
Lá costumava todos os dias dá longas caminhadas na praia
Passaram as festas de final de ano.
Passou o mês de janeiro, minha mãe me ligava, sempre me falava dela, que ela tinha ligado, que tinha ido visitá-la. Até que um dia pedir a paciência, disse que se ela perguntasse por mim dissesse que eu estava bem, que estava procurando um amor real, que estava tento ser feliz.
Fevereiro chegou entrei com um pedido de licença, não tinha a menor condição de voltar ao trabalho
Março chegou e com ele veio um céu tão azul.
Já conseguia dormir sem acordar chorando
Já conseguia sorri realmente de uma piada
Já conversava sem aquela vontade de cair no choro.
Um dia estava andando na praia, quando vi uma mulher vindo em minha direção, por um momento achei:
- Agora enlouqueci de vez estou tendo alucinações 
Quanto mais próxima ela chegava mas certeza eu tinha que ela era.
Parecia mais magra, com um andar cansado
Um corpo tão frágil que o vento da praia parecia capaz de levá-lo
Era ela realmente, deu uma vontade imensa de sair correndo, abraçá-la, de enchê-la de beijos, mas aí lembrei que agora seríamos só amigas.
Quando ficamos em frente uma da outra tudo que ela fez foi cair no choro. Eu a abracei, como abraçaria qualquer amiga, mas tenho certeza que meu corpo tremia, ela falava entre soluços que me amava, que tinha dito pra todo mundo que me amava, até pra minha mãe, pra ela poder dizer onde eu estava, disse que tinha separado, que se eu quisesse pediria até demissão por o lugar dela era onde eu estivesse e olhou pra mim toda chorosa e perguntou:
- Você me perdoa?
- Você ainda me quer?
Como não querer aquela mulher que tinha o dom de me dá vida.
A abracei ali mesmo, beijei, beijei e beijei sem nem ligar pra ninguém, era ali que residia minha felicidade
Fomos pra casa da minha irmã que trabalhava o dia inteiro, que não chegaria antes das 21 horas, então teríamos o apartamento só pra nós 
No caminho foi um eterno pedido de desculpa.
Mal fechei a porta do apartamento ela veio pra cima de mim, arracamos nossas roupas quase com raiva por elas serem uma barreira. Fomos para meu quarto deitei e a puxei sobre meu corpo. Meus braços apertam aquele corpo que amado. Nossos ventre se procuravam em busca de um prazer tão nosso. Ela beija meu colo, sua boca segue um caminho tão conhecido. Ela passa a língua bem devagar, de leve nos meus seios que ofereço a ela, agora ela quase come cada um deles. Meu ventre que se abre, se oferecendo a ela. Os dedos dela me tocam, sentem como sua mulher a deseja e está entregue a ela. Meu corpo quase pede, meu ventre se move em direção da sua boca. Sinto a respiração dela entre minhas pernas, quase gozo, tal a saudade dessa boca. Sinto a pontinha da tua língua úmida entrando, tocando meu clitóris, lambendo, chupando. Sem perceber minhas mãos pressionam sua cabeça. 
É impossível controlar, o som dos meus gemidos invadem o quarto, peço por ela, peço "por favor me faça tua mulher". Sinto a língua dela me lambendo, os dedos dela entrando e saindo de mim.
Gozo, grito, gozo
Ela vem linda, tão amada, recebo um monte de beijos, e mocinha agora é minha vez de te matar de prazer.
Beijos o corpo dela, viro seu corpo, porque você adora que eu beije suas costas, beijo, passo minha língua, ela geme, mexe teu quadril ao encontro do meu
Beijos, beijos, lambo, quero teu gozo
Meus dedos a tocam e constato que ela me quer, sinto o seu mel nos meus dedos, mas quero lamber, sugar essa fonte que adoro
Enfio minha língua nela que geme, fala alguma coisa que não sou capaz de entender, porque adoro esse cheiro, esse sabor
Saboreio a mulher que amo, ela grita, oferece teu ventre a minha boca, tuas mãos impacientes pressionam minha cabeça
Ela, geme, pede, promete, goza lindamente e eu bebo cada gotinha desse vinho de amor que você me dá. 
Vou ao teu encontro, ela abre os olhos, sorrir pra mim, e há tanto amor entre nesse olhar que tenho vontade de chorar de felicidade.
Hoje a única certeza que tenho é que valeu a pena cada dor, cada mudança porque somos um casal tão feliz. Nos pertencemos e cada dia descobrimos uma nova forma de amar. 
BOM MENINAS PUBLICO OUTRO CONTO ASSIM QUE ESSE COMPLETAR 60 COMENTÁRIOS. 

                   Fernanda Tahann