quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Final


Ela volta tão linda ao olhos do meu amor, volta sem roupa, cheirosa, pronta pra ser amada, sobe na cama, sobe em mim, abro os braços e recebo aquela mulher linda. 

Beijo, nos beijamos, entro naquela boca que quero, beijo seu colo, seu pescoço, sussuro que a amo, que sinto sua falta. Ela responde que sou o seu amor, a essa altura a única coisa certa é que desejo essa mulher. Meu quadril pressiona o dela que geme, diz que está com tanta saudade.

Na loucura da vontade ela tira minhas roupas. Eu aumento o som da tv pra abafar nossos gemidos de saudade. Ela está nua, adoro esse abraço de pernas, braços e de espíritos que acontece sempre que nos amamos. 

Sinto cada poro da tua pele. Toco seus seios, ela beija meu pescoço, meu colo, sinto sua língua passeando por meus seios. Ela suga um depois o outro, sinto tanto prazer nesse toque, meus gemidos invadem o quarto. Coloco minha perna entre as suas. Ela dança sobre minha perma e a sinto tão minha, tão molhada, tão pronta para o prazer.

Coloco minha mão naquele centro de prazer quente, molhado, liso, seus gemidos aumentam. Sigo tocando bem de leve aquela mulher, passo meus dedos suavemente ali, devargar, ela se joga na cama, só sente meu toque, se contorce, se oferece, oferece seu quadril ao encontro da minha mão, que sabe te conduzir ao prazer.

Ela me toca, sente como estou molhada, nos agarramos uma na outra. Ela me tocando e eu a ela. Nossos corpo grudado, ela mordendo o meu ombro, gritando que me quer, meus dedos perdido entre tuas pernas, sentindo ela fechando as pernas pra sentir melhor meu toque, sentindo o teu jogo de quadril esperando que a penetre, mas quero que ela goze assim só com meus dedos tocando-a. 

Ela também me toca, me seguro pra não gozar, porque quero o prazer de gozar com ela, quero ser dela e a quero  minha mulher. O gozo vem, ela grita que vai gozar, gozamos juntas, sinto suas contrações e acho que ela as minhas.

Caímos uma no corpo da outra, com um sorriso, ela diz que me ama e eu a amo demais. Ficamos quietinha saboreando esse amor tão nosso esperando nossos corpos se acalmarem.

Em meio a tudo isso alguma coisa grita em mim que esses momentos já não são mais suficiente pra alimentar a mulher que ama que sou eu.

Ela cansada da viagem dorme no meu colo, eu cheia de dores, de mágoas, com um coração cansado de ser a mulher dos finais de semanas, tão carente de uma amor definitivo, não que ela não fosse, mas queria ter uma namorada, uma companheira. Queria aniversários, natais, réveillon, queria tudo, não viver assim.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A MENTIRA QUE ME ALIMENTA - Capítulo I (Conto Erotico)

Aqui estou novamente, num hotel de uma cidade qualquer te esperando, me escondendo, escondendo um amor tão grande que me faz me perder num mundo desconhecido só pra viver um pouco desse sentimento que muitas pessoas dizem ser errado, mas é onde me sinto viva. É onde quero ficar.

Inventei mil mentiras, pra sair de uma vida que em parte é minha pra embarcar nessa história com ela. História que agora me questionava se era realmente uma história a duas. Agora quase sempre chegava a conclusão que essa história era só minha.

Viajei a noite inteira antevendo o prazer de está nos braços dela. Me alimentando, alimentando o amor, imaginando o abraço, o sorriso grande, franco, apaixonado. Imaginando também que no final disso tudo vou convencê-la que podemos ter um futuro.

Já não sou uma garota para me comportar assim, como uma irresponsável, mas amo tanto essa mulher que até me assusto com toda essa intensidade. E dói um bocado pensar em mim sem ela.

São 7 horas, chego tão cansada, me registro, como sempre perco tempo inventando uma estória sobre uma amiga que virá me encontra porque estamos viajando a trabalhos, pra seminários, pra visitar a família, é um mar de mentiras, odeio essas mentiras, essa necessidade idiota de dá satisfação pra todo mundo, mas odeio mais ainda a impressão que tenho que ela também acha esse sentimento que partilhamos errado, porque se fosse por minha vontade, quem quiser que pensasse o que quisesse, só queria ser feliz, mas acho que ela só quer me esconder, nos esconder.

Acho que no mundo dela só existimos, quando ninguém pode vê ou saber de nada, neste instante, ela me tira do armário, me deixa respirar, nos deixa respirar um pouco, me dá uma migalha de amor, me alimenta de esperanças. Era tudo tão dolorido.

Termino meu papo com o recepcionista de sorriso congelado que está pouco ligando pra uma desconhecida falante, vou pro quarto, ligo pra ela, celular fora de área, deixo um recado idiota, apaixonado, digo que estou com saudade, ansiosa, louca pra vê-la, que já estou o hotel com meu amor esperando-a.

Desço, tomo café vendo aquele mar lindo, que tem o dom de acentuar minha tristeza, meu cansaço de ser uma aventura de final de semana, acho que era só isso que era, mas ela era tudo, um tudo que no final era nada.

O tempo passa, ela como sempre demora, vou dá um volta no calcadão, o dia está nublado combinando perfeitamente com meu coração. Olho para aquele mar triste e começo a me questionar até onde essa situação vai me levar? Será que seremos só isso? Essa situação já se arrasta a anos, mas afasto esses pensamentos, não vou fazer uma DR agora, pelo menos hoje quero só saborear o prazer de tê-la. Amanhã, bom, o amanhã pode simplesmente não existir.

Sento, peço uma água de coco, fico apreciando um casal apaixonado, talvez em lua de mel, por que estão iluminados tal o amor que emitem. O celular toca, é ela me dizendo que está chegando, volto pro hotel para esperá-la.

Quando chego ela está perdida na recepção, tudo porque nunca quer se identificar, nunca deixar nenhuma pista, acho que ela se dá importância demais e nenhuma importância a mim. Meu besta coração salta ao vê aquele corpo pequeno, impaciente, aquelas mãos que preciso tanto.

Quando nossos olhos se encontram é como se milhares de pequenos raios percorressem meu corpo. Ela me olha com um sorriso no olhar, nos cumprimentamos como duas velhas amigas, mas sinto a saudade no seu corpo, do seu abraço, do cheiro, do gosto daquela mulher que queria tanto minha.

Vamos pro quarto, mal fecho a porta ela vem, me beija com loucura. Adoro esse beijos faminto, essa língua entrando na minha boca, me reconhecendo. Eu paro aquele beijo, abraço muito aquela mulher, fico um tempo assim, parada abracando-a, até que ela pergunta se está tudo bem. Eu olho aqueles olhos lindos que amo e respondo que sim, que era só saudade.

Lembro que ela tem que comer, peço um café da forma com ela gosta, é triste perceber que conheço tanto essa mulher que só quero cuidar, amar, embora nunca possa realmente fazer isso.

O café chega e tudo é tão carinhoso, a gente comendo namorando, aquelas bobagens de colocar comida na boca uma da outras, de pega comida no prato dela, acho que em ocasiões assim só queremos ter intimidade, dividi tudo nem que seja entre quatro parede o que nunca podemos dividi público.

Terminamos o café, deitamos naquela cama, estou tão faminta que não sei o que fazer com ela ali tão ao alcance das minhas mãos. Eu fico conversando, até que ela para, fica me olhando e diz:

- Você sabe que te amo muito.

E vejo aquela boca linda, que morro de desejar cada vez mais perto. Me deixando cada vez mais excitada, querendo ela todinha pra mim. Suas mãos me puxam ao encontro do seu corpo e por um instante só o que fica é desejo por aquela mulher.

                                             Fernanda tahann


Meu anjo público a segunda parte na quinta, espero que você tenha gostado e volte pra ler o final.


sábado, 26 de novembro de 2016

PERFEIÇÃO

Não existe a mulher perfeita, o seu sonho de mulher, de amor perfeito é só um sonho. 
Olhe para você, honestamente reconheça seus defeitos, seu amor também terá essas pequenas imperfeições que a fará perfeita para você.  
Não crie expectativas que nem você mesma e capaz de cumprir
Não queira que a outra seja a mulher que você gostaria de ser
A mulher que está a seu lado, ou que é o seu desejo é tão humana quanto você, portanto tente entender seus altos e baixos, suas crises, suas dúvidas
Antes de brigar, gritar, de ferir sua namorada, se pergunte se você também não está de alguma forma decepcionando-a
Viver o amor, entenda, construir uma relação não é fácil. Você fere e se fere também, mas perdoa e é perdoado.
Se você realmente quer construir um relacionamento pra vida toda, quer acordar de conchinha, ter alguém de aconchegando com quando você chegar cansada em casa. Te aconchegando com mais carinho ainda na hora da dor, tem que crescer, entender que a outra têm necessidades, defeitos e qualidades assim como você, então tenha paciência, deixe seu coração falar, se você estiver com muita raiva adie a conversa, deixe a raiva passar. Minha amiga converse, converse muito, seja carinhosa, mas deixe claro em todos os momentos que antes de amá-la você se ama, porque existe uma diferença enorme entre ser amorosa compreensiva e ser idiota.
Acho que na realidade falo demais, mas é que se pudesse daria a felicidade de presente pra todas nós, já sofremos tanto, que merecíamos o amor verdadeiro nas nossas vidas.

                  Fernanda Tahann

sábado, 19 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO - Final


Cheguei pouco depois das oito, ela me recebeu, estranhei ela está sozinha. Trocamos aqueles beijos nervosos que duas amigas trocam. Me convidou a entrar, me serviu uma cerveja num copo lindo, olhei para aquele copo, sorri, ela embaraçada perguntou o por que do riso.

- Minha amiga, você sempre foi chique, acho que vai morrer sendo.

-Para com isso moça. 

Fomos pra sala, um mesa linda, velas, um arranjo lindo de flores naturais, uma mesa para um jantar a duas, entre duas namoradas. Finjo ignorar esse detalhe, comemos, conversamos, sorrimos, eu não perguntei por ele, ela não falou nada. A noite seguiu como um roteiro escrito para dois corações apaixonados.

Terminamos, ainda tentei ajudá-la a retirar a mesa, mas minha ajuda foi recusada, fomos para a sala, sentei num sofá, ela sentou muito próxima, era estender a mão e tê-la pra mim. Não faria isso de jeito nenhum, tentava me dizer o tempo, mas o sorriso, aquela boca, aquele perfume que tantas vezes senti, tantas vezes procurei, ela foi chegando perto, quando dei por mim nossas bocas estavam tão perto que foi ir um pouquinho pra frente e o beijo aconteceu, dessa vez sem controle.

Estava tão ansiosa tão confusa, meu coração gritava de felicidade, meu corpo finalmente tinha voltado para casa, entre um beijo e outro ouço ela sussurando que me quer demais.

Sua língua vai lambendo meu pescoço, dá lambidas lentas, leves mordidas na minha orelha, me arrepio, me abro, me ofereço, ela desce me beijando, meu quadril dança ao encontro do dela. 

Ela tenta se levantar grudada em mim, seguimos nos beijando em direção ao quarto dela, um caminho que conhecia tão bem. Antes de chegámos lá nossas blusas ficaram pelo caminho, beijo seu pescoço enquanto as mãos delas brigam com os botões do meu short. 

Nos jogamos naquela cama com ela sobre mim, parecia que ela era a faminta de nós duas. Ela beija um depois o outro seios, chupa um pouquinho um depois o outro, passa a língua lentamente num bico, depois no outro. Eu pressiono sua cabeça ao encontro do meu corpo, agora sem controle estou completamente aberta. Ela continua brincando com meus seios, mas agora sinto sua mão entrando entre minha pernas, quase pulo tal o prazer desse toque. 

Beijo sua boca uma infinidade de vezes, minha mão desce devagar, até chegar entre suas pernas, brinco, torturo, toco em uma perna, depois na outra, passa a mão lentamente no grande lábios. Ela geme, diz que esse desejo é só nosso, que tentou tanto encontrá-lo em outro corpo.

Ela desce sua mão pelo meu corpo, chegando entre minhas pernas, toca naquele triângulo quase com impaciência, parece querer tanto. Ao senti seu toque acho que o ar do mundo ficou insuficiente, minha respiração, sei lá se eu estava viva, só sentia esse toque. Ela continuava me beijando, meu quadril se move ao encontro daquela mão. Ela entra, em toca, eu paro de beijá-la fecho os olhos e viro pra sentir esse toque. Ela continua me tocando lentamente, bem de leve, meu clitóris está duro, meus gemidos agora são altos, minha respiração o gozo, o grito, o desejo infinito sendo por um momento satisfeito

A vontade que tinha era beijar, beijar, morder, de literalmente comer aquela mulher. Ela deitou sobre mim, eu a abracei tanto, ela me beijou, sorriu olhou pra mim, disse que ainda tinha mais.

Agora era minha vez, fui descendo beijando, lambendo, chupando, até chegar entre suas pernas, me alojar ali, começo a passar aquela língua na minha vagina, em toda sua extensão começando de baixo e subindo. A penetrou com minha língua, ela quase grita de tanto prazer, vou para meu clitóris e ficou ali até senti o corpo dela percorrido por aqueles calafrios, aquelas correntes elétricas que o prazer provaca. Ela fechou as pernas e gozou. Subi e abracei aquela mulher até seu corpo se acalmar.


Ficamos abraçadas namorando muito tempo até que não aguentei e perguntei o que ela queria comigo, porque eu estava deixando bem claro que não era mulher pra ser amante de ninguém não. Ela levanta, olha pra mim com aquela cara de quem não está entendendo nada

- Amante? Pergunta sorrindo. Moça eu que não quero ser sua amante. Eu estou divorciada a três anos. Durante todo esse tempo quis entrar em contato, mas sabia que você estava casada. E aqui ela chorou, abracei aquela mulher que amava tanto.

- Você sabe que se você resolver ficar comigo vai ser uma batalha com meus pais, mas cansei de negar a mim a felicidade. Quero, preciso, eu sempre amei você, se você me quiser eu estou aqui pronta pra você. 

O mundo parecia tão cheio de luz, a felicidade parecia tão real que era só estender a mão e tocá-la.

Fernanda Tahann 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

NÃO ESQUEÇA O CORAÇÃO

As vezes esquecemos de quem está ao nosso lado, nos acostumamos com o eu te amo, como o está junto, com o carinho que passamos a não valorizar tudo isso.
 Esse costume nos faz vê o fazer amor como algo tão natural, aquele prazer que antes nos tirava do chão, hoje parece tão comum quanto tomar café de manhã. 
Paramos de dá valor aquilo que nos faz feliz, não percebemos que se perdermos aquela pessoa que agora nos parece sem importância a felicidade vai junto com ela.
Muitas vezes não damos valor a pessoa que esta ao nosso lado, reclamamos das ligações, do ciúme besta, vivemos pedindo espaço, não temos tempo para estar com ela, sempre temos tempo para outras coisas mas nunca para quem precisa realmente. Mas pode ter certeza, essa pessoa não estará para sempre ao seu lado.
De valor enquanto tem porque depois não adianta chorar.
Num primeiro momento após o fim você pode até não perceber a dor, mas a falta vai chegar, você reconhecerá seu coração partido, mas já será tarde demais porque aquela mulher que parecia tão sua já não mais te pertencerá, pertencerá a outra mulher, ELA MESMA.

Fernanda Tahann 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ESCOLHA VOCÊ

Nascemos num mundo com tantas regras
Desobedecer essas regras te faz um ser estranho 
E você não quer ser estranho
Então você enterra seus desejos junto com teu coração 
O problema é que desejo não se enterram 
As vezes eles gritam
Você tenta esconder, esconder seus desejos
Tenta só deixar a vida passar
Tenta fica na janela
Tenta muito ser aceita
Tenta aceitar sua infelicidade 
Pare de tentar ser aceita, quem te ama vai te aceitar como você é
Que disse que amar é errado? 
Errado é você casar sem amor
Errado é você enganar alguém que te ama
Errado é você enganar as pessoas a sua volta
Errado é você tentar se enganar.

Fernanda Tahann 

PINTE SEU ARCO ÍRIS

Você olha o mundo, tudo parece confuso
Se encaixar nele é impossível
Parece tão mais fácil se negar, tentar se moldar
Você se esconde em algum canto escuro,  tenta ser invisível
Sobrevivência é tudo que você tem
Ouve coisas do tipo: você devia fazer isso, devia fazer aquilo
É impossível segui o caminho que quase todos seguem
Mas o medo da reprovação, do desamor te leva a segui
Um belo dia você descobre que nunca houve amor nesse caminho
Descobre que suas noite são sempre solitárias 
Que quem te reprova nunca te aconchegou
O entendimento chega
Finalmente a verdade, é a verdade é que a vida é só sua, é só sua a felicidade, é só sua a dor 
Um alma doente é tão difícil de curar
Então enquanto ainda há azul no céu tente pintar seu arco íris. 

Fernanda Tahann 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO V


Depois de ela se foi ainda fiquei um tempo por ali, vendo o sol lindo surgi, a escuridão ser substituída por luz. Como queria que o marasmo, esse vazio dos meus relacionamentos fosse também substituída por um capaz de trazer o sol, de me queimar, de curar, de me fazer sentir viva. Levantei, num misto se esperança e apreensão.

Entrei no carro, suspirei e fui, sem prestar atenção em muita coisa, lembrando do beijo, da forma como ela me olhava, de como era bom tê-la perto.

Cheguei na casa dos meus pais, estavam todos dormindo. Entrei tentando não fazer barulho. No quarto tomei banho, troquei de roupa. Lembrei da minha futura dor de cabeça, então fui a cozinha peguei leite gelado muita açúcar tomei num gole só, como dizia a minha mãe quando eu era criança e ela me dava remédio. Peguei uma garrafa, tomei o máximo de água que consegui, peguei uma garrafa, fui para o quarto.

Chegando lá, deitei, fiquei um tempo revisando e revisando tudo que tinha acontecido, procurando vê o que não sabia, querendo um pista, um norte, mas só consegui ficar confusa. 

Peguei o celular, verifiquei se não estava no silencioso, coloquei no criado mudo, fechei os olhos e tentei conciliar o sono. Tomei mais um pouco de água, tentando prevenir uma dor de cabeça que costumava ser muito intensa. Não sei se foi o vinho, o cansaço só sei que surpreendentemente eu dormir fácil. Acordei, com muita vontade de ir ao banheiro acho que foi a quantidade de água, mas nada de dor de cabeça. Tentei acostumar meus olhos a iluminação do quarto, peguei o celular esperando uma mensagens, uma ligação específica e nada. 

Olhei o relógio 12:40h, bom ela ficou de ligar, então, eu não era uma adolescente apaixonada que iria ficar ligando. E quer saber, se ela quisesse ela que ligasse. Fui para o banheiro com essa firme determinação. 

Tomei banho, desci, minha mãe disse que não me acordou porque viu q cheguei de manhã, perguntou da festa, me levou pra cozinha, me serviu o almoço, me toco que sinto falta desse carinho. Ficamos conversando um tempão.

- Minha filha a Isabel ligou pra você, ela disse que ficou de te ligar, mas não tinha seu número. 

Acho que a alegria ficou estampada na minha cara, tentei me controlar, fingi que era uma ligação com outra qualquer, mas mãe parece ter o nosso manual, consegue vê além.

- Minha filha cuidado, não vá se magoar.

Fiquei quieta por alguns tempo, como não queria falar disso comecei a perguntar por pessoas pra distrair minha mãe, mas minha vontade era correr pegar aquele número é ligar pra ela, controlei um pouco.

Respirei fundo com aquele número numa mão e o celular na outra. Sabe quando você faz uma oração silenciosa pedindo pra Deus, pro anjos, para os espíritos de luz que ela não atendesse se não fosse pra dá certo.

Liguei, chamou uma vez, duas, três e finalmente ela atendeu

- Oi

-Oi

Duas mulheres nervosas, duas mulheres com medo de falarem o que não deviam, duas mulheres que sabiam o quanto tudo isso podia dá errado. Falamos de ressaca, do vinho, perguntei por seus pais, soube que estavam pra roça, perguntei por seus filhos, ela me corrigiu, disse que só tinha uma menina, que tinha saído com o pai, não consegui disfarçar o quanto saber da existência de um marido mexia comigo. Ela querendo quebrar o silêncio que se instalou perguntou por meus pais, dizendo que devia uma visita pra eles. Eu meio que comecei a responder com monossílabos as perguntas dela.

- Você quer vim jantar aqui na casa dos meus pais? Perguntou me deixando sem saber o que responder, não conseguia me imaginar segura o suficiente para jantar com a família feliz, aliás não conseguia imaginar que ela sequer cogitasse a ideia de que poderia vim a ser amante dela.

- Claro, só assim você me conta da sua vida. Respondi, seja o que Deus quiser, quem sabe eu vendo ela com o marido não esquecesse isso de vez.

Conversamos ainda mais um pouco, combinamos o jantar pra 20 horas, ela ressaltando que era algo simples, alguma coisa sorriu em mim, com ela nada era simples.

A tarde se arrastou, podia ter perguntado por ela para a minha mãe, mas não fiz isso, ela já estava desconfiada, não queria que ela se preocupasse ainda mais comigo. Não disse que iria jantar com ela, menti, não suporto isso, mas queria poupá-la, disse que jantaria com a Sussy uma amiga dos tempo de colégio.

Tomei um daquele banho que até a alma é lavada, perfume, um short preto de tecido que revelava, mas era discreto, uma blusa vermelha também discreta, brincos, relógio que eu gostava muito, maquiagem leve, pronto eu estava pronta pra ela.

Cheguei na porta da casa dela, parei, suspirei, pedir a Deus pra Ele me ajudar a vê-la feliz com o marido e a filha, para vê-la feliz. Acho que era até bom vê-la assim, quem sabe assim eu não desencanava de vez e partia para um novo relacionamento.

Bati na porta e fui recebida por um par de olhos ansiosos, famintos, que pareciam um reflexo dos meus. E agora, o que vou fazer comigo, com meu coração? Diante dessa mulher que parece querer tanto quanto eu.

Fernanda Tahann 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO IV


Sabe quando você tentar vê, lê os pensamento de alguém, essa era eu. Ficamos parada uma olhando para outra com um banco entre nós.

Tentei colocar a mulher forte que mora em mim, então sorri, fui ao encontro dela para dá aquele beijinhos educado tão típico da nossa forma de cumprimentar, mas ela colocou a mão no meu colo. Fiquei dura, será que ela tinha tanto nojo do que tinha acontecido entre nós que não suportava nem minha proximidade, acho que devo ter deixado isso claro que a ouço diz.

- Ei moça brava só acho que a eu mereço um abraço não esses beijinhos sem graças. Disse já rodeando o banco, ficando na minha frente, me abraçando, abraçando tanto que me vi envolvida naquele perfume que era o mesmo, senti a maciez do a sua pele, controlei minha vontade de beijar aquele pescoço, mas suspirei naquele mundo de perfume que saia dela.

- Como você está? Faz tanto tempo que não nos vermos? Sentir saudade, acredita? Ela foi falando meio nervosa sem muito controle.

Sentamos naquele banco, a lua cúmplice saiu de entre as nuvens, iluminou a noite, iluminou aquela mulher que sempre seria perfeita pra mim.

Ela me ofereceu um gole do vinho que estava tomando, mostrei pra ela meu copo com cerveja indicando que não misturaria bebidas.

Tentei vê-la como uma velha amiga mas não era possível, tudo em mim reagia a ela, parei de tentar o impossível, passei só a me controlar, falamos das vezes que sentamos naquele banco e conversamos. Eu como um boba sorria de cada bobagem.

Eu falei da minha vida profissional, que estava bem, tentei contar casos engraçados, porque vê-la sorrir sempre foi um prazer, falei do que gostava de fazer, tentei evitar a todo custo falar da minha vida pessoal.

- Você casou? Ela pergunta

- Sim. Falei olhando pra ela, que fugiu do meu olhar correndo. 

- Com uma mulher? Pergunta olhando pra mim.

- Sim com uma mulher. Respondo sorrindo, para uma mulher que me olha séria, que parece sofrer com essas respostas, mas eu já fantasiei tanto que posso está fantasiando tudo.

- Vocês ainda estão juntas? Pergunta sem olhar pra mim.

- Ah! não esse papo está ficando muito sério, vamos relaxar. Você fica aí quietinha que vou lá dentro pegar bebidas pra gente, então você vai me falar da sua vida.

Entrei no salão de festa, um sem número de cumprimento, eu tentando ser gentil, mas louca pra voltar para aquele lugar, para aquele fio de esperança que estava nascendo no meu coração. Finalmente peguei as bebidas, voltei quase correndo fingindo não ver muita gente.

- Desculpe a demora, mas é muita gente pra falar, mas estou aqui, e como combinado você vai me falar de você. Só então olhei em volta, vi que estava sozinha. Uma vozinha falou quase chorando: "você esperava o quê?

Será que ficaria sempre assim, passaria a minha vida alimentando uma esperança,  sentindo esse desejo louco que era sou meu. Sentei, tomei minha latinha, olhei para minhas mãos, quase com tristeza vi que tive o cuidado de trazer um copo já que ela nunca bebia direto na latinha. Um sorriso triste vem sem que nem perceba, será que ela tem alguma lembrança minha, enquanto eu sou cheia de lembranças dela.

Volto para o salão, converso muito, sorrio outras tantas vezes, muitos abraços, e finjo, finjo muito que está tudo bem. Uma duas horas depois volto pra casa, como sei que não vou conseguir dormir fico rodando sem direção. A lua convida ao amor, a solidão dói, mas dói principalmente saber que vivo presa num momento que foi só meu.

A cidade que fui criada é pequena, a violência aqui é só as fofocas, aqui as pessoas brigam de noite e fazem as pazes na manhã seguinte, então dá pra andar de madrugada sem medo. Cheguei na beira rio desci do carro, resolvi sentar em um dos bancos a noite estava tão linda, essa noite, podia ter sido essa noite.

Fiquei me questionando se não estava na hora de esquecer tudo, sei lá, de fazer terapia, de tentar esquecer tudo, de deixar realmente uma outra mulher entrar na minha vida. Porque será que não tinha um remedinho na farmácia pra fazer a gente esquecer o amor.

- Bem que você podia me ajudar a beber essa garrafa de vinho?

Eu nem liguei, devo está confundindo sonho e realidade, continue com os olhos fechados sentindo aquela brisa gostosa, porque aqui no Maranhão é muito quente

- Poxa minha companhia é tão ruim que você está fingindo dormir? Sinto uma mão conhecida tocando minha perna.

Abri os olhos devagar, olhei para o lado, lá estava ela, sorrindo, tão, tão perfeita.

- Você me largou lá. Reclamei

- Sabia que você não iria consegui voltar com a rapidez que você acreditava, então resolvi sair dali, precisava de ar, precisava pensar, então vim pra cá, que se você lembra é um dos meus lugares predileto. Como se eu não lembrasse de tudo que dizia respeito à ela.

- Encontrei um pessoal ficamos aqui, depois fui pra casa, mas por algum motivo não consegui entrar em casa, resolvi voltar. 

- Que bom que você voltou. Falo colocando minha mão na sua perna, ela reage como se tivesse queimando, como se estivesse com nojo, sei lá, ela se encolheu toda. Tiro a mão com rapidez.

- Desculpa, foi sem nenhuma intenção. Tento me explicar.

- Pare, pare você sabe que não é nada disso. Tenta se explicar.

- Deixa pra lá. Encerro a discussão. 

- Bom, eu estava passando e te vi, lembrei que tinha um vinho geladinho, copo e gelo que comprei para o papai levar pra roça, mas pensei que nós podíamos beber, conversando.

- Claro, vamos beber.

Ela foi buscar copos que na realidade deveria ser taças porque ela era cheia de etiqueta. Dito e feito lá vem ela com taças a única coisa errada era o gelo.

- Bom assim a gente não tem que colocar a garrafa no gelo.

Ela sentou ao meu lado, eu morrendo de vontade de perguntar se seu marido não iria estranhar que ela ficasse tanto tempo fora de casa. Por que ele a deixou sozinha? Mas fiquei quieta.

Começamos a falar do rio, que está mais seco, falando da cidade, mas a todo minuto ela procurava meus olhos, parecia querer, eu já tinha me enganado tanto que agora eu com cerveja e vinho pra me ajudar não acreditaria em nada do que estava vendo.

Conversamos muito, com a bebida, o desejo reprimido, os toques se tornaram frequentes, nossos olhos agora não fugiam mais, parecia que via meus olhos refletidos nela. 

Numa certa altura da madrugada quando minha mãos estava sobre o banco, sinto sua mão sobre a minha, sei que é mais que um simples toque, nos olhamos, não dava mas para negar eu queria muito essa mulher, foi virar pra ela e vê aquela boca cada vez mais perto da minha, até que o tão esperado beijo aconteceu, foi trazê-la pra mim, sentir aquela boca macia, aquele corpo que me tirava a capacidade de pensar, apertei aquela mulher ao meu encontro, senti aquele cheiro, aquela língua, me senti derretendo. Sou incapaz de dizer quanto tempo o beijo durou só sei que quando abri meus olhos vi os primeiros raios de sol. Ela se afastou assustada e disse que precisava ir embora, se levantou dizendo que me ligaria, saiu quase correndo me deixando novamente com aquele gosto de paixão mal resolvida na boca.

Fernanda Tahanm 

Meninas espero que vocês estejam gostando da história, se não for pedi muito deixe um comentário, me deixe saber onde errei, onde acertei.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

POR QUÊ?


Por que será que algumas pessoas fazem tanta falta?
Por que algumas pessoas tem o dom de despertar uma saudade sem fim?
Talvez essa falta, esse desejo seja explicado pelo fato de que quando nossos corações estão juntos é tudo tão perfeito
Talvez porque adoro vê-la sorrir
Vê aquele olhar de quem não está entendendo a confusão que se estabeleceu na sua vida desde que seu coração encontrou o meu
Adoro nossos beijos, as vezes doces, as vezes só beijos, outras vezes tão famintos, tão cheios de paixão, e quase sempre tão cheios de amor, de promessas
Quando nossos corpos nus se encontram o prazer é certo, o amor se faz e o depois é sempre tão cheio de carinho, de cuidado.
Amo cada minuto que passo ao teu lado
Quase sempre quando adormeces no meu colo meu desejo, meu corpo e meu coração fazem amor com você.
Faço com você quando minhas mãos te afagam, quando meus lábios te dão pequenos e delicados beijos, quando meus olhos tentam gravar cada detalhe teu em mim.
Quando não te tenho perto, tudo que quero é te trazer de volta
Quando te tenho perto, tudo que quero é me perder nesse corpo onde reside a minha paz, é sentir esse abraço que traz vida, cores, amor, que me faz sentir a vida
Adoro te mimar, amo te dá colo.
E mocinha o plano é te estragar pra qualquer outra boca, pra qualquer outro corpo.
Meu coração está sempre tão alerta pra você e por você.
Adoro dormir enroscada no amor, no teu corpo quente
Meu coração te embrulha, te cuida, te ama
Meu coração pede a todo momento fica comigo enquanto o amor deixar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

NASCE UMA PAIXÃO III

No dia da festa estava um pilha de nervos nervosos, nem parecia aquela advogada respeitada que entrava num tribunal, numa sala de audiência pronta pra enfrentar o mundo, e enfrentava na maioria das vezes com sucesso. Me olhei no espelho, tudo que vi foi aquela menina de a 12 anos atrás sentiu tanto amor, tanta dor por uma mesma pessoa.

Tentei me acalmar. Por que estava sendo tão idiota? Estava me comportando como uma adolescente?. Lembre-se ela te rejeitou, casou, teve filhos, deve está feliz da vida com o seu amor, sendo aceita pela família retrógrada dela. 

Experimentei todas as roupas, não gostei de nenhuma, mas agora estava tarde demais, tinha que escolher uma delas. Terminei por optar por pretinho básico, que mostrava o corpo bonito que tinha, coloquei um salto prata, brincos, colar, relógio, uma maquiagem leve e a mulher que vi no espelho, era bonita, parecia segura, era uma mulher que certamente conseguiria chamar minha atenção. Respirei fundo e fui.

Quando cheguei a festa estava animada, cumprimentei todo mundo, aquela história de como você está? Casou? Tem filhos? As perguntas de sempre, as evasivas de sempre.

Intimamente procurei por ela  o tempo todo, mas não a encontrei, cheguei a conclusão que ela não queria nem me vê, finalmente comecei a perceber que nada do que aconteceu entre a gente tinha tido importância nenhuma para ela. Acho que tudo tinha sido NADA.

Essa conclusão me aliviou de alguma forma, relaxei, tomei uma cervinhas aqui, um sorriso, uma piada, outra cerveja, o riso mais fácil, vários amigos, estava quase feliz e nessa hora eu a vi. Linda, acompanhada por um homem que sorria de alguma coisa. Nossos olhos se encontraram, acho que devo ter feito um movimento que foi interpretado por ela como se eu fosse até lá, então ela educadamente deu um meio sorriso, enfiou o braço no braço do seu acompanhante e foi falar com outras pessoas. Se precisava de um sinal que tudo era nada esse era ele.

Bom, se ela conseguia fazer de conta que eu não existia, eu também podia jogar esse jogo. Continuei curtindo a festa, me comportava como se fosse a pessoa mais feliz do mundo, exagerando um pouco por conta da bebida.

Numa certa altura da festa achei que já tinha bebido demais, peguei um refrigerante, resolvi tomar um ar, sair para a área aberta do clube que conhecia tão bem, sentei embaixo da antiga mangueira que agora não parecia tão grande. Respirei fazendo aquilo que quase todo mundo quando está altinha faz, comecei a rever minha vida, por mais que não quisesse sempre começava por ela. Quantas vezes ficamos ali conversando por horas, naquele tempo a gente vivia grudada, acho que já era apaixonada por ela e não sabia. 


Agora diante desse encontro, que imaginei tanto, de todas as formas possíveis tinha acontecido de uma forma surpreendente comecei a me perguntar será que eu fantasiei? Será que aquela noite tinha sido do jeito que lembro? Neste instante sinto uma mão no meu ombro, levanto assustada, ela está lá diante de mim, e mais um vez meu coração a viu perfeita pra mim.

- Precisamos conversar. Ela diz.

Fernanda Tahann

Menina se vocês gostaram continue acompanhando, e se quiserem lê mais visite o wattpad da Fernanda Tahann lá tem muito outros. E se não for pedir muito deixem um comentário, alegrem um coraçãozinho triste.

domingo, 23 de outubro de 2016

COMPLETAMENTE SUA


Você veio numa manhã que se tornou tarde, noite, encheu a vida com vida
A delicadeza, o teu jeito meigo, o toque quase sem toque faz de você tão única
Olhar nos teus olhos e ver a fome desperta um desejo desconhecido, arrebatador
É encantador a sua falta de consciência da beleza que está no teu corpo e no teu espírito
Te vê chegar, entrar e torcer para que você queira ficar foi tudo que fiz quando te vi
O beijo foi assustado, negado, maravilhoso
Sentir teu desejo e satisfazê-lo torna meu prazer mais completo
Te descobri e me deixar conhecer me faz todas as noite me apaixonar um pouco mais.
Então todo dia, todas as noites sou tua em cada sorriso
Sou tua toda vez que te vejo e a felicidade vem
Sou tua quando te escuto dizendo que me ama.
Sou tua em cada abraço carregado de saudade e ternura.
Sou tua quando lembro me pego sorrindo boba
Sou tua quando te vejo chegando junto com a felicidade
Sou sua, simples e completamente sua.

                        Fernanda Tahann

segunda-feira, 6 de junho de 2016

NASCE UMA PAIXÃO II - (Conto Erótico)

Lembro que sua pele era macia, que tinha um cheiro bom, que depois de tanto tempo lembrar essa noite ainda me faz fechar os olhos com uma saudade de uma noite que moldou a mulher que sou. Lembro que tirou minha blusa, eu tirei a dela, foi tão bom sentir o contato dos seus seios nos meus, quando conseguir desgrudar da sua boca, desci beijando teu colo. 

Olhei nos seus olhos que eram um reflexo dos meus, tinha o mesmo desejo, o mesmo amor. Sussurei no seu ouvido que não tinha ideia do que estava fazendo, ela sorriu e disse que também não. Me olhou e disse vamos deixar nossos corações nos guiar. Voltei a beijar aquela boca com tanto desejo, desci pelo corpo dela beijo seu pescoço, beijei o colo dela, passei minha língua nos seus seios, suguei, ouvir teu gemidos, senti tuas mãos impacientes pressionar minha cabeça, tirei seu short, ela o meu, voltamos a nos beijar, suas mãos pressionavam meu corpo ao encontro do dela agora completamente nu, suas mãos entram entre minha pernas e é como se raios atravessassem meu corpo, sinto tanto prazer que por um instante esqueço que estou beijando-a. 

Eu também a toco, ela geme, joga a cabeça pra trás, fecha os olhos e movimenta seu quadril ao encontro da minha mãos, deixo ela assim entregue ao prazer. É tão difícil me controlar o prazer que sinto é tão intenso, ela continua me tocando de leve, mas firme, estamos molhadas, excitadas, entregue a esse prazer, os gemidos agora são quase gritos. 



Ela se abre, se oferece, seu quadril se movimenta ao encontro de um prazer que vem em onda a única que nos arrebata para um mundo de prazer só nosso. Em quanto aqueles arrepios, aquela demência, aquelas contrações se acalmam ficamos abraçadas grudadas, se pudesse queria eternizar aquele momento, então ela olha pra mim e diz que me ama, eu também a ama tanto. 

Ficamos namorando um tempão, o engraçado é que depois daquele momento tive conciência que nunca tinha namorado ninguém antes dela.

O desejo renasceu ainda mais intenso, minhas mãos percorreram aquele corpo, minha boca beijou cada pedacinho daquele corpo, suguei seus seios, ela colocou sua pernas entre as minhas, nossos quadris ficaram tentantando se penetrarem, suas mãos apertavam minhas costas, eu toquei entre suas pernas e ela estava tão molhada tão pronta pra mim, ela geme, diz que me quer demais ao sentir meu toque. Sua mão também me toca e o prazer é imenso. 

Se que disséssemos uma palavra mudamos de posição, agora tenho total acesso aquela zona de prazer que agora vou saborear, apesar de está morrendo de medo de fazer tudo errado. Sinto sua respiração quente, ela a minha, sua língua vai timidamente me invadindo, não consigo evitar o gemido, sigo o mesmo caminho, ela geme, seu corpo fica tenso, vou lambendo, chupando aquela mulher. Nossos gemidos agora são capazes de acordar o mundo. O gozo chega grandioso cheio de amor, nossos corpos tremem, se entregam, se amam. 

Ficamos ali entregue a um prazer desconhecido mais completo, e já se passaram tantos anos, mas até hoje nunca em nenhum momento da minha vida fui tão mulher, fui tão de alguém como fui naquele instante, numa noite roubada onde o amor falou mais alto. Dormimos nuas, grudadas, saciadas.


O sol nasceu e com ele, a certeza de que tudo que tínhamos feito, tudo que sentíamos errado. Ela nunca quis falar sobre aquela noite, se afastou de mim, casou, engravidou. Bom, eu já não conseguia viver na mesma cidade que ela, vê-la e fingi que ela não era nada pra mim, então segui minha vida.

Estudei, trabalhei muito, sofri muitas noite me sentindo um ser típico de repulsa, aos tranco fui me aceitando, conheci a Sílvia uma mulher interessante, cheia de vida, que foi entrando devagar e quando vi estávamos envolvidas, eu demorei bastante até me sentir apaixonada por ela, então resolvemos "casar", mas tudo se resumiu a um pedido no meio de uma noite linda de carinho, quando ela me pediu para juntarmos nossos sonhos, nossa vontade de ser. Foram 7 anos juntas dos quais fomos namoradas nos primeiros 4 anos, nos outros 3 fomos amigas. Até que ela tomou coragem, deu um fim no nosso pseudo relacionamento. Hoje somos amigas, boas amigas, acho que em algum lugar ela sabia que existia uma parte de mim que ela nunca tocou. Hoje eu finalmente estou aqui, pronta para enfrentar esse fantasma que sempre me perturbou. Era bom respirar esse ar. Meu coração idiota está louco pra vê-la.

Após toda aquela festa típica da chegada de alguém amado, abracei minha mãe, meu pai, visitei algumas amigas e fui vistada por algumas, mas aquela que queria vê não veio nem eu fui. Assim passou-se os primeiros dias, até que fui convidada para ir a uma festa de uma amiga comum a nós duas, imediatamente meu coração perguntou será que ela estaria lá?


Fernanda Tahann

Esse conto é muitos outros estão no wattpad da FERNANDA TAHANN. Se você gostou comente, me diga como melhorar. 


quinta-feira, 12 de maio de 2016

NASCE A PAIXÃO I - (Conto Erótico)

Crescemos numa pequena cidade, famílias de valores tradicionais, onde mulher foi feita para o homem e este para ela, qualquer um que quebre esse paradigma se transforma num pária social, motivo de risinhos, piadas, cuxixos. Na nossas famílias, família é aquela formada por mulher e homem. Por isso esse universo gay sempre esteve muito longe da nossa realidade.
Nossos pais são amigos, portanto desde que me conheço por gente somos amigas, crescemos juntas, estudamos na mesma escola, acho até que namoramos os mesmo garotos, claro que em época diferentes. Sabe aquela expressão popular "unha e carne" somos nós duas
Sempre tivemos uma necessidade de está perto uma da outra, não lembro de ter ido a nenhuma festa sem você, mas isso ninguém estranha. Era até engraçado porque mesmo namorando com garotos, a gente sempre dava um jeito de voltar pra casa juntas.
Lembro que as coisas começaram a mudar numa noite em que tínhamos bebido um pouquinho mais, fomos dormir juntas como já tínhamos dormindo milhares de vezes, só que nessa noite foi diferente, porque foi sonho, ou aconteceu realmente eu nao sei, só sei que acordei com a certeza que tínhamos nos beijado agora se foi sonho ou realidade não sei, só sei que acordei abraçada com ela, e era tão bom tê-la junto a mim, a sensação era tão maravilhosa que fiquei ali o máximo que pude, acho que ela também. Depois fingir que acordei e fui brincando com o que a bebida faz, ninguém trocou uma palavra sobre o que podia ter acontecido, até porque eu não sabia o que tinha acontecido.
A vida seguiu, continuamos namorando meninos é claro, continuamos saindo, brincando, sendo amiga, mas alguma coisa mudou entre a gente naquela noite. Agora vivia sentindo meu corpo pegar fogo quando ela estava perto, agora nossos olhos viviam se encontrando, se buscando. Agora quando por algum motivo ela me tocava eu quase pulava e agora a gente se tocava tanto. O engraçado é que passei a morrer de vergonha de ficar nua na frente dela, parei de falar dos meus namorados. Por falar em namorados, nenhum me fazia sentir a metade que sentia por ela, sinceramente eu morria de medo de tudo aquilo. 
Se meus pais descobrissem, mas o que tinha a descobrir mesmo, não tinha acontecido nada, ou será que tinha? A única certeza que tinha era das milhares de vezes que tinha ouvido que "todo gay vai queimar no fogo do inferno" da passagem bíblica que diz que o homem não pode se deitar com outro varão como se esse fosse uma mulher e vice-versa, tudo isso me apavorava, mas minhas mãos passaram a ficar gelada quando a via, foi aí que entendi a expressão "borboletas no estômago" corpo ficava frio, quente, minhas mais pareciam ter vida própria tal a vontade que tinha de tocá-la.
Parecia que existia um acordo entre nós, paramos de sair juntas quando estava com nossos namorados.
Quando não podíamos evitar tais encontro, quando estes acontecia era um contrangimento só, eu evitava qualquer tipo de contato, e quando a via trocando qualquer tipo de carinho com seu namorado meu estômago queimava, minha vontade era ir lá tal a raiva que sentia, depois de um tempo simplesmente parei de namorar, passei a querer ficar ainda mais na sua companhia
A situação se estendeu, com nossos olhos, nossos corpos gritando que se queriam, como minha boca desejando a boca dela, querendo senti o sabor daquela pele.
Num final de semana em que nossos pais foram para um retiro da igreja ficamos em casa porque o vestibular se aproximava e tínhamos que estudar, ao menos foi essa a desculpa que usamos sem ao menos combinar nada, então pra todos os efeitos ficamos pra estudar, mas como estudar se meus hormônios não me deixava pensar em nada além dela.
Nossos pais viajaram ela veio pra minha casa, ela iria passar o final de semana comigo porque assim teríamos mais tempo pra estudar. Passamos o dia de sábado inteiro estudando, ou melhor fingindo que estudávamos. A noite saímos até o hamburgao da esquina, voltamos pra casa num silêncio total.
Tomamos banhos, trocamos de roupa e eu sugeri que a gente podia ir para o quarto dos meus pais porque a tv era melhor pra vê um filme, assim fizemos.
Agora estávamos ali, eu suadando apavorada, negando a todo momento que não era lésbica, mas ali estava o meu corpo em brasa negando tido que me afirmava a todo instante.
Ela estava deitada ao meu lado, eu morrendo de vontade, ela ali pronta, esperando, eu não sabia o que fazer, morrendo de vontade e de medo. 
Quase pulo quando ela discretamente toca minha mão, aperto a sua, sabe aquele instante em que você sabe que vai mudar sua vida. Esse era o instante, se deixasse acontecer não teria mais volta.
Ela me olhou, se aproximou, ou foi eu, não faço ideia, só sei que quando dei por mim eu estava beijando ou sendo beijada por ela. Ninguém disse nada, apenas sabíamos que aquela era a nossa noite. Lembro que nos beijamos um tempão, nossos corpo cada vez mais sedentos e mais próximos, morri de medo de dá o segundo passo, mas coloquei minhas mãos trêmulas, geladas embaixo da sua blusa.

MENINAS PUBLICO A SEGUNDA PARTE DO CONTO NO SÁBADO, ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM E SE PUDEREM DEIXAR UM COMENTÁRIO EU ADORARIA.

Fernanda Tahann 

Meninas se vocês quiserem lê muito contos é só ir no Wattpad da Fernanda Tahann 

sexta-feira, 15 de abril de 2016

ACORDAR AO SEU LADO

Abro os olhos com teu corpo enroscado ao meu. Acordo com aquela sensação perfeita de mulher bem amada, satisfeita porque sei que o amor entre nós é recíproco 
Penso em tudo que vivemos, em tudo que construímos, relembro noites de amor que vivemos, de como ela se entrega completamente a mim, e em todo meu ser explode de amor por ela. Quando fazemos amor é tudo tão perfeito, o prazer que dividimos é tão grande, tão completo que a vontade que tenho e capturar esse momento, não deixá-lo terminar nunca.
Quero te prender em meus braços e manter esse gosto de amor na boca, continuar vendo a vida com esse cheiro de felicidade.
Tenho até medo de mexer e te acordar. Por um instante lembro de tudo que sofremos, tudo que enfrentamos, em quantas vezes choramos nos braços uma da outra até conseguimos ter nossa vida, assim, simplesmente nossa. Muito delicadamente te aperto no meu peito e beijo sua cabeça, ela por instinto ou por sentir meu amor, se aconchega ainda mais em mim e suspira.
Tento sair pra te fazer uma surpresa, te trazer café na cama, mas ela acorda, abre os olhos, e sorrir pra mim com tanta delicadeza, tanto amor que meu coração aperta de felicidade. Me pede pra ficar, me beija, pergunta que hora são e me lembra que hoje é feriado, então o dia é nosso, eu como sempre chata, tento tirá-la da cama, mas ela preguiçosa consegue me manter ali. Termina me prendendo ao seu corpo e dorme novamente. Olha para aquele corpo que amo, toda entregue, tranquila um sorriso surge no meu rosto, penso em como amo essa mulher.
Fico ali com ela no meu colo, lembro de quando nos conhecemos. Tudo aconteceu quando fui com a Katia num churrasco na casa de uma amiga dela, até ai nada de especial. Lá encontrei umas quinze pessoas que não conhecia, mas nada que umas cervejinhas não resolvam, no final do churrasco já conversava com todos como velhos amigos, mas de maneira muito mais intensa com a Laura, depois daquele dia não nos desgrudamos mais, saímos sempre juntas, conversamos muito pelo telefone, chegou um momento em que tinha certeza que não conseguiria dormir sem o boa noite dela. 
É preciso esclarecer que até encontrá-la nunca tinha si quer olhado para outra mulher com desejo, até ela acreditava piamente que era muito hetero, apesar de nunca ter vivido um grande amor já tinha namorado muito, teve até ocasiões em que acreditei está apaixonada, mas logo descobria que era só fantasia.
Nossos encontros continuava, nossa amizade se tornava cada dia mais grude, até um dia em que sair com o Batista um amigo meu e encontrei a Laura num bar que costumavam ir com uma mulher, minha primeira reação foi ir até ela, mas como o Batista estava conversando com uns amigos dele esperei mas fiquei olhando para as duas, tudo ali começou a me incomodar, a forma como a outra mulher olhava para a Laura, como parecia que as duas estavam trocando segredo, detestei quando a mulher toca na mão dela, odeiei o fato da Laura não retirar a mão, deu uma vontade enorme de ir lá, de perguntar o que estava acontecendo, mas com que direito eu podia fazer isso? E por que fazer isso? Acho que fiquei meio doida, porque esse gosto amargo na minha boca era ciúme, era muito ciúme. Neste instante o Batista olhou na direção dos meus olhos, sorriu e disse que finalmente a Laura estava começando um novo relacionamento, acho que devo ter feito uma cara de idiota, porque ele sorriu e perguntou:
- Não acredito que você não sabia que a Laura é gay? Você é lesada menina.
Eu não quis ir lá porque aquela situação me incomodava muito, pra dizer o mínimo. Uma duas horas depois quando a Laura ia embora percebeu nossa presença, foi até lá, nos cumprimentou, mas dessa vez quando eu a toquei minhas mãos estavam geladas, quando seus lábios tocaram meu rosto eu tremi. Ela recusou meu convite pra se juntar a nós e foi embora.
Fiquei muito abalada com o que estava acontecendo comigo. Lembro que quando cheguei em casa estava louca pra ligar para ela, mas não liguei. Não liguei também no dia seguinte, ela também não me ligou, na minha cabeça ela estava vivendo momentos paixão intensa e isso me deixava possessa. 
Quando cheguei do trabalho ela estava na casa dos meus pais, porque apesar dos meus 30 anos ainda moro com meus pais. Fui até lá brinquei dizendo que a noite dela deve ter sido maravilhosa, ela nada respondeu sorriu somente, o que fez ter vontade de ir lá, fazer o que eu não sei.
Ela terminou ficando para o jantar, foi embora lá pelas 22 horas, mas eu não conseguia me comportar com naturalidade com ela, passei a olhar para seus lábios, imaginar como seria seu beijo, comecei a desejar mesmo que ela me abracasse de verdade. Antes de ir ela me perguntou se estava tudo bem, porque eu estava estranha. Respondi que estava tudo bem. 
Ela meio que foi sumindo da minha vida. Eu meio que enlouquecendo com isso. Até um dia que saímos e ela dormiu na minha, é no meio da noite eu simplesmente não conseguia dormi enquanto ela parecia dormia como um anjo, então tive a ideia de beijá-la, ela estava dormindo mesmo nem ia perceber. Então fiquei de lado, olhei um tempão para ela, deu uma vontade imensa de tocá-la, então fui lentamente me aproximando daqueles lábios que pareciam o paraíso, quando beijei senti uma emoção completamente diferente pra mim. Não sou capaz de precisar em que instante ela acordou, só sei que de repente senti os braços delas me envolvendo, sua boca correspondendo o beijo, e essa foi a primeira vez que fizemos amor. Depois de enfrentar minha família, de superar os medos estamos aqui há 6 anos casadas, há 6 anos muito feliz ao lado dessa branquela que amo.
Acho que devo ter me movimentado porque ela acordou, toda preguiçosa, ficamos namorando um pouco, a única forma de tirá-la da cama é despertando o desejo dela, então a convidei para tomar banho junto comigo, convite aceito e lá vamos nós para o banho entre beijos abraços e lembranças de uma amor lindo que vivemos.
A água está fria, ela entra debaixo do chuveiro pulando, eu tento adiar minha entrada ali, mas ela inesperdamente me puxa e quando dou por mim estou ali sendo aos beijos com essa mulher incrível que me torna todo dia um pouco mais feliz. Esses beijos vão se aprofundando, seu toque vai ficando mais exigente, seu corpo colado ao meu, aquele calor do desejo tão conhecido explodindo em cada parte de mim.
Ela me prende contra a parede do box, tua respiração está acelerada, nosso quadril parecem querer se penetrarem. Ela abandona minha boca, beija meu pescoço, dá leve mordidas na minha orelha, sussurando que me quer gozando na sua boca, arrepios percorrem meu corpo, minhas mãos percorrem teu corpo.
Tua língua passa suavemente por meus mamilos, é impossível não gemer, quero tanto esse prazer, mas está muito frio, te convenço a fazer isso na cama.
Pego o sabonete e percorro teu corpo, ela fecha os olhos e se entrega ao prazer desse toque. Quando toco seus seios o corpo dela se arrepia, desço um pouco mais, sua respiração acelera, desço, desço e agora estou entre tuas pernas, que quando entro, sinto teu corpo tremer, te sinto molhada, desejosa, sedenta de mim, não resisto e deixo o sabonete cair, abraço teu corpo, invado teu corpo com minha língua e continuo te tocando, com minha mão livre toco teu seio, ela geme, a levo até a parede, toco de leve com delicadeza, quero o gozo delicado do teu clitóris e sei que ele está vindo, ela morde meu ombro, me abraça e diz que vai gozar, que está gozando.
Teu corpo treme gozando em meus braços, depois fica um longo tempo me abraçando.
CONTINUA 
FERNANDA TAHANN 
Wattpad: Fernanda Tahann 

sábado, 2 de abril de 2016

ELE, EU E MEU CIÚME - Final (Conto Erótico)

Ligo, ela atende, conversamos normalmente, então pergunto se ela pode me encontrar porque precisamos conversar, acho que ela intuiu que algo estava errado, porque pude ouvir o suspiro do outro lado da linda. Combinamos tudo, ela viria a tarde.
Na hora do almoço me manda uma mensagem dizendo que não pode vim porque tem um problema no trabalho pra resolver, respondo que tudo bem, mas tudo bem nada, começo a questionar cada eu te amo, será que tinham sido verdadeiros, cada vez que nos entregamos será que tudo não era uma grande fantasia da minha cabeça. 
Fiquei em casa, tentei vê um filme, tentei ler e nada conseguia prender minha atenção 
No sábado de manhã liguei pra ela, que atendeu, falou baixinho que me amava, que estava morrendo de saudade, que não sabia viver sem mim, mas que não podíamos nos vê no final de semana porque ELE estava com febre, com a garganta inflamada, como ele era monhoso demais ela tinha que ficar com ele. Minha cabeça parou de raciocinar, meu coração chorou. Não sei onde tirei forças, me controlei, disse que estava tudo bem. Ouvi ela mais uma vez dizer que me ama, eu disse o famoso eu também.
Fui tomar banho, acho que nunca tomei um banho mais demorado, queria que a água levasse todas as lembranças, que apagasse cada toque teu no meu corpo.
Chorei tanto
Chorei por mim, chorei por amá-la.
Chorei por amor 
Chorei por esse amor tão grande que você talvez não assumisse também por amor a sua família, a seus amigos que eram pessoas que deveriam te amar como você era, mas que você por medo não queria nem arriscar decepcioná-los
Chorei por meus sonhos que sempre a envolviam
Chorei por não saber amar de outra forma
Chorei, chorei tanto
Fui pra cama acho que o cansaço me venceu, dormir acordei já era tarde.
Resolvi limpar a casa pra cansar muito o meu corpo, dormir de exaustão a noite.
Tudo em mim queria sair de casa encher a cara, mas fiquei em casa, se ela terminasse comigo teria que admitir que era porque queria ficar com ele, teria ser honesta e não se agarrar a uma bobagem que eu pudesse fazer.
A noite foi horrível, o domingo também, ela para tornar as coisas ainda mais difíceis me cobria de mensagens apaixonadas.
Chegou o grande dia, lá pelas duas ela chega, linda, minha, perfeita ao olhos do meu amor. Sorriu, em abraçou, sussurou que estava com saudade, fomos pro quarto, nos beijamos, ficamos namorando, deu até uma vontade de deixar tudo pra lá e me contentar com o que tinha, mas parei, disse que precisava realmente conversar com ela.
Disse que a amava muito, mas não aguentava mais essa situação ela tinha que se decidir:
- ELE OU EU?
Ela tentou desconversar, tentou me dizer que não sabia o que fazer, me pedir mais tempo, mas fui firme
- ELE OU EU?
Ela me disse que não pederia largá-lo porque o amava, não dá forma como me amava, mas o amava, que sua família toda achava que eles formavam o casal ideal que o amavam também
- EU NÃO POSSO DEIXÁ-LO
Só me restava uma coisa a fazer
Acho que neste instante um anjo cuidou de mim, abri a porta e pedi para ela ir embora.
Ela tentou argumentar, mas terminou por ir chorando, mas foi.
Eu? Bom, eu acho que meu coração virou poeira.
Sentei na cama, morrir um pouquinho a medida que o tempo passava
Acho que anoiteceu, amanheceu e eu estava ali no mesmo lugar, paralisada, sem chão, sem futuro, sem mim.
Fui trabalhar, agradeci a Deus por as férias de final de ano estarem chegando.
Ela me ligou milhares de vezes, nunca atendi nenhum.
Ela mandou milhares de mensagens nunca lidas
Eu liguei milhares de vezes pra ninguém, porque a mulher que amava era uma fantasia
Escrevi milhares de declarações de amor para a mulher dos meus sonhos que não era ela, portanto nunca enviadas
Tudo em mim doía, até a água no meu corpo doía, era um sacrifício imenso comer, fazia isso por amor a minha mãe que está deseperada com o meu estado de espírito 
O tempo passou, pedir 14 quilos de dor, dor, dor
Algumas amigas em comum, me falavam dela, de como ela tinha emagrecido, como devia está acontecendo algo grave porque ela parecia está sofrendo muito. Eu solenemente ignorava cada um dos comentários.
As férias chegaram, fui para cidade em que morava minha irmã 
Lá costumava todos os dias dá longas caminhadas na praia
Passaram as festas de final de ano.
Passou o mês de janeiro, minha mãe me ligava, sempre me falava dela, que ela tinha ligado, que tinha ido visitá-la. Até que um dia pedir a paciência, disse que se ela perguntasse por mim dissesse que eu estava bem, que estava procurando um amor real, que estava tento ser feliz.
Fevereiro chegou entrei com um pedido de licença, não tinha a menor condição de voltar ao trabalho
Março chegou e com ele veio um céu tão azul.
Já conseguia dormir sem acordar chorando
Já conseguia sorri realmente de uma piada
Já conversava sem aquela vontade de cair no choro.
Um dia estava andando na praia, quando vi uma mulher vindo em minha direção, por um momento achei:
- Agora enlouqueci de vez estou tendo alucinações 
Quanto mais próxima ela chegava mas certeza eu tinha que ela era.
Parecia mais magra, com um andar cansado
Um corpo tão frágil que o vento da praia parecia capaz de levá-lo
Era ela realmente, deu uma vontade imensa de sair correndo, abraçá-la, de enchê-la de beijos, mas aí lembrei que agora seríamos só amigas.
Quando ficamos em frente uma da outra tudo que ela fez foi cair no choro. Eu a abracei, como abraçaria qualquer amiga, mas tenho certeza que meu corpo tremia, ela falava entre soluços que me amava, que tinha dito pra todo mundo que me amava, até pra minha mãe, pra ela poder dizer onde eu estava, disse que tinha separado, que se eu quisesse pediria até demissão por o lugar dela era onde eu estivesse e olhou pra mim toda chorosa e perguntou:
- Você me perdoa?
- Você ainda me quer?
Como não querer aquela mulher que tinha o dom de me dá vida.
A abracei ali mesmo, beijei, beijei e beijei sem nem ligar pra ninguém, era ali que residia minha felicidade
Fomos pra casa da minha irmã que trabalhava o dia inteiro, que não chegaria antes das 21 horas, então teríamos o apartamento só pra nós 
No caminho foi um eterno pedido de desculpa.
Mal fechei a porta do apartamento ela veio pra cima de mim, arracamos nossas roupas quase com raiva por elas serem uma barreira. Fomos para meu quarto deitei e a puxei sobre meu corpo. Meus braços apertam aquele corpo que amado. Nossos ventre se procuravam em busca de um prazer tão nosso. Ela beija meu colo, sua boca segue um caminho tão conhecido. Ela passa a língua bem devagar, de leve nos meus seios que ofereço a ela, agora ela quase come cada um deles. Meu ventre que se abre, se oferecendo a ela. Os dedos dela me tocam, sentem como sua mulher a deseja e está entregue a ela. Meu corpo quase pede, meu ventre se move em direção da sua boca. Sinto a respiração dela entre minhas pernas, quase gozo, tal a saudade dessa boca. Sinto a pontinha da tua língua úmida entrando, tocando meu clitóris, lambendo, chupando. Sem perceber minhas mãos pressionam sua cabeça. 
É impossível controlar, o som dos meus gemidos invadem o quarto, peço por ela, peço "por favor me faça tua mulher". Sinto a língua dela me lambendo, os dedos dela entrando e saindo de mim.
Gozo, grito, gozo
Ela vem linda, tão amada, recebo um monte de beijos, e mocinha agora é minha vez de te matar de prazer.
Beijos o corpo dela, viro seu corpo, porque você adora que eu beije suas costas, beijo, passo minha língua, ela geme, mexe teu quadril ao encontro do meu
Beijos, beijos, lambo, quero teu gozo
Meus dedos a tocam e constato que ela me quer, sinto o seu mel nos meus dedos, mas quero lamber, sugar essa fonte que adoro
Enfio minha língua nela que geme, fala alguma coisa que não sou capaz de entender, porque adoro esse cheiro, esse sabor
Saboreio a mulher que amo, ela grita, oferece teu ventre a minha boca, tuas mãos impacientes pressionam minha cabeça
Ela, geme, pede, promete, goza lindamente e eu bebo cada gotinha desse vinho de amor que você me dá. 
Vou ao teu encontro, ela abre os olhos, sorrir pra mim, e há tanto amor entre nesse olhar que tenho vontade de chorar de felicidade.
Hoje a única certeza que tenho é que valeu a pena cada dor, cada mudança porque somos um casal tão feliz. Nos pertencemos e cada dia descobrimos uma nova forma de amar. 
BOM MENINAS PUBLICO OUTRO CONTO ASSIM QUE ESSE COMPLETAR 60 COMENTÁRIOS. 

                   Fernanda Tahann