Depois do tapa, minha vontade era correr atrás dele, brigar, rolar no chão, mas sabia que assim o escândalo seria pior. Pensei em ligar pra ela contar o que estava acontecendo, mas sabia que se ela me visse assim no mínimo ele seria preso, então pensei em minhas filhas, na decepção que já seria imensa, decidi ficar quieta. Fui ao hospital, devo ter sido mais uma mulher que chegou com a desculpa de que caiu e bateu a cabeça, porque a pessoa que me atendeu fez uma cara de "sei" quando contei essa estória. O corte levou 4 pontos. Fui pra casa, morrendo de vontade de ligar pra ela, me controlei, peguei o celular, tinha ligações, mensagens, retornei disse que estava tudo bem, que a amava, que iria resolver essa situação, que sabia que minha felicidade estava ao seu lado.
Ela queria me vê, mas como vê-la com aquela cara?
Fiquei em casa esperando ele chegar. A verdade seria dita, essa situação se resolveria hoje. 14 horas e ele não tinha chegado, 16 horas e nada, de madrugada ele chega bêbado pedindo perdão, dizendo que sempre me amou, mas que eu nunca o tinha amado, pior é que tristemente ele tinha razão, sempre tive carinho e agradecimento por ele, mas nunca amor. Agradecia a ele por minhas filhas, por todos esses anos de companheirismo, mas amor, amor em estado bruto, amor que te completa, que faz você querer proteger, querer fazer a outra feliz, isso eu só senti com ela, no colo, nos braços dela.
Eu chorei, chorei por vê aquele homem tão forte destruído, mas o que fazer se minha felicidade estava em outros braços? Eu nunca mais abriria mão de mim por ninguém.
O coloquei na cama, fui dormir em outro quarto, de manhã quando levantei ele já tinha saído, parecia está fugindo de um conversa que seria inevitável. Lá pelas dez ela me liga, querendo saber de tudo, querendo ir me buscar, querendo que eu saísse de casa, com uma infinita paciência eu a fiz entender a me dá mas um tempinho. No final da tarde ele volta pra casa, tentei conversar mas ele disse que iria tomar banho. Sentei na cama e esperei. Quando ele saiu do quarto não dei tempo pra nada, só despejei toda a verdade. Disse que estava apaixonada, que iria sair de casa, que iria morar com ela, que nunca na minha vida tinha sido tão feliz. Ele me olhou com tristeza e me perguntou se nessa minha loucura eu por um momento tinha pensado na nossa família, principalmente em nossas filhas. Respondi que vivi minha vida inteira para minha família, agora viveria para mim. Que amava profundamente minhas filhas, que esperava que elas entendesse minha nova vida, mas neste instante não abriria mão desse amor por nada, até porque nenhuma delas precisam de mim pra nada
Levantei me sentindo a mulher mais livre do mundo, corri, corri tanto na direção onde parecia está minha felicidade, corri para aquela mulher, corri para aquele colo, corri para aquele amor que me fazia tão mulher. Parecia que a distância só aumentava, parecia que não chegava nunca. Bati naquela porta, no que pareceu uma eternidade ela se abriu, quando olhei para aquele rosto tão amado, vi o cansaço, a insegurança e tanto amor que mergulhei naqueles braços, naquele amor. Ficamos assim quietinhas abraçadas, parecia que naquele abraço estávamos no prometendo, nos sarando.
Ela me trouxe para dentro do quarto, só aí viu o curativo, foi engraçado vê-la tão zangada, querendo ir lá tomar satisfações com ele, querer prendê-lo, me senti tão protegida, sei que parece bobagem mas foi assim que me senti. Trouxe ela para os meus braços, a cobri de beijos, morri de sussurar que a amava, ela foi relaxando, lembrei pra ela que ele era o pai das minhas filhas, que tinha passado, que o escândalo já seria muito grande, então que deixássemos com estava. Ela beijou com tanto carinhos meus olhos, todo o meu rosto, era tanto amor em cada toque. Suas mãos pareciam que queriam me guardar, parecia que eu era um tesouro, deu um vontade imensa de chorar, uma vontade de eternizar todo aquele amor. Ficamos assim, namorando, nos prometendo, nos curando.
Sou incapaz de te dizer quando a paixão chegou, só sei que senti a respiração dela ofegante, seu quadril comecar a se mover sobre o meu, automaticamente abri minhas pernas e alojei aquela mulher entre minhas pernas. Ela me olhou:
- Eu te amo
- Vou cuidar de você, te ser fiel, vou tentar te fazer feliz até o fim.
E me beijou, desceu beijando meu pescoço, lambeu, enfiou a língua devagar na minha orelha, meu corpo arrepiou inteiro. Movi ainda mais meu quadril ao encontro do dela. Tiramos nossas roupas. Agora nossos corpos nus tentavam se penetrarem. Minhas mãos passeavam por aquele corpo que adorava o cheiro, o gosto. Minha língua sugava seus seios, um depois o outro. Meu quadril rebolava sobre o dela, que se abria para me receber, ela estava tão excitada quanto eu.
Minha mão desceu até aquele triângulo Ela gemeu, pediu mais.
Sinto suas mãos passeando pelo meu corpo, ela também me toca, adoro aquele toque, meu corpo responde, arrepios me percorrem, quase grito de prazer. Ela percebendo que o gozo estava se aproximando, para, fica sobre mim, coloca sua vagina ao alcance da minha boca, e começa lentamente a passar a língua naquele triângulo. Ficamos assim uma dando prazer a outra até nossos corpos se contorcerem de prazer.
Ficamos ali perdida no amor que nos unia, meu coração sabia que minha felicidade estava ao lado daquela mulher.
Sabia que teríamos problemas, tinha a idade, tinha minhas filhas, mas sabia que poderia contar com seu apoio, seu amor. Como se lesse meus pensamentos ela me aconchegou ainda mais nos seus braços e sussurou.
- Amor, eu sempre estarei ao seu lado, sempre minha vida.
Fernanda Tahann
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